Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 28 de junho de 2022

5 de maio de 2022| , ,

Alta de casos de covid faz escolas de SP suspenderem aulas e exigirem máscara

As infecções de covid-19 vinham em queda no Brasil, mas o índice de testes positivos em farmácias e laboratórios dá sinais de uma nova alta da circulação do vírus no País.

Por Paulo Favero, O Estado de S.Paulo
04 de maio de 2022 | 16h25

 

Segundo a Fiocruz e outros especialistas, há risco de novas ondas, mas a chance de agravamento é menor, por causa das elevadas taxas de vacinação. Em São Paulo, escolas já registram outra vez grupos de alunos contaminados e voltam a exigir máscaras diante do novo cenário.

Entre os motivos, estão o menor uso de máscaras, que deixou de ser obrigatório na maioria dos locais, e o retorno dos eventos sociais, como festas de aniversário e confraternizações. A capital paulista, diz a Secretaria Municipal de Saúde, registrou 5,6% de aumento de infectados nos últimos três dias – considerando um cenário de baixa testagem. Esta subida também reflete efeitos das aglomerações e deslocamentos nos feriados de Semana Santa e Tiradentes, quando houve um carnaval fora de época na cidade.

 

 

Atenção professores e auxiliares de administração escolar: não deixe de usar máscaras e fique atento aos sintomas. Procure imediatamente seu sindicato se houver negligência no cumprimento de protocolos de prevenção de contaminação na sua escola!

 

 

 

No Gracinha, que fica no Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo, o diretor Wagner Borja explicou que as atividades chegaram a ser suspensas no ensino médio e a concentração de casos nesta faixa etária parece estar relacionada às festas realizadas aos finais de semana. “Tivemos um aumento de casos em meados de abril, chegamos a suspender as atividades presenciais por três dias, antes do feriado da Páscoa. Retomamos a obrigatoriedade do uso de máscaras em sala”, explicou.

A direção do Colégio Bandeirantes, na Vila Mariana, zona sul, enviou comunicado em meados de abril para seus alunos reforçando as medidas para evitar o contágio. “Nos últimos dias, notamos um aumento nos números de casos e, consequentemente, turmas foram fechadas… Dentro desse cenário, recomendamos fortemente a utilização de máscaras nas dependências da Escola. Pedimos, mais uma vez, a todos, que não venham sintomáticos para o Colégio”, disse.

Já o Colégio Equipe, em Higienópolis, na região central, também precisou suspender alguns grupos por causa de casos de covid. “Temos observado aumento no número de casos”, diz a diretora Luciana Fevorini. “O uso de máscara continua sendo obrigatório. Ainda mantivemos o distanciamento e bolhas controladas de estudantes”, acrescenta.

Na Grande São Paulo, o Colégio Stocco, de Santo André, diz oferecer suporte para que docentes e alunos impossibilitados de ir por causa da covid possam ter acesso remoto aos conteúdos e às produções realizadas em sala de aula. “A máscara não é mais obrigatória, mas boa parte da comunidade escolar prefere continuar utilizando-a”, afirma a direção.

Colégio Agostiniano Mendel, no Tatuapé, na zona leste, não verificou crescimento de casos entre os alunos, mas mesmo assim atualizou seus protocolos com base nas orientações da equipe médica do Hospital Israelita Albert Einstein. A escola chegou a ter uma semana com nenhum caso positivo e, no momento, tem três casos.

 

‘Não sabemos o que está por vir ‘, alerta OMS, sobre subvariantes da ômicron
Rede Brasil Atual; 04/05
https://bit.ly/3kJKA2M

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta quarta-feira (4) que os novos casos de covid-19 tiveram queda de 17%, em todo o mundo, na última semana. Já as morte pela doença também recuaram 3%. “As mortes semanais relatadas estão no nível mais baixo desde março de 2020. Mas essas tendências, embora bem-vindas, não contam a história completa”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom (na foto).

Nesse sentido, ele alertou que, em muitas regiões, os testes e o sequenciamento permanecem “críticos”. “Em muitos países, estamos essencialmente cegos para como o vírus está sofrendo mutações. Não sabemos o que está por vir”, continuou.

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