20 de fevereiro de 2019| , ,

22/03 é a data: o protesto contra a reforma da Previdência

Manifestação unitária do dia 22 será a primeira de uma série contra a proposta de reforma da Previdência de Bolsonaro

As centrais sindicais do país estabeleceram uma agenda de manifestações contra a reforma da Previdência proposta pelo governo de Bolsonaro (PSL). O primeiro grande ato foi marcado para 22 de março, em várias cidades do país. O movimento sindical não descarta a possibilidade de greve geral.

Agenda de manifestações, definida em fevereiro, estabeleceu que dia 22/03, numa sexta-feira, será realizado o Primeiro grande ato nacional contra a reforma da Previdência. Já em abril e maio, haverá uma sequência de atos nacionais a depender da tramitação da proposta no Congresso.

 

 

O chamado Dia Nacional de Luta e Mobilização em Defesa da Previdência está sendo organizado por sindicatos e associações de trabalhadores como CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, FPSM (Frente Povo Sem Medo) e Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e com apoio de outras entidades de representação, como a Fepesp (Federação dos Professores do Estado de São Paulo).

A ideia é que vários locais do Estado de São Paulo sejam ocupados por manifestações no dia 22.

 

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O ato na Sé, dia 20/02:

Na defesa da Previdência Social e da sua Aposentadoria

 

Governo quer livrar patrões da contribuição e jogar o peso da aposentadoria – piorada – nas costas dos trabalhadores. Professores serão mais prejudicados.

Em defesa da Previdência Social e da sua aposentadoria, trabalhadores lotaram Praça da Sé em São Paulo na manhã desta quarta-feira, 20/02, com o intuito de organizar uma luta unitária contra o projeto de reforma proposto pelo governo Bolsonaro – que a apresentou, de maneira oficial, em uma grande marketagem no Congresso, também na manhã desta quarta, acompanhada de uma campanha publicitária que procura amenizar a pancada que se pretende contra os trabalhadores.

 

Trabalhadores se reuniram nesta quarta-feira, na Praça da Sé, em defesa da Previdência Social e da aposentadoria.

 

“A importância deste ato é a demonstração clara da união dos movimentos sociais e das centrais sindicais, dando início a um processo de discussão e rejeição da Reforma da Previdência proposta pelo governo. A partir daí, então, iniciar uma luta, um esclarecimento à população; contra a capitalização, contra o fim da aposentadoria e a defesa do regime participativo. A expectativa é a de que o movimento cresça e chegue ao Congresso Nacional”, disse no ato Celso Napolitano, presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo.

 

A Proposta de Emenda Constitucional 06/2019, a PEC da reforma da Previdência, prevê a obrigatoriedade de idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e 62 para mulheres com o fim do direito à aposentadoria por tempo de serviço.

Fica ainda pior para professoras e professores: pela proposta, a sua aposentadoria virá apenas por idade, quando completar 60 anos.

 

Veja o recado de Celso Napolitano, sobre a proposta de aposentadoria para professores:

 

Ademais, o governo pretende adotar o regime de capitalização da Previdência, acabando com o modelo pelo qual todos contribuem para todos em um fundo social. Com a capitalização, o trabalhador teria que fazer sua própria poupança, que, segundo cálculos, para que receba um valor integral de aposentadoria, seria necessário atividade por 40 anos.

A PEC da reforma da Previdência vai ser discutida no Congresso. Queremos uma discussão de verdade, queremos que as propostas de emendas sejam discutidas e consideradas – não se pode aceitar que uma reforma prejudique quem trabalhou toda a vida, enquanto deixa de fora quem se considera com privilégios.

 

Leia artigo:

‘Reforma da Previdência: modelo chileno é alerta aos brasileiros’, por Silvia Barbara

 

 

 

 

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