Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 14 de abril de 2024

15 de fevereiro de 2023

15/02 – Sindicatos da Fepesp unificam pautas de reinvindicações para o Ensino Superior, o plano das Centrais para regular os sindicatos, IA e a redação de alunos, e mais: Brasil soube se descolonizar ao se apropriar da língua portuguesa

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Ensino Superior: sindicatos unificam as pautas de reivindicações deliberadas nas assembleias de 6 a 11 de fevereiro, e deixam claro: ‘Vamos nos mobilizar e exigir respeito e reajuste salarial já, em cumprimento à sentença do TRT. As assembleias deliberaram. Por unanimidade!’ Leia mais aqui:  https://bit.ly/3XCIy5j

 

 

 

VOLTA ÀS AULAS

Sem salários…sem aulas: greve na Oswaldo Cruz – Sem salários… sem aulas. Professoras e professores dos Colégios e Faculdades Oswaldo Cruz começaram o ano letivo em greve, exigindo o pagamento dos salários atrasados e o cumprimento de direitos trabalhistas. O SinproSP está junto com as professoras e os professores, desde o início do movimento, denunciando para a sociedade os desmandos do Grupo. Facebook SinproSP 14/02  https://bit.ly/3YPUEsT

 

Ensino Superior: assembleias deliberam, sindicatos unificam pauta de reivindicações – Sindicatos da Fepesp organizam pauta unificada em preparação às negociações da Campanha Salarial do Ensino Superior em 2023, mobilização para garantir direitos, apoiar negociadores e não ficar esperando cair a liminar do STF!.

A pauta de reivindicações unificada será entregue aos representantes das mantenedoras nesta quinta-feira, dia 16, para dar início às negociações. Fique atento aos avisos do seu sindicato. Converse com seus colegas, compartilhe o material do Sindicato nas suas redes! Fepesp 14/02  https://bit.ly/3XCIy5j

 

TECNOLOGIA

Escolas adotam inteligência artificial para ajudar aluno a escrever redação – “A inteligência artificial tornou-se uma ferramenta cada vez mais importante no campo da educação e uma das maneiras mais emocionantes de usá-la é ajudar os estudantes a melhorar suas habilidades de escrita.” Foi assim que a nova vedete da inteligência artificial, a plataforma ChatGPT, iniciou um texto de seis parágrafos quando a Folha lhe enviou a seguinte solicitação: “Escreva um artigo sobre o uso da inteligência artificial para estudantes aprenderem a escrever redação”.

O artigo ficou pronto em 50,5 segundos. Ainda no primeiro parágrafo, o robô prosseguiu afirmando que as ferramentas “podem fornecer aos estudantes feedback instantâneo sobre seus ensaios, ajudando-os a identificar erros e a melhorar sua escrita com o tempo”. Folha de S. Paulo 14/02  https://bit.ly/3YTTsVI

 

Especialistas debatem impacto do chatGPT na Educação Superior –  A inteligência artificial não é novidade no mundo da educação, entretanto, o avanço acelerado das soluções e a presença constante na rotina dos estudantes tem provocado reflexões entre os especialistas no assunto. O destaque no momento é o ChatGPT, tecnologia de geração de texto (GPT-3). Ronaldo Mota, membro da Academia Brasileira de Educação, afirmou que os robôs superam os humanos em duas das três principais capacidades: a física e a cognitiva. Entretanto, a capacidade de metacognição ainda segue preservada. “As máquinas ainda não conseguem transcender a cognição, ter o senso crítico e afetivo. E é neste ponto que a educação deve explorar”..  ABMES14/02  https://bit.ly/3Ipx5lm

 

SEU DINHEIRO

Entrega da declaração do Imposto de Renda vai de 15 de março a 31 de maio – A Receita Federal mudou o prazo de envio da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física 2023 para o período de 15 de março a 31 de maio. Em nota, a Receita explicou que a mudança tem como objetivo permitir que todos os contribuintes possam ter acesso à declaração pré-preenchida já no primeiro dia de entrega.

As regras para a entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2023 serão anunciadas no próximo dia 27. O prazo para a entrega do informe de rendimentos pelos empregadores, bancos e planos de saúde continua até o dia 28. Rede Brasil Atual  14/02  https://bit.ly/3Xw11ki

 

Abono do PIS/Pasep 2023 começa a ser pago; veja quem tem direito – A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil começam a pagar, nesta quarta-feira (15), o abono do PIS/Pasep 2023 aos trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro ou servidores que tenham final de benefício zero. O calendário de liberações vai até julho deste ano.

Têm direito ao benefício os profissionais que, no ano-base de 2021, trabalharam ao menos 30 dias com carteira assinada recebendo, em média, até dois salários mínimos. Também é necessário estar inscrito do PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter os dados informados corretamente pelos empregadores na Rais (Relação Anual de Informações Sociais). Folha de S. Paulo  15/02  https://bit.ly/3S06gHz

 

SINDICATOS

Centrais debatem plano para regular sindicatos e criar agência pública do trabalho – Centrais sindicais elaboraram um plano de dez anos de implementação de mudanças nas relações de trabalho no Brasil.

A primeira versão do documento, obtida pelo Painel, pede a criação de uma agência pública de autorregulação das relações de trabalho, reforço de mecanismos de negociação coletiva e definição de linha de corte de representatividade mínima e limites de mandatos dos sindicatos. As centrais estabeleceram um roteiro segundo o qual, após debates com as diferentes categorias envolvidas e o Ministério do Trabalho, o texto será apresentado como um projeto de lei no Congresso até abril de 2023. Painel, Folha de S. Paulo  14/02  https://bit.ly/40VKJ77

 

SP: oficina orienta professoras e professores sobre riscos e cuidados com a voz – Organizada pelo SinproSP e ministrada pela doutora Fabiana Zambon (coordenadora do Programa de Saúde Vocal do Sindicato), a “Oficina da Voz” reuniu no último sábado, 11 de fevereiro, numa sala de Zoom, professoras e professores, sindicalizados ou não, para conversar sobre as principais causas e sintomas dos problemas de saúde da voz para quem está nas salas de aula. Fabiana fez questão de destacar que os cuidados, fundamentais, precisam também se pautar pela garantia de condições de trabalho adequadas e dignas. SinproSP  14/02  https://bit.ly/40VDXhw

 

Os professores do ensino privado não recebem piso nacional do magistério. Por quê? – Primeiro, precisamos lembrar que os professores da rede pública têm seus salários instituídos pela Lei 11.738, de 2008, que criou o Piso Salarial Nacional do Magistério. Já o ensino privado não tem uma regulamentação específica, sendo regido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB 9394/96), que não trata dos salários dos professores. Os valores estão especificados em uma tabela de valor mínimo por hora/aula, que você pode conferir na Convenção Coletiva de Trabalho no site. É por isso que ressaltamos a importância de se associar ao sindicato, pois unindo a força de cada professor em um grupo unificado o poder de negociação é maior. Sinproeste 13/02  https://bit.ly/3K9NqvR

 

 

Onde se fala português: Brasil soube se descolonizar ao se apropriar da língua portuguesa
Folha de São Paulo 15/02
https://bit.ly/40ZYthh

Autora de ‘Viagem ao País do Futuro’ refuta ideia de idioma puro e celebra intercâmbios com Portugal

Em 2011, o dicionário Houaiss listava 400 mil palavras na língua portuguesa, mas, segundo Ieda Maria Alves, linguista brasileira conhecida por suas pesquisas sobre neologia, lexicologia, lexicografia e terminologia, o número de vocábulos que realmente existem é ainda maior e, levadas em consideração as palavras técnicas e científicas, devem existir cerca de 600 mil palavras na língua de Camões.

Com o advento da literatura indígena e o aportuguesamento de muitas palavras, o número engrossa ainda mais. Se no fim juntarmos aquelas que a tecnologia cunha diariamente, a língua não tem fim. Essa língua sem fronteiras e sem tempo foi uma das âncoras da conversa que a coluna teve com a escritora e jornalista Isabel Lucas, recente curadora da presença de Portugal na Bienal do Livro de São Paulo.

A primeira mulher das conversas Gente de cá de lá encontrou nessa diversidade linguística algumas das rotas que a ajudaram a escrever “Viagem ao País do Futuro”, que, como o próprio nome define, é o Brasil.

Viajaste intensa e meticulosamente pelo Brasil. Como começou tua relação e interesse por essa nação continental que fala português? Enquanto portugueses, o Brasil penetra as nossas casas desde que somos crianças. No entanto, fisicamente, conheci o Brasil apenas em 2016. Vinha de Nova York, fui convidada para um evento literário em São Paulo e, por sorte, tive esse primeiro encontro com a língua. Por meio dela comecei a desvendar aquele país tão imenso.

Como é que ocorreu esse processo? Por meio das palavras e dos silêncios vamos encontrando as correspondências e as diferenças entre a nossa realidade e a do Brasil. O primeiro equívoco aconteceu logo na entrada do avião. A pessoa que me fazia o check-in estranhou o tamanho da minha bagagem —eu trazia apenas uma mochila, enquanto a maioria dos passageiros brasileiros carregava malas grandes. Então o assistente de bordo me diz: “Moça, você voa leve!”.

A língua, mesmo se feita com as mesmas palavras, muitas vezes é outra… Aquele comentário foi um quebra-gelo. De seguida, ao entrar no voo, pedi a uma aeromoça um copo de água, ao que ela me responde: “Oi?”. Repito o pedido da mesma forma, e a hospedeira prontamente me pergunta: “Você é argentina, né?” [risos]. Aí eu pensei: “Não estou em casa, aqui não se fala a minha língua”. No entanto, quando aterrei em São Paulo senti uma familiaridade que não se percebe muito bem de onde vem. São Paulo é muito diferente de tudo o que é português —é uma megalópole.

Familiaridade num lugar com muitas milhões de pessoas… A familiaridade é mais marcada em São Paulo. Mas, curiosamente, os lugares do Brasil onde menos estranharam o meu português foi no interior do Nordeste. Talvez porque há muito vocabulário e uma sintaxe que é comum com o português que falamos em Portugal. Ou, possivelmente, por ser um lugar muito fechado onde mantiveram uma forma de falar mais próxima do português europeu. Reconheci lá muitas expressões que são usadas pelos meus avós.

Recordas alguma expressão? É mais uma forma de estar. Nunca houve alguém que tenha me dito “não percebi o que disse”. Em certa ocasião, de viagem com uma amiga de São Paulo, entendiam-me melhor a mim do que a ela. Senti, estranhamente, uma pertença ao Nordeste que minha amiga não partilhava.

Em 2019, durante a viagem que deu origem ao teu livro “Viagem ao País do Futuro”, o Brasil passava por um tempo simbólico. Nunca a democracia brasileira tinha tido um governo tão influenciado pela extrema direita. Como alguém que viajou entre o Sudeste e o Nordeste brasileiro sentiu essa dicotomia? Na noite da eleição eu estava em São Paulo e vi a cidade dividida. Aí tornou-se evidente a ideia de que o lado urbano pertence a uma parte do espectro político, e a parte rural, ao lado contrário.

Um pouco como o que viste nos Estados Unidos… Exatamente. Onde os locais mais cosmopolitas tendiam para os democratas, e os rurais apoiavam, majoritariamente, os republicanos.

No Brasil acabamos por ter as duas “facções” a conviver no mesmo local… Principalmente em São Paulo. À medida que ouvia as pessoas e as suas razões de terem votado de um lado ou do outro, os pré-conceitos iam-se desmontando: as coisas são mais difíceis de explicar do que parecem. Há uma tendência tanto no Brasil como nos Estados Unidos, ou em outros países onde ocorreu este fenômeno, de as pessoas tentarem simplificar o que de fato aconteceu. O fato de as pessoas viverem cada vez mais fechadas dentro das suas próprias bolhas sociais —econômicas, culturais, territoriais, “internáuticas”— impede-as de conversarem. O que mais preocupa é que hoje em dia as pessoas conversam com a semelhança e desaprenderam de conversar com a diferença.

Isso acontece de um lado e do outro. Sim. Uns não querem saber, outros nem têm como saber. Territorialmente, é notório que o Nordeste está eternamente grato ao que Lula fez durante os seus governos. Mas atenção: esta “obra” de Lula no Nordeste é o que nós em Portugal chamaríamos de “condições mínimas de subsistência” —água potável, educação, meios de transporte. Em outros territórios mais ricos, onde a igreja evangélica tem um peso maior, a palavra mais importante para entendermos o que move as pessoas de lá a votar é a “segurança”.

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