Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 26 de novembro de 2022

30 de setembro de 2022

30/09 – As últimas pesquisas para presidente, governador e Senado, voto no domingo será das 8 às 17 no horário de Brasília em todo Brasil, um ‘apagão’ de 235 mil professores, e mais: o desmonte da propaganda bolsonarista

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Prepare sua colinha para não se confundir na hora do voto. Lembre: celulares não serão permitidos na cabine de votação. Anote seus candidatos em um papel e, no domingo, vote certo!

 

ELEIÇÕES 2022

Datafolha, presidente: Em votos válidos, Lula tem 50% contra 36% de Bolsonaro –  Pesquisa Datafolha divulgada hoje, encomendada pela Globo, traz o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 50% das intenções de votos válidos no primeiro turno da eleição presidencial. O atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), tem 36%. Na sequência aparecem Ciro Gomes (PDT) com 6%, Simone Tebet (MDB) com 5% e Soraya Thronicke (União Brasil) com 1%. Como são os votos válidos que definem a eleição, já que a Justiça Eleitoral não leva em conta os votos em branco e nulos, o Datafolha destacou o dado para permitir uma melhor comparação entre os números da pesquisa e o resultado final do pleito, que será divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a votação, no próximo domingo. Valor Econômico, 29/09  http://glo.bo/3Sr1aDP

 

Datafolha, governador: Haddad tem 41% dos votos válidos, seguido por Tarcísio (31%) e Rodrigo (22%) – Fernando Haddad (PT) tem 41% dos votos válidos e lidera a eleição para o Governo de São Paulo, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (29). Em segundo lugar está Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 31%. O atual governador Rodrigo Garcia (PSDB) marca 22% e fica em terceiro, a três dias da votação. O cenário é de estabilidade em relação ao levantamento anterior, divulgado em 22 de setembro. Haddad tinha 42% dos votos válidos, ante 28% de Tarcísio e 23% de Rodrigo. Folha de S. Paulo,  29/09  https://bit.ly/3y4cZYm

 

Datafolha, Senado: França tem 47% dos votos válidos na disputa ao Senado por SP; Marcos Pontes tem 30% – Márcio França (PSB) lidera a corrida para o Senado em São Paulo, com 47% dos votos válidos, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (29). Marcos Pontes (PL) está em segundo lugar, com 30% dos votos válidos. Neste ano, cada estado elege apenas um senador para a Casa. Considerando aqueles que não sabem em quem votar e os que declaram voto em branco, nulo ou nenhum, são 28% os que ainda não têm um candidato definido para o Senado a três dias da eleição. Folha de S. Paulo,  29/09  https://bit.ly/3CjRjKq

 

Manual para votar em candidaturas que defendem (de verdade) a educação  Segundo pesquisa do Datafolha deste mês de setembro de 2022, saúde e educação são os temas mais importantes na hora de definir o voto para presidente. 75% dos eleitores colocam educação entre as três primeiras prioridades. Você que está lendo esse texto muito provavelmente também tem a educação como prioridade na escolha de candidaturas – e não só à presidência.

[Em primeiro lugar, o candidato] assinou a Carta Compromisso pelo Direito à Educação nas Eleições 2022? A Carta é proposta pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, maior e mais ampla articulação no campo da defesa de direito à educação no país, e pela Rede de Ativistas pela Educação do Fundo Malala. Faço parte de ambas as articulações, representativas, especializadas, e com grade histórico de luta pela educação! Mídia Ninja,  27/09  https://bit.ly/3Rq5e5X

 

Das 8h às 17h de Brasília: horário de votação será o mesmo em todo o país, inclusive nas regiões com outro fuso – A eleição do próximo do próximo domingo (2) terá horário unificado em todo o país. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que, neste ano, todas as seções devem funcionar das 8h às 17h, no horário de Brasília. Dessa forma, cidades com fusos diferentes deverão se adequar ao horário de votação. A medida consta da Resolução 23.669, de 2021. Com isso, conforme o local, a votação ocorrerá das 6h à 15h, das 7h às 16h ou das 9h às 18h (confira o mapa abaixo, do TSE). Rede Brasil Atual,  28/09 https://bit.ly/3Co8SJo

 

Centrais sindicais pedem vitória em primeiro turno – O movimento sindical une forças e defende que a eleição presidencial seja resolvida em primeiro turno. Nesta quarta (28), as Centrais Sindicais publicam a Nota – O MOMENTO EXIGE: VENCER NO 1º TURNO. No documento, subscrito por CUT, Força Sindical, UGT, CTB e NCST, as entidades pedem voto em Lula e demais candidatos do campo progressista. E justificam: “Vote em quem sempre esteve ao lado dos trabalhadores para os cargos de deputado estadual, deputado federal, senador, governador e para presidente da República”. Agência Sindical,  28/09 https://bit.ly/3dSzEQw

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

Sem atrair jovens para profissão, Brasil pode ter apagão de 235 mil professores – Licenciaturas têm alta evasão e absorvem pessoas mais velhas que muitas vezes já estão na carreira docente, diz estudo. O estudo, intitulado “Risco de apagão de professores no Brasil”, identificou que, apesar do aumento de ingressantes nos cursos de licenciatura nos últimos dez anos, o número de concluintes não segue o mesmo ritmo. O perfil das graduações mais procuradas na área e também dos alunos indica que o aumento de calouros é puxado por pessoas que já atuam em sala de aula. Folha de S. Paulo, 28/09  https://bit.ly/3fq2Gax

 

Como o orçamento revela o desprestígio da educação no governo Bolsonaro – O baixo orçamento da educação, cortes e execução precária foram uma marca da gestão Bolsonaro no Ministério da Educação (MEC). No governo Bolsonaro, o orçamento para a educação diminuiu de forma drástica, assim como as despesas pagas do MEC, tanto em relação a 2015, como durante o próprio mandato, a partir de 2019. Observamos também que o MEC se tornou excessivamente dependente de emendas parlamentares, especialmente as do “orçamento secreto”, e a educação teve um peso menor no conjunto das despesas pagas do atual Poder Executivo Federal, comparado a várias outras áreas. UOL, 29/09  https://bit.ly/3RqBnKo

 

O NEGÓCIO DA EDUCAÇÃO

Ações de educação disparam de olho em cenário eleitoral, mas vale a pena comprar? – Após registrarem forte queda desde a pandemia, com a alta da taxa de juros e do desemprego prejudicando o crescimento do setor, as empresas de educação listadas na Bolsa brasileira tiveram um rali desde 19 de setembro diante da perspectiva de ampliação dos programas de financiamento estudantil.

No dia 17 de setembro, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aparece em primeiro nas pesquisas de intenção de voto para presidente, escreveu na sua página no Twitter que os Fies (Fundo de Financiamento estudantil) e o ProUni (Programa Universidade para Todos), iriam “voltar com força” em seu eventual governo. Isso foi suficiente para fazer com que as ações desse setor tivessem forte valorização em setembro. TradeMap 29/09  https://bit.ly/3fzqtVP

 

CASO DE POLÍCIA

Crianças e professores são mantidos reféns por mais de três horas em escola de SP – Dois criminosos em fuga invadiram uma escola particular de inglês no Butantã, na zona oeste de São Paulo, nesta quinta-feira (29). Eles mantiveram quatro professores e quatro alunos como reféns por cerca de três horas e meia. Após negociação com a polícia, a dupla se entregou e acabou presa.

Antes de entrar na Pingu’s English School, eles chegaram a trocar tiros duas vezes com policiais militares, segundo a corporação. Outro suspeito já havia sido preso. Inicialmente, a Polícia Militar foi acionada às 11h48 para atender um caso de roubo a uma residência na avenida Morumbi. Durante a patrulha, os policiais se depararam com veículos conduzidos pelos bandidos, dando início a uma perseguição, que durou mais de quatro quilômetros. Folha de S. Paulo, 28/09  https://bit.ly/3UPyndC

 

 

O desmonte da propaganda bolsonarista
Valor Econômico, 30/09
http://glo.bo/3SLoXhy

Concebida para a desconstrução de agendas e valores, a propaganda bolsonarista se mostrou ineficaz na divulgação do governo e acabou por reforçar a agenda de seu principal adversário. Por Maria Cristina Fernandes (foto).

A duas semanas do primeiro turno, o presidente Jair Bolsonaro apareceu no horário eleitoral para falar do GraphoGame, um aplicativo para auxiliar na alfabetização de crianças. A fala do presidente-candidato foi seguida por uma criança que falava como aprendeu a formar palavras com o aplicativo. Sugeria uma solução para recuperar o atraso da educação das crianças na pandemia que poderia ter sido adotada dois anos atrás não fosse a incúria governamental. Foi uma das poucas propostas surgidas numa campanha marcada pelos valores que o bolsonarismo acredita professar e pela desconstrução daqueles de seus adversários.

O atraso não era sinal, mas sintoma. Revelava o ruído da comunicação de um grupo político que não chegou ao poder para governar, mas para desfazer. Num dos programas de sua reta final de campanha, Bolsonaro surgiu orgulhoso para apresentar como feito a retirada de 4 mil radares das estradas brasileiras. Na tentativa de pautar a agenda pública com propostas ou feitos do seu governo, reforçou a agenda alheia. Foi isso que aconteceu com o Auxílio Brasil, por exemplo. Mesmo que as peças publicitárias deixassem claro que o programa tinha chegado para substituir o Bolsa Família, a ênfase só reforçou a agenda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que permaneceu à frente, em todas as pesquisas, no público que recebe o benefício.

Por isso, nos últimos dias, restou à campanha bolsonarista voltar à sua zona de conforto, a desconstrução, especialmente de reputações.

Sem conseguir superar a agilidade da campanha bolsonarista nas redes, mesmo com mais gastos de impulsionamento de conteúdo, o lulismo tomaria a dianteira em outros momentos. Um exemplo foi quando, copiando a tática do adversário, o candidato petista mandou uma mensagem para a cantora Anitta, que a colocou no ar durante entrevista a um podcast. Se Bolsonaro, em 2018, “mitou” entre jovens com uma estética da “zoação”, Lula flertou com o mesmo caminho, principalmente no Tik Tok.

A Secretaria de Comunicação da Presidência se engajou na propaganda via grupos de WhatsApp formatando a divulgação de programas de governo, mas não apenas. Denominados “Saiba tudo!”, grupos criados pela Secom, de até 200 participantes, proliferaram, no 7 de setembro, mensagens sobre a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, em 1964, e a derrota da Intentona Comunista em 1935.

Ao longo de todo o governo, Bolsonaro fez dos cercadinhos a matriz de sua propaganda com assessores que transmitem ao vivo suas falas. No penúltimo debate da campanha, no SBT, quando, na ausência de Lula, foi o mais atacado, foi abordado na saída do estúdio pelos jornalistas e valeu-se do tenente-coronel Mauro Cid, seu ajudante de ordens com farda militar, a segurar um celular com transmissão ao vivo, para dar sua versão sobre o debate. Foi este ajudante de ordens que, na reta final da campanha, acabaria como investigado da Polícia Federal por transferências suspeitas no gabinete do presidente.

O maior sinal de desnorteio da reta final da propaganda bolsonarista foi a tentativa de censura à história dos 51 imóveis da família comprados com dinheiro vivo, dos jornalistas Juliana Dal Piva e Thiago Herdy, do Uol. A polêmica gerada pela censura determinada por um desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal acabou por divulgá-la ainda mais, atingindo o coração do discurso anticorrupção do bolsonarismo.

Ao longo do governo, Bolsonaro valeu-se do sigilo de 100 anos para barrar a repercussão de notícias negativas – da corrupção à incúria com a pandemia. Na campanha já não teve como segurar a porteira. Enquanto esteve restrito a remediar a família, o “Negócio do Jair”, que deu título do livro de Juliana Dal Piva (Zahar, 2022), trouxe-lhe um bom retorno. Mas nenhuma propaganda seria capaz de dar alma ao prejuízo que a expansão deste negócio causou ao país. Radicalizou seu séquito, mas não foi capaz de ampliá-lo.

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