Fepesp - Federação dos Professores do Estado de São Paulo

Por agencia sindical em 11 de fevereiro de 2026

Fepesp repudia caso de racismo contra trabalhador em escola particular de Campinas

A Fepesp manifesta seu mais veemente repúdio ao caso de racismo denunciado por Ronei Ferraz, porteiro de uma escola particular de Campinas (SP), que relatou ter sido alvo de ofensas racistas por alunos da instituição e, posteriormente, demitido após comunicar o episódio à direção.

Segundo o relato, Ronei Ferraz foi chamado de “macaco” e “negro sujo”, expressões que configuram crime de racismo, tipificado na legislação brasileira e reconhecido como inafiançável e imprescritível, além de representar grave violação aos direitos humanos.

Para a Fepesp, o episódio é especialmente grave por ter ocorrido em um ambiente educacional, espaço que deve promover valores como respeito, igualdade e convivência democrática. A Federação ressalta que nenhum trabalhador pode sofrer qualquer tipo de retaliação por denunciar práticas discriminatórias e que as instituições de ensino têm responsabilidade direta na prevenção, no enfrentamento e na apuração rigorosa de condutas dessa natureza.

“Não construiremos uma sociedade justa, com paz e progresso social, enquanto persistirem atitudes discriminatórias contra os diferentes grupos que formam o povo brasileiro”, enfatiza o professor Ailton Fernandes, presidente da Fepesp.

A Fepesp reafirma seu compromisso com a defesa da dignidade humana, da igualdade racial e do combate a todas as formas de racismo e discriminação, e defende que os fatos sejam devidamente investigados, com a adoção de medidas efetivas e responsabilização adequada, a fim de evitar novas ocorrências.

Racismo é crime. Não há tolerância possível diante de qualquer manifestação discriminatória.

Fepesp
Federação dos Professores do Estado de São Paulo

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