Depois de meses de mobilização, 11 rodadas de negociação e sucessivas assembleias estaduais unificadas, professoras, professores, técnicos administrativos e auxiliares de administração escolar do Ensino Superior privado aprovaram nesta quinta-feira (28) a contraproposta para a Convenção Coletiva 2026/2027.
A campanha salarial de 2026 foi marcada por uma negociação dura. No início das tratativas, as mantenedoras resistiram às reivindicações econômicas da categoria e apresentaram propostas que colocavam em risco direitos históricos da Convenção Coletiva, como assistência médica e bolsas de estudos.
A mobilização construída em todo o estado foi fundamental para impedir retrocessos e garantir a manutenção integral da Convenção Coletiva, preservando direitos históricos da categoria e fortalecendo a luta por valorização profissional e melhores condições de trabalho.
A proposta aprovada prevê reajuste salarial de 3,45% retroativo a março de 2026, com aplicação na folha de julho. O acordo também garante pagamento de abono de 15,35% na folha de agosto de 2026, referente aos retroativos do período sem reajuste salarial, além de 10,50% em janeiro de 2027 como valorização e ampliação do poder aquisitivo da categoria.
A votação registrou ampla participação da categoria. Dos 132 votantes, 82% aprovaram a proposta, 11% rejeitaram e 7% se abstiveram.
Ao longo da campanha salarial, assembleias, mobilizações nas instituições e a construção do estado de greve demonstraram a unidade da categoria em defesa da Convenção Coletiva e da valorização dos trabalhadores e trabalhadoras da educação privada em todo o estado de São Paulo.
A Fepesp destaca que a mobilização construída durante toda a campanha salarial foi decisiva para pressionar as mantenedoras a avançarem na proposta econômica e recuarem em pontos que ameaçavam direitos da categoria.
A unidade e a participação da categoria fizeram a diferença durante todo o processo de negociação.