Reajuste de 4,95% confirma aumento real e manutenção de direitos na educação básica privada
A divulgação oficial dos Comunicados Conjuntos nº 01/2026, assinados entre a Fepesp e as entidades patronais, confirma o reajuste salarial de 4,95% para professores, professoras, técnicos e técnicas administrativas das escolas privadas da educação básica no estado de São Paulo em 2026.
O percentual resulta da inflação acumulada entre março de 2025 e fevereiro de 2026, apurada em 3,45% pela média dos indicadores previstos na Convenção Coletiva, acrescida de 1,5% de aumento real garantido na campanha salarial do ano passado.
Com isso, os salários da categoria devem ser reajustados a partir de março, com pagamento até o quinto dia útil de abril.
A confirmação do índice consolida o acordo firmado em 2025, quando a campanha salarial assegurou uma Convenção Coletiva com validade de dois anos. Na prática, isso garante estabilidade nas regras das relações de trabalho e a manutenção das cláusulas sociais da categoria.
A Convenção Coletiva tem papel central na garantia desses direitos. É por meio dela que são asseguradas condições específicas da atividade educacional que não estão previstas na legislação trabalhista.
Entre elas estão a garantia semestral de salários, que protege professores ao longo do período letivo, e o recesso escolar, especialmente no mês de janeiro. A legislação prevê apenas 30 dias de férias. O recesso, portanto, é um direito conquistado e mantido por meio da negociação coletiva.
Outro ponto relevante também foi resolvido no Tribunal Regional do Trabalho. A cláusula referente à remuneração das atividades adaptadas foi julgada em novembro de 2025, com decisão favorável à categoria e efeitos retroativos a março daquele ano.
Benefícios e condições econômicas
Além do reajuste salarial, os Comunicados Conjuntos também formalizam outras condições econômicas da Convenção.
Os documentos confirmam a aplicação do índice de 4,95% e estabelecem os pisos salariais para o período, incluindo R$ 31,04 por hora-aula no ensino médio e R$ 27,95 no ensino fundamental, além de R$ 2.166,00 para auxiliares de administração escolar.
A Participação nos Lucros e Resultados ou Abono Especial permanece garantida em 18% da remuneração mensal, com pagamento previsto até outubro.
Caso a escola não realize esse pagamento, deverá aplicar um acréscimo de 1,5% nos salários a partir de março, elevando o reajuste total para 6,45%.
Os benefícios também foram assegurados. A Convenção mantém a cesta básica in natura com no mínimo 30 kg de alimentos e estabelece o valor mínimo de R$ 205,00 para o vale-alimentação.
Resultado da mobilização
Para a Fepesp e os Sindicatos da base, a confirmação do reajuste e das demais condições econômicas reforça a importância da mobilização da categoria e da negociação coletiva.
É esse processo que garante aumento real, preservação de direitos históricos e avanços nas condições de trabalho na educação privada.
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