Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo

Por Fepesp em 3 de junho de 2026

Campanhas salariais de 2026 reforçam a mobilização e garantem avanços para trabalhadores da educação

Negociações mobilizaram milhares de professoras, professores, técnicos de ensino e auxiliares em todo o estado e resultaram na manutenção de direitos, valorização salarial e fortalecimento da negociação coletiva

As campanhas salariais de 2026 da educação privada paulista ficarão marcadas como um dos processos de negociação mais intensos dos últimos anos. Em diferentes segmentos da educação, professoras, professores, técnicos de ensino e auxiliares de administração escolar participaram de assembleias estaduais unificadas, mobilizações regionais, reuniões sindicais e rodadas de negociação que colocaram no centro do debate a valorização profissional, a preservação de direitos históricos e a melhoria das condições de trabalho.

Ao longo de meses de negociações, a mobilização da categoria foi decisiva para impedir retrocessos, pressionar as entidades patronais e garantir resultados importantes para os trabalhadores da educação. Mais do que conquistar índices econômicos, as campanhas reafirmaram a importância da organização coletiva e da atuação sindical na defesa dos direitos da categoria.

Educação Básica garante aumento real, reajusta piso e mantém convenção de dois anos

Na Educação Básica, a categoria já contava com uma Convenção Coletiva de Trabalho com vigência de dois anos, resultado das negociações anteriores. Em 2026, a campanha salarial garantiu reajuste de 4,95%, índice superior à inflação do período, assegurando aumento real para professoras, professores e auxiliares de administração escolar.

Outro avanço importante foi o reajuste de 10% no piso salarial, reforçando a valorização dos profissionais que ingressam na carreira. Também foram mantidos os direitos previstos na Convenção Coletiva e preservado o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) ou Abono Especial de 18%.

Os resultados demonstram a importância da negociação coletiva como instrumento de valorização profissional e de proteção das conquistas históricas dos trabalhadores da educação.

Sesi e Senai consolidam avanços após greve histórica em 2025

A campanha salarial do Sesi e Senai em 2026 foi fortemente influenciada pela mobilização construída no ano anterior. Em 2025, professoras e professores do Sesi protagonizaram uma greve histórica em defesa da valorização profissional e do aumento real dos salários, demonstrando a capacidade de organização da categoria e fortalecendo sua posição nas negociações futuras.

A mobilização realizada em 2025 deixou claro para a direção das instituições que a categoria não abriria mão da valorização profissional. Esse acúmulo de organização e participação refletiu diretamente nas negociações de 2026, que ocorreram sob forte acompanhamento das professoras e professores em todo o estado.

As assembleias estaduais unificadas realizadas ao longo da campanha mantiveram a categoria mobilizada e garantiram que a pauta da valorização salarial permanecesse como um dos principais temas da negociação.

A campanha demonstrou, mais uma vez, que a participação ativa dos trabalhadores continua sendo um elemento decisivo para o fortalecimento da negociação coletiva e para a defesa das condições de trabalho na educação.

Senac conquista ganhos reais em salários e benefícios

No Senac, a mobilização da categoria garantiu avanços concretos tanto para professores e professoras do Ensino Médio quanto para os demais trabalhadores abrangidos pelas negociações.

No Ensino Médio, a campanha salarial resultou na elevação da hora-aula para R$47,00, representando reajuste de aproximadamente 5,24%, percentual superior à inflação do período e acima da proposta inicial apresentada pela instituição.

Também foi garantido reajuste do vale-alimentação para R$205,00, com aumento de cerca de 13,88%, ampliando o poder de compra dos trabalhadores e assegurando ganho real tanto nos salários quanto nos benefícios.

Os resultados demonstram a importância da mobilização construída pela categoria ao longo das negociações e reforçam o papel da organização sindical na conquista de avanços concretos para os profissionais da educação.

Ensino Superior preserva direitos históricos e impede retrocessos

A campanha salarial do Ensino Superior privado foi uma das mais desafiadoras de 2026. Nas primeiras rodadas de negociação, as mantenedoras apresentaram propostas que atingiam cláusulas históricas da Convenção Coletiva de Trabalho, incluindo bolsas de estudo, assistência médica e outros direitos conquistados ao longo de décadas de organização sindical.

Diante do impasse, a categoria ampliou sua mobilização, realizou assembleias estaduais unificadas em todo o estado e chegou a aprovar o estado de greve, deixando claro que não aceitaria qualquer tentativa de enfraquecimento da Convenção Coletiva.

A possibilidade concreta de paralisação foi um dos fatores que fortaleceram a posição dos trabalhadores nas negociações e contribuíram para a construção de um acordo que preservou integralmente os direitos existentes.

Após 11 rodadas de negociação, a categoria aprovou uma proposta que garantiu a manutenção da Convenção Coletiva e avanços econômicos importantes. O acordo prevê a incorporação de 3,45% aos salários em julho de 2026, o pagamento de 15,35% na folha de agosto referente ao período retroativo desde março e mais 10,50% em janeiro de 2027, ampliando o poder aquisitivo dos trabalhadores do setor.

Um ano de mobilização, unidade e fortalecimento da negociação coletiva

Para o presidente da Fepesp, Ailton Fernandes, os resultados alcançados em 2026 são fruto direto da participação da categoria e da atuação conjunta da Federação e dos sindicatos que representam os trabalhadores da educação em todo o estado.

"As campanhas salariais de 2026 mostraram que a mobilização continua sendo o principal instrumento de valorização dos trabalhadores da educação. Em um cenário de negociações difíceis, conseguimos preservar direitos históricos, conquistar avanços econômicos e demonstrar que a unidade das categorias fortalece a negociação coletiva. Cada assembleia realizada, cada participação dos sindicatos e cada trabalhador mobilizado contribuíram para os resultados alcançados neste ano."

Segundo Ailton, os resultados obtidos em diferentes segmentos comprovam que a participação dos trabalhadores segue sendo o principal fator para o fortalecimento das negociações.

"Cada segmento teve suas particularidades, mas todas as campanhas tiveram algo em comum: a participação dos trabalhadores. Foi a mobilização das categorias que garantiu aumento real, preservação de direitos, valorização salarial e fortalecimento da negociação coletiva. Os resultados de 2026 mostram que quando os trabalhadores se organizam, os avanços acontecem."

O presidente da Federação também destaca que as campanhas deste ano consolidaram uma atuação cada vez mais integrada entre a Fepesp e seus sindicatos filiados.

"Construímos uma campanha estadual capaz de envolver trabalhadores de diferentes segmentos da educação privada, fortalecendo nossa capacidade de negociação e ampliando o diálogo com a categoria. Esse é um caminho que veio para ficar."

O balanço das campanhas salariais de 2026 demonstra que os avanços conquistados não foram resultado apenas das negociações realizadas nas mesas de negociação, mas também da participação ativa de milhares de trabalhadores em todo o estado de São Paulo.

Mais do que índices econômicos, as campanhas deste ano reafirmaram a importância da organização sindical, da negociação coletiva e da mobilização permanente para garantir valorização profissional, melhores condições de trabalho e a defesa da educação de qualidade.

 

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