Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 08 de dezembro de 2022

21 de novembro de 2018

Votação do ESP é remarcada / Representação negra ainda é baixa / Ensino Superior é majoritariamente branco / EaD cresce desde 2016 / Sinpro Campinas promove reuniões contra ESP / Filósofo Marcos Nobre e Bolsonaro

GOVERNO CONTRA DIREITOS?

Professores não vão dar moleza!

 

Assista agora, na TV Fepesp: https://youtu.be/JvDHrYegu_4

Vai começar um novo governo, vai mudar a política econômica?
Os sindicatos de professores e de auxiliares já estão se preparando.
No início de novembro a Federação convocou o Conselho de Sindicatos em reunião especial em Praia Grande, São Paulo  e se prepara para uma nova organização sindical – e o roteiro de lutas está descrito na ‘Carta de Praia Grande’.

Veja a carta, veja tudo, aqui: https://youtu.be/JvDHrYegu_4

 

 

Votação do Escola Sem Partido é adiada;
sessão é remarcada para esta quarta
(UOL Educação; 20/11)
http://bit.ly/2R7cDZi

A votação do projeto de lei Escola Sem Partido foi suspensa na tarde desta terça-feira (20) na comissão especial criada na Câmara para tratar do tema, e deve ser retomada já nesta quarta-feira (21).  O presidente da comissão, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), anunciou a suspensão por volta das 18h, utilizando como justificativa o início da ordem do dia no plenário. Ele prometeu que a comissão seria retomada dez minutos após o fim da ordem do dia. Por volta das 19h10, no entanto, o deputado voltou à sala onde aconteceu a reunião para convocar uma nova sessão para quarta, às 9h.


É uma farsa o objetivo do Escola Sem Partido
(O Globo; 18/11)
https://glo.bo/2zmnkRf

Natural que um governo eleito trabalhe para cumprir promessas feitas em campanha, tente executar sua agenda. Não significa, porém, na democracia representativa, que o voto popular tudo permita. Há ritos e instituições que filtram excessos e até podem ajudar a aperfeiçoar ideias. Ou simplesmente barrá-las, por impróprias.

Na lista de propostas a serem barradas, destaca-se a ideia da “Escola Sem Partido”. Ela deriva de compreensíveis preocupações com o risco de doutrinação em vez de ensino nas salas de aula. Compreende-se, mas a forma com que bolsonaristas e aliados procuram resolver o problema é tosca, equivocada, para dizer o mínimo. Como seria se a mesma iniciativa viesse da esquerda.

 

Audiência pública lota e reforça luta contra o Escola sem Partido
(Sinprosasco; 15/11)
http://bit.ly/2QXloVS

Uma minoria truculenta que defende o projeto até tentou tumultuar e inviabilizar a reunião, usando da carcomida manobra das provocações e dos empurrões. Não deu certo. A audiência pública contra o ‘Escola Sem Partido’, convocada pelo deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL), reuniu, no lotado auditório Franco Montoro, na Assembleia Legislativa de São Paulo, centenas de professores e professoras, representantes de sindicatos, movimentos sociais e populares, estudantes e entidades ligadas ao Poder Judiciário.

As falas das diversas lideranças que participaram das diferentes mesas que foram formadas reforçaram os absurdos e as inconstitucionalidades da lei da mordaça, destacaram a importância de combinar estratégias políticas e jurídicas de resistência e a necessidade de se construir uma ampla frente em defesa da escola crítica e cidadã.

 

 

Negros representam apenas 16% dos professores universitários
(G1; 20/11)
https://glo.bo/2BosDkl

A professora de geologia Adriana Alves, paulistana de 38 anos, acaba de ter a segunda filha. A professora de química Anna Maria “Anita” Canavarro Benite, fluminense de 39, já é mãe de três. Além de participarem do universo de mulheres que equilibram carreira e maternidade, ambas também integram o seleto grupo de 682 mulheres no Brasil que têm título de doutorado, ocupam um cargo de professora em tempo integral com dedicação exclusiva em uma universidade pública, e se declararam pretas, segundo o Censo da Educação Superior.

O número vem de um levantamento feito pelo G1 a partir dos microdados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em 2017, ano das informações públicas mais recentes, quase 400 mil pessoas davam aulas em universidades públicas e particulares do Brasil, mas só 62.239 delas, ou 16% do total, se autodeclararam pretas ou pardas.

 

Ensino superior ainda é 70% branco no país
(O Tempo; 20/11)
http://bit.ly/2Qg52KO

Sete em cada dez pessoas que se formam no ensino superior são brancas. Um recorte da Síntese dos Indicadores Sociais (SIS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que os filhos de pais brancos têm muito mais chance de concluir um curso, o que é realidade para 49,5% dessa fatia da população. Já entre os filhos pardos e negros, apenas 28,4% conseguem.

 

EaD cresce no ensino superior e mira mais modelos híbridos
(Gazeta do Povo; 19/11)
http://bit.ly/2R0G4wn

Enquanto número de alunos presenciais segue estagnado desde a crise financeira, EaD aumenta alcance e espera conquistar fatia maior do número total de matrículas.

A sala de aula repleta de universitários e com um professor à frente, explicando determinado assunto, é uma cena que, em parte, vem cedendo espaço para a imagem do estudante em frente a um computador, em sua casa. Não é um movimento novo, mas ganhou fôlego entre grupos educacionais a partir da retração econômica do país em 2015.

Foi a partir da crise financeira que as faculdades viram as matrículas presenciais recuar, a inadimplência aumentar e o Fies (programa de financiamento estudantil) ser enxugado pelo governo. O que ajudou a manter o mercado foi o ensino a distância, que disparou em 2016. Hoje há 1,8 milhão de universitários estudando na modalidade.

 

 

Sinpro Campinas promove rodas de conversa sobre
perseguição ideológica aos Professores; próxima é dia 24/11
(Sinpro Campinas; 14/11)
http://bit.ly/2zjHhbc

O Sinpro Campinas e região realizou, dia 10 de novembro, a roda de conversa para tratar sobre violência e perseguição ideológica aos professores. No evento, os professores presentes entenderam que a perseguição aos docentes, o cerceamento da liberdade de cátedra da categoria e a tentativa da implantação de projetos que visam criminalizar os professores e impedir o debate e a pluralidade de ideias em sala de aula é estratégia política. Para barrar esses retrocessos, a categoria deve se organizar e se fortalecer.

Por isso construiremos uma rede de resistência dos professores, por uma escola plural, livre e democrática. A próxima reunião será dia 24/11, às nove horas, na sede do Sindicato. Todos os professores, sindicalizados ou não, estão convidados.

Aos docentes que participaram da primeira roda de conversa, é importante que chamem seus colegas e fortaleçam nosso movimento.

 

Lei da Mordaça, não!
(Sinpro ABC; 14/11)
http://bit.ly/2S8fCRD

Está em curso no Brasil, um movimento extremamente autoritário, que prega a censura aos professores e professoras; intitulado “Escola Sem Partido”. Esse movimento político, criado em 2003, condena os docentes, pelo o que eles (apoiadores) chamam de: “doutrinação ideológica” nas escolas.

Essa perseguição ganhou notoriedade em 2015, quando projetos de lei, inspirados no movimento, começaram a ser apresentados e debatidos em inúmeras câmaras municipais e assembleias legislativas do país, bem como no Congresso Nacional, interferindo na liberdade de ensinar, garantida pela Constituição de 1988 em seu artigo 206.

 

 

Artigo | “Bolsonaro foi o candidato do colapso
e precisa dele para se manter no poder”
(El País; 19/11)
http://bit.ly/2Bp60fQ

Por Marcos Nobre: As forças políticas que não estão alinhadas ao governo de Jair Bolsonaro precisam se unir em torno de uma frente democrática para resistir às suas investidas autoritárias ao mesmo tempo em que buscam repactuar as regras da democracia brasileira. Essa é a opinião do filósofo Marcos Nobre, professor da UNICAMP e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP). Sua tese é a de que o impeachment de Dilma Rousseff ainda não acabou, uma vez que o sistema político não se reorganizou desde então. “A eleição de Bolsonaro não foi de renovação, mas de destruição. E ele precisa do colapso pra se manter no poder”, argumentou, em entrevista ao EL PAÍS na última segunda. Para reconectar a sociedade ao sistema político, ele ainda defende que os partidos se abram através de prévias e mecanismos mais justos de distribuição dos recursos públicos partidários.

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