23 de junho de 2020| , ,

No lugar de aula, Uninove posta cartas de demissão na sua plataforma; Federação e sindicatos reagem

Atenção: professor da Uninove deve procurar imediatamente o seu sindicato

Por meio de mensagem na plataforma da Instituição a Uninove decidiu demitir professores –  sem aviso prévio, sem apresentação de motivos para cada caso, sem contato pessoal. Até o momento não está confirmado quantos professores serão afetados pelos cortes.

A Fepesp, com articulação direta de seu presidente, Celso Napolitano, entrou em contato com a Uninove para cobrar explicações e exigir uma reconsideração, mas também já mobilizou os seus advogados para buscar alternativas jurídicas contra as demissões.

Segundo nota do Sinpro SP, ‘motivos para preocupação não faltam. A Uninove tem passado por um processo de reestruturação interna que se acentua cada ano. Houve muitas demissões em 2019 e o ano letivo de 2020 também começou mal’.

 

ATUALIZAÇÃO 14H39 – 23/06/20:    O SinproSP ajuizou dissídio coletivo de natureza jurídica no Tribunal Regional do Trabalho contra a Uninove –  que terá que se justificar em audiência sobre as demissões. Data a ser determinada pelo TRT.

Reorganização fajuta – Ao retornarem do recesso, muitos docentes foram surpreendidos com proposta de reorganização da grade e redução de carga horária. Vale lembrar que em dezembro de 2019, o MEC autorizou a ampliação de aulas a distância nos cursos de graduação em até 40% e a Uninove tentou aplicar essa mudança já no início de 2020. Entretanto, os professores tiveram seus direitos garantidos por ação imediata do SinproSP, ao denunciar a instituição, orientar os professores a não assinarem carta de redução do número de aulas e levar o problema ao Foro de Conciliação de Conflitos Coletivos.

 

Abaixo assinado – Ao saberem da notícia, alunos criaram um abaixo-assinado intitulado “UNINOVE, queremos nossos professores de volta”, fazendo com que a universidade chegasse aos assuntos mais comentados do Twitter. Para assinar, clique aqui.

 

Carteira do plano de saúde não deve ser entregue – De imediato, uma informação importante: no comunicado de demissão, os professores foram avisados que precisariam dirigir-se ao departamento de recursos humanos, na unidade Vergueiro, para devolução do crachá e da carteirinhas de assistência médica e/ou odontológica. Está errado. Os professores não devem entregar as carteirinhas do plano de saúde.

Na verdade, a Uninove é obrigada a manter o plano de saúde durante trinta dias a contar da comunicação de dispensa, nas mesmas condições contratuais vigentes. Ela também deveria ter informado aos professores que eles podem optar por permanecer no plano por um determinado período, depois de encerrados os trinta dias, desde que se comprometam com o custo integral da assistência médica.

 

Procure o seu sindicato – Todos os professores da Uninove que receberam o aviso de desligamento ao acessar a plataforma devem procurar o seu sindicato, para se articular na movimentação e manterem-se informados das ações que irão ser organizadas contra essa demissão abusiva.

 

Com cerca de 150 mil alunos, a instituição sediada na capital paulista disponibiliza mais de 90 cursos superiores de graduação, formação específica e tecnologia; cerca de 100 cursos de especialização, bem como diversos cursos de extensão, com unidades em Guarulhos, ABC, Campinas, Franca além de São Paulo.

 

 

 

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