Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 20 de abril de 2024

12 de abril de 2023

12/04 – Amanhã começa a rodada de assembleias do Superior. Violência afasta professores da escola. O ensino plural da história. E mais: mudanças e desafios que pessoas com deficiência trazem para o ensino

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Ensino Superior: rodada de assembleias! De 13 a 18 de abril, nos sindicatos integrantes da Fepesp, professoras, professores e pessoal administrativo nas IES irão deliberar sobre reajuste salarial, condições de trabalho, direitos. Encontre a sua assembleia aqui:  https://bit.ly/3ZLHWvt

 

Ensino Superior: nesta quinta, sindicatos iniciam a rodada de assembleias da Campanha Salarial 2023 – Professores e auxiliares de administração escolar do Ensino Superior privado participam, entre os os dias 13 e 18, de assembleia convocadas pelos Sindicatos, integrantes da Federação dos Professores de São Paulo (Fepesp). O objetivo é avaliar proposta das mantenedoras. Data-base é 1º de março.

“Com o respaldo da categoria, estamos prevendo esquentar a campanha e subir ainda mais o tom na mesa de negociações”, avalia Celso Napolitano, presidente da Fepesp e do SinproSP. Agência Sindical  10/04  https://bit.ly/41dby5S


Veja aqui a lista das assembleias já marcadas – e avise suas colegas e seus colegas:

13/04, quinta-feira
Campinas – 17h – virtual, veja link no site do sindicato
Presidente Prudente – 17h – link na convocação
Ribeirão Preto – 15h – virtual
São Paulo – 16h, inscrição via https://www.sinprosp.org.br/assembleia/superior
Sorocaba – 16h, inscrição via whatsapp
Valinhos/Vinhedo – 18 h, na sede do sindicato

14/04, sexta-feira
ABC – 17h, no sindicato
Jaú – 17h, no Sindicato
Saae S J Rio Preto – 16h, no sindicato

15/04, sábado
Bauru – 9h, link via email
Franca – 9h, link via email
Guarulhos – 10h, no sindicato
Jacareí – 10h, link por email sinprojacarei@hotmail.com
Osasco – 9h, no sindicato
São Carlos – 10h, assembleia remota

17/04, segunda-feira
Jundiaí – 19h, inscrições no site
Santos – 15h, link via email

 

VIOLÊNCIA EM ESCOLAS

Com medo da violência de alunos, professores se afastam das escolas – Professores de São Paulo sentiram aumento da violência nas escolas depois do período em que ficaram fechadas durante a pandemia, com mais brigas entre estudantes e agressões a educadores. Profissionais que tiveram que se afastar do trabalho dizem que não receberam ajuda das escolas nem do governo estadual.

Medo também, mas por outro motivo, no centro da cidade de São Paulo. “Terra arrasada” assusta crianças, trabalhadores, comerciantes e pessoas em situação de rua. UOL 12/04  https://bit.ly/3Kw8hrV

 

Goiás: adolescente fere três colegas em ataque com faca em escola estadual – Um adolescente de 13 anos esfaqueou três colegas na manhã desta terça-feira (11), em Santa Tereza de Goiás (GO), a 372 quilômetros de Goiânia. As informações são da SSP (Secretaria de Segurança Pública) de Goiás.

O menor usava uma touca ninja, conhecida como balaclava, uma faca e uma machadinha, de acordo com o delegado responsável pela área. O estudante que promoveu o ataque não tem histórico de violência junto à comunidade escolar, ressaltou a Secretaria de Educação. Folha de S. Paulo  11/04  https://bit.ly/3UkLyU9

 

Polícia, catraca, botão do pânico e mais: veja análise de 7 medidas em debate contra ataques em escolas – Rondas policiais, catracas e detectores de metal na porta e até aplicativo de celular com botão de pânico são alternativas discutidas como medidas de segurança contra ataques em escolas, como os ocorridos nesta terça-feira (11) em Goiás, e dias atrás em Blumenau (SC) e São Paulo.

Alguns desses métodos têm sido considerados por governos estaduais e devem estar também na mesa de debate do grupo interministerial coordenado pelo Ministério da Educação (MEC) para buscar soluções sobre o tema. Abaixo, veja o que os especialistas pensam sobre:
1. Policiamento nas escolas
2. Monitoramento por câmeras
3. Botão de pânico
4. Psicólogos na escola
5. Catracas nas entradas
6.Detector de metal
7. Grupos de apoio comunitários
G1  11/04  http://glo.bo/3KvGmbw

 

Dino relaciona ódio e armamentismo a chacinas em escolas dos EUA e Brasil – O país onde mais ocorrem atos de violência e chacinas em escolas são os Estados Unidos. E, não por acaso, é o país onde mais se tolera o uso de armas por civis e pessoas fora dos aparatos públicos de segurança. A observação foi feita pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, durante audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara nesta terça-feira (11). A sessão foi suspensa após bate-boca entre deputados da base do governo e da oposição.

“As notícias mostram que quando há mais armas em circulação é claro que se ampliam as ocorrências, por exemplo, de crimes em lares, crimes de feminicídio, crimes no trânsito”, afirmou o ministro. Rede Brasil Atual 11/04  https://bit.ly/406CXWe

 

Canal de denúncias para prevenir ataques a escolas – O formulário para denúncias já está disponível em www.mj.gov.br/escolasegura. Todos os conteúdos enviados serão mantidos sob sigilo. Folha de S. Paulo  10/04  https://bit.ly/3KoK3zL

 

ENSINO BÁSICO

Escritores se reúnem no Rio para discutir ensino plural da história – A programação online (veja aqui) se encerrará no dia 13, às 12h, com participação do escritor Olívio Jekupê, primeiro indígena brasileiro com mais de 20 livros publicados. Ele é também apresentador de um podcast no canal Rádio Resenha, onde no mês passado defendeu um ensino mais plural.

“Os alunos e professores precisam ler nossas obras para que possam entender melhor como pensam os indígenas. Muitas histórias foram escritas para retratar a visão dominante. E hoje temos vários escritores indígenas que trazem outros pontos de vista”, disse. Agência Brasil 11/04  https://bit.ly/412Kerk

 

Damares – sim, a ex-ministra – quer rever o ensino infantil no PNE – A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) vai avaliar em 2023, por iniciativa da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), o cumprimento da meta 7 do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê o fomento da qualidade da educação básica para melhorar o fluxo escolar e da aprendizagem para atingir médias nacionais do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O presidente da CE, senador Flávio Arns (PSB-PR), lembrou que o PNE expira no ano que vem e o colegiado deve discutir o novo Ideb. Rádio Senado 11/04  https://bit.ly/41j9cma

 

REVISÃO DO FGTS – O advogado do SINPRO ABC, Danilo Uler, fala sobre a revisão do FGTS à TV SINPRO ABC. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=UZrtuGQQTZI

Em caso de outras dúvidas ou sugestão de temas, entre em contato pelo WhatsApp do Sinpro ABC  (11) 4994-0700 ou escreva para sinpro@sinpro-abc.org.br.

 

TECNOLOGIA

Formação de professores é entrave ao uso de tecnologia em sala de aula – A necessidade da modernização do ensino de ciências no país é um dado recorrente. Os pontos de atenção levantados incluem, por exemplo, o acesso reduzido a materiais de laboratório e os desafios enfrentados pelos docentes no processo de inserção e desenvolvimento do letramento científico na rotina da escola básica. Outro cenário apontado é a necessidade de ambiente propício para a ampliação do currículo de ciências e tecnologias com assuntos interdisciplinares, que envolvam temas como gênero e raça.

Entre as recomendações que o estudo propõe, destaca-se como fundamental a ampliação da formação continuada e troca de experiências docentes. Agência Brasil 11/04  https://bit.ly/3UweQiv

 

Especialistas veem Inteligência Artificial com mesmo potencial catastrófico de uma guerra nuclear – Um novo relatório da Universidade de Stanford mostra que mais de um terço dos pesquisadores de IA (inteligência artificial) entrevistados acredita que decisões tomadas pela tecnologia têm o potencial de causar uma catástrofe comparável a uma guerra nuclear.

O dado foi obtido em um estudo realizado entre maio e junho de 2022, antes da popularização das plataformas de IA generativa, como o ChatGPT. Folha de S. Paulo 11/04  https://bit.ly/3UweQiv

 

 

Mudanças e desafios que pessoas com deficiência trazem para instituições de ensino
Nexo  10/04
https://bit.ly/43q4SmS

Avanço nas matrículas aponta para maior inclusão na educação, mas políticas institucionais e práticas pedagógicas precisam ser aprimoradas

Divulgados em 2022, os últimos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que pessoas com deficiência somavam 17,2 milhões em 2019, ou 8,4% da população do país. Marcadas por disparidades de escolarização, elas enfrentam mais dificuldades para acessar o mercado de trabalho e dispõem de renda mais baixa, se comparadas com pessoas sem deficiência.

Recentemente, no entanto, a situação começou a mudar, especialmente em relação ao acesso à educação básica e superior. A mudança é reflexo da aprovação, em 2006, da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU (Organização das Nações Unidas) e da entrada em vigor, em 2015, da LBI (Lei Brasileira de Inclusão). Além de estimular a abertura de novas frentes de pesquisa, esse movimento tem trazido desafios para instituições de ensino, que precisam repensar suas políticas e práticas pedagógicas, elaborando estratégias de acessibilidade adequadas aos diferentes tipos de deficiência.

Na educação superior, estudantes com deficiência foram os últimos contemplados por uma lei de cotas. A reserva de vagas para alunos com esse perfil em instituições federais se tornou obrigatória com a Lei nº 13.409, seis anos depois de promulgada a Lei nº 12.711, que a partir de 2012 estabeleceu reserva de vagas para estudantes autodeclarados pretos, pardos e indígenas provenientes de escolas públicas (ver Pesquisa FAPESP nº 308). As cotas para jovens com deficiência têm viabilizado a expansão de sua presença no ensino superior federal.

“Nossa legislação tem um viés moderno e inclusivo. Hoje, o grande desafio é conseguir efetivar esses direitos”, detalha o jurista. Segundo ele, alguns artigos da LBI aguardam regulamentação, o que tem dificultado sua aplicação. Caso do artigo 2°, que prevê a possibilidade de pessoas com deficiência serem avaliadas conforme o chamado modelo biopsicossocial. “Esse modelo considera impedimentos em funções e estruturas do corpo, além de fatores socioambientais, pessoais e restrições na capacidade de participar da sociedade, para definir se uma pessoa tem deficiência e medir seu grau de comprometimento”, explica Damasceno.

Avanço da ciência baliza legislação – A conceituação da deficiência é um campo em disputa até os dias de hoje. Até meados do século XVIII, predominavam concepções pré-científicas, com um olhar majoritariamente supersticioso ou de caridade, envolvendo culpa ou castigo divino. No século XIX, a ciência médica passou a compreendê-la como patologia.

“A ciência via a deficiência como um impedimento corporal, físico e social, situando-a no sujeito e fazendo com que políticas públicas focassem na busca pela reabilitação”, explica a psicóloga Marivete Gesser, coordenadora do Núcleo de Estudos da Deficiência da UFSC. A partir da década de 1960, com os aportes das ciências humanas e sociais, emergiu outro modelo, que compreende que o principal problema enfrentado pelas pessoas com deficiência são as barreiras impostas pela sociedade. “Essa vertente propiciou um salto à produção científica, ao tirar a deficiência de um enfoque individual e patológico e posicioná-la como algo que seria neutro, caso as barreiras sociais fossem suprimidas”, descreve Gesser.

Em artigo publicado em 2022, a antropóloga Anahí Guedes de Mello, também da UFSC, detalha que, na década de 1990, a crítica feminista e teorias de estudos do cuidado ajudaram a ampliar o alcance do modelo social da deficiência, o que, mais tarde, permitiu consolidar o modelo biopsicossocial. Influenciado pelas demandas de movimentos de pessoas com deficiência, esse modelo surgiu como uma proposta da OMS e foi incorporado pela LBI em 2015.

Uma das referências nesse debate é a filósofa Eva Feder Kittay, da Universidade Stony Brook, em Nova York, nos Estados Unidos, que desenvolve trabalhos pioneiros para discutir questões de cuidado e deficiência, especialmente cognitiva, no âmbito da filosofia. Kittay é mãe de uma mulher com deficiência cognitiva. Diagnosticada com surdez na infância, Mello analisa, em seu texto, que a avaliação biopsicossocial da deficiência constitui um avanço por contemplar a interação entre a biologia e o contexto social e entre fatores individuais e ambientais.

Conforme a pesquisadora, os estudos culturais e, em especial, os estudos queer, abriram caminho para uma nova linha de reflexão, conhecida como teoria crip, traduzida para o português como teoria aleijada. “A teoria aleijada questiona os processos de naturalização do corpo ‘capacitado’ e oferece um modelo cultural da deficiência, rejeitando a ideia de que não ter uma deficiência seja um estado natural de todo ser humano.

O capacitismo impede a consideração de que é possível andar sem ter pernas, ouvir com os olhos, enxergar com os ouvidos e pensar com cada centímetro de pele”, escreve a antropóloga. O termo capacitismo foi cunhado entre os anos 1960 e 1970 e se disseminou no Brasil a partir de 2011, por meio do trabalho de pesquisadores como Mello.

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