29 de março de 2019| ,

Festa na SER: $237 milhões de lucro em 2018

Mais uma prova de que a educação superior privada no Brasil, hoje, é um grande negócio

Saiu o balanço anual da SER Educacional , e que balanço bom: em 2018, a instituição recolheu em caixa o lucro líquido de R$237 milhões – dinheiro limpo, depois de pagar todas suas despesas, funcionários e professores. E neste ano de 2019 a SER deve continuar dando lucro. De janeiro a março, o número de matrículas cresceu 15,1%.

A SER cresce mais em razão do seu corte de custos e do inchaço de matrículas no Ensino a Distância. Diz o jornal Valor Econômico na sua edição de 29/03:

“…mesmo com a elevada competitividade do setor, o cenário de desemprego e o baixo crescimento econômico, as novas matrículas na graduação presencial avançaram 5,9%, enquanto no ensino a distância (EAD) foram 47,3% maiores. A captação do EAD para graduação e pós-graduação aumentou 68,9% no primeiro trimestre, até o dia 26”.

Aqui em São Paulo a SER é a controladora da Universidade de Guarulhos. No país, a instituição controla outras seis universidades (com sedes no Rio de Janeiro, Pará, Amazonas e, principalmente, em Pernambuco, onde funciona a Faculdade Mauricio de Nassau, que tem unidades em dez Estados), duas escolas técnicas, quatro institutos ‘sem fins lucrativos’ e uma empresa de feiras e promoções.

 

E mais:

Estácio prova: educação privada é grande negócio

(15 de março) Noticiário da área econômica, hoje, dá conta de que a Estácio, gigante na educação superior privada no país, registrou um crescimento de 52% no seu lucro líquido em 2018. Lucro líquido, depois de descontados impostos, despesas, salários, tudo.

O dinheiro em caixa no ano passado somou R$645 milhões, resultado de uma receita de R$3,6 bilhões no ano.

Reportagem do jornal Valor Econômico desta sexta-feira, 15/03, dá os detalhes:

A Estácio apurou um lucro líquido de R$ 645 milhões em 2018, alta de 52% em relação a 2017. A receita líquida nos 12 meses somou R$ 3,6 bilhões, um crescimento de 7% na comparação anual. No quarto trimestre, o lucro líquido da empresa carioca foi de R$ 16,3 milhões, revertendo prejuízo de R$ 12,8 milhões registrado no mesmo período de 2017.

A receita líquida avançou 3,4%, para R$ 867 milhões, e os custos dos serviços prestados caíram 7% para R$ 456,2 milhões nos últimos três meses de 2018. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) saltou 95%, para R$ 88,6 milhões. A margem do respectivo indicador subiu 3,4 pontos percentuais para 10,2%.

 

 

Como a Estácio conseguiu isso? A pista está em outra matéria na mesma edição do jornal Valor desta quinta, mostrando que a Estácio economiza  e fatura tirando alunos de sala de aula e turbinando a sua oferta de cursos on-line. Veja o que diz o jornal:

Após ver sua base de alunos de ensino a distância crescer 19% e a de cursos presenciais cair quase 9% em 2018, a Estácio vai concentrar a sua expansão, principalmente, na graduação on-line. Nos primeiros meses deste ano, o volume de matrículas de calouros aumentou mais de 10% e o valor das mensalidades dos cursos a distância está com uma variação positiva entre 5% e 10%, quando comparado ao mesmo período de 2018.

Para navegar a Estácio nesse mar de dinheiro, a instituição deu um upgrade na sua administração senior, trazendo para a sua presidência em dezembro o executivo Eduardo Parente – que, até então, pouco mais de um mês antes da tragédia de Brumadinho, a represa de rejeitos de mineração rompida em janeiro em Minas Gerais, era o presidente da Cia. Vale do Rio Doce. Parente planeja crescer comprando escolas, como informa a repórter Beth Koike no Valor:

As aquisições continuam no radar da companhia e devem ser um dos motores de expansão. Segundo fontes do setor, o grupo carioca está em negociações para a compra da Universidade Positivo, do Paraná, por cerca de R$ 500 milhões, e recentemente teria, inclusive, melhorado a proposta em mais R$ 50 milhões para ficar com o ativo, considerado um dos melhores disponíveis no mercado.

 

Quer saber mais? Na sua linha de publicações, a Federação editou o livro que mostra em detalhes como funciona o mercado do ensino superior privado no Brasil: O Negócio da Educação reúne artigos de peso que deixam claro o funcionamento desse mercado altamente lucrativo.

A versão eletrônica de O Negócio da Educação está aqui, em formato PDF.

 

 

 

 

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