Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 04 de fevereiro de 2023

28 de novembro de 2022

28/11 – Diretora do SinproSP na equipe de transição, Covid dispara e máscaras voltam, saberes africanos mais frequentes na educação básica, e mais: Richarlison e a esperança do social na Copa

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Torcer pelo Brasil também quer dizer defender a justiça social, ser generoso com os outros, prezar o companheirismo e ter orgulho do que fazemos para construir um grande país! (arte do ilustrador Daniel Kondo)

 

 

SAÚDE

Covid-19: Brasil registra 13.501 casos e 26 mortes em 24 horas – O Brasil registrou 13.501 casos e 26 mortes por covid-19 em 24 horas. Desde o início da pandemia, a doença matou 689.468 mortes no país, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje (26) pelo Ministério da Saúde. O número total de casos confirmados da doença é de 35.163.004. Ainda segundo o boletim, 34.193.847 pessoas se recuperaram da doença e 279.689 casos estão em acompanhamento.

Estados – De acordo com os dados disponíveis, São Paulo lidera o número de casos de covid-19, com 6,18 milhões, seguido por Minas Gerais (3,90 milhões) e Paraná (2,77 milhões). O menor número de casos é registrado no Acre (153,5 mil). Em seguida, aparece Roraima (178,5 mil) e Amapá (180,9 mil).

Em relação às mortes, de acordo com os dados mais recentes disponíveis, São Paulo apresenta o maior número (176.133), seguido de Rio de Janeiro (76.054) e Minas Gerais (63.943). O menor número de mortes está no Acre (2.029), Amapá (2.165) e Roraima (2.176). Agência Brasil 26/11  https://bit.ly/3H0sOV4

 

 

Escolas particulares de São Paulo voltam a recomendar a utilização de máscaras – A nova alta de infecções pela covid-19 em São Paulo nas últimas semanas tem feito colégios particulares recomendarem o uso de máscaras em ambientes fechados. Nas escolas municipais e estaduais, não há novas orientações, ou seja, permanecem os protocolos sanitários estabelecidos anteriormente.

Por sua vez, em razão do aumento de casos de covid-19, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) afirma que recomenda a utilização de máscaras em situações de maior risco de transmissão do vírus, como ambientes fechados, transporte público e locais com grande concentração de pessoas. Estadão 25/11  https://bit.ly/3GRypx3

 

 

 Como o jogador Richarlison ajudou no combate à pandemia de covid-19 – Em julho do ano passado, o jogador Richarlison de Andrade, que marcou os dois gols da vitória do Brasil por 2 a 0 sobre a Sérvia na tarde de ontem (24), durante a primeira rodada da Copa do Mundo Qatar 2022, decidiu leiloar uma de suas chuteiras. O destino do valor arrecadado com a peça, que na época foi utilizada pelo atleta nas semifinais da Copa América, não tinha nada a ver com futebol.

O dinheiro foi doado ao programa USP Vida, da Universidade de São Paulo, que surgiu em abril de 2020 para realizar pesquisas e ações direcionadas ao enfrentamento da pandemia, incluindo o desenvolvimento de respiradores artificiais e testes rápidos para a detecção da covid-19. Segundo o Jornal da USP, o leilão beneficente rendeu quase R$ 7.000 para a campanha, da qual Richarlison se tornou o primeiro embaixador. UOL 25/11  https://bit.ly/3EBXdWY

 

 Richarlison: as 5 causas sociais que o camisa 9 apoia fora dos campos – Por trás do bom humor, Richarlison sustenta um histórico de luta por justiça social e ambiental e é um dos únicos jogadores da Seleção que se posiciona politicamente. “Acho que é hora de valorizarmos e incentivarmos nossos pesquisadores e cientistas e todos que estão lutando nessa batalha. Por isso, tivemos a ideia da campanha e de contribuir com essas pessoas”, disse na época ao jornal da USP. “Violência contra a mulher é abominável”, disse o jogador sobre caso de ex-BBB. Meio ambiente e assassinatos de cunho racista também foram pauta de defesa do craque.

Em janeiro de 2021, quando a capital do Amazonas viveu a maior crise de saúde pública da história do estado e ficou sem oxigênio para tratar infectados com covid-19, o jogador utilizou o Twitter, onde tem 926 mil seguidores, para aderir à campanha Oxigênio para Manaus. Correio Braziliense 25/11 https://bit.ly/3u9hUVD

 

TRANSIÇÃO

Transição de Tarcísio na educação privilegia setor privado e técnicos sem carreira em SP –  O governador eleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) indicou para sua equipe de transição na área de educação nomes, em sua maioria, ligados ao setor privado e sem atuação direta no ensino público de São Paulo. A avaliação é que gestão de Tarcísio deve manter políticas que já existem na secretaria de Educação com o setor privado e ampliar a parceria para novas modalidades, como a privatização da gestão escolar. Yahoo Notícias 25/11 https://bit.ly/3VcYj2H

 

Quem é Renato Feder: novo secretário de Educação, ligado a Doria, começou a entregar escola pública a empresas-  Renato Feder, primeiro secretário a ser anunciado pelo governador eleito Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi responsável por lançar, durante sua gestão no Paraná, um programa que prevê entregar a administração de 27 escolas públicas para a iniciativa privada do setor educacional.

“Ele traz para educação um modelo de gestão empresarial, onde um grupo muito pequeno tem a definição do que será implementado, e cabe aos demais cumprir o que foi estabelecido”, critica a presidente do sindicato dos professores do Paraná, Walkiria Olegário Mazeto.

Antes de assumir o comando da educação no Paraná em 2019, Feder foi CEO da Multilaser, empresa de tecnologia da qual ainda é sócio. Aliado do ex-governador paulista João Doria (sem partido), ele chegou a ser cotado para chefiar o MEC (Ministério da Educação) após a saída de Abraham Weintraub. A proximidade com o ex-tucano, no entanto, fez o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltar atrás. Yahoo Notícias 26/11 https://bit.ly/3GRNSNN

 


Transição de Lula monta time respeitável para tentar reorganizar educação – Uma postura recorrente dos governos que assumem o Palácio do Planalto é a queixa sobre a herança podre deixada pelo antecessor. No processo de transição, o time do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva já começou a fazer o mesmo em relação à gestão Jair Bolsonaro e, faça-se justiça, tem razão nas queixas sobre algumas áreas, em especial a educação. Os últimos anos foram marcados por trocas constantes de ministros (cinco) e um escândalo de corrupção envolvendo o conluio do ex-titular Milton Ribeiro com pastores evangélicos para a distribuição irregular de verbas da pasta. Veja 28/11  https://bit.ly/3gE6ztq

 

 

 

Teto de gastos provocou queda de recursos para educação, apontam especialistas – A Emenda 95, que incluiu o teto de gastos na Constituição, provocou a queda dos recursos orçamentários destinados ao setor da educação, afirmaram nesta segunda-feira (21) os especialistas ouvidos em audiência pública da subcomissão temporária criada para acompanhar a situação do setor durante a pandemia. Subsecretário de Planejamento e Orçamento do Ministério da Educação (MEC), Adalton Rocha de Matos reconheceu que o orçamento da pasta, que vinha crescendo entre 2004 e 2018, passou a apresentar queda contínua a partir de 2018. Ele atribuiu a queda dos recursos à pandemia e aos efeitos da Emenda 95, do teto de gastos.

Ao reconhecer a dificuldade orçamentária de universidades e institutos federais, Matos defendeu a aprovação da PEC 24/2019 (que tramita na Câmara e pode servir de base à PEC da Transição) para permitir a esses entes públicos retirar do teto de gastos a captação própria de recursos e as que são fruto de parcerias e convênios (inclusive com organismos internacionais). Senado Notícias, 21/11  https://bit.ly/3VC5hhz

 

Doenças do trabalho e saúde mental na pandemia: quais as consequências para os professores-
🗓️ DATA: quarta-feira, 30/11/2022
⏰ HORÁRIO: 20h
💻 On-line – Via Zoom (o link será enviado por e-mail)
➡️ Inscreva-se: https://forms.gle/bTsY17vrgFwWv6VUA

 

VIOLÊNCIA

Sobe para quatro o número de mortos no ataque a escolas no Espírito Santo – A Secretaria Estadual da Educação do Espírito Santo confirmou neste sábado, 26, a morte de mais uma vítima dos ataques a escolas do município de Aracruz na sexta-feira, 25. Com isso, sobe para quatro o número de mortos nos atentados.

O governador do Estado, Renato Casagrande, informou que a quarta vítima é a professora Flávia Amboss Merçon, de 38 anos. Duas professoras e uma aluna de 12 anos foram as três primeiras vítimas do atirador, um adolescente de 16 anos que responderá por ato infracional análogo a três homicídios e dez tentativas de homicídio. Estadão, 26/11  https://bit.ly/3gHYZ12

 

 Aulas são suspensas em escolas atacadas por adolescente armado em Aracruz (ES) – As aulas na escola estadual Primo Betti, um dos dois colégios de Aracruz (ES) alvos de ataques de um adolescente armado na sexta-feira (25), ficarão suspensas ao menos até a próxima sexta-feira (2).

Quatro pessoas morreram nos ataques, sendo três professoras e uma aluna. Outras sete vítimas continuam internadas em quatro hospitais. Duas docentes e dois estudantes estão em estado grave..

No dia do ataque morreram Cybelle Passos Bezerra Lara, 45, e Maria da Penha Pereira, 48. E, neste sábado (26), Flávia Amboss Merçon Leonardo, 36, que havia passado por cirurgia e estava internada em estado gravíssimo no Hospital Estadual Dr. Jayme dos Santos Neve, em Serra (ES).

A outra morte é a de Selena Sagrillo Zuccolotto, 12, que estava na segunda escola atingida, o Centro Educacional Praia de Coqueiral, que é particular. Folha de S. Paulo, 27/11  https://bit.ly/3GTB2P6

 

 


Negros saberes africanos já estão mais frequentes na educação básica
Jornal da USP, 24/11
https://bit.ly/3U8uM8R

Para especialistas, a inserção dos saberes negros africanos nos currículos escolares é um “trabalho de posicionamento político diário”; educadores contam suas estratégias por disciplina

Celebrando o pertencimento negro, as raízes e heranças, o Dia Nacional da Consciência Negra veio apresentar as populações negras por meio das suas contribuições às sociedades, ressaltando esses saberes ora nas disciplinas escolares, ora transversalmente na sociedade. Para a historiadora Eva dos Santos, graduada pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, a inserção dos saberes negros africanos nos currículos escolares é um “trabalho de posicionamento político diário”.

Como coordenadora pedagógica do Núcleo de Educação para Relações Étnico-Raciais da Secretaria Municipal de Educação do Estado de São Paulo, Eva destaca o papel da formação continuada para a descolonização não só dos currículos escolares, como também do pensamento racista entre os educadores. “Não precisa ser negro para tratar da temática racial. É um assunto que atinge toda a sociedade. Não há um trabalho acabado para lidar com isso, é uma ação contínua, entre elas, os materiais de apoio das Secretarias de Educação das Relações Étnico-Raciais, que não visam privilegiar uma população, mas melhorar a sociedade como um todo acabando com o racismo”, diz a educadora.

Mais transparência – De acordo com a professora Maria da Glória Calado, da Faculdade de Educação (FE) da USP, os mecanismos que devem garantir a aplicação da lei devem ser guiados por transparência, investimento em formação inicial e continuada, estabelecimento de metas mensuráveis e, em especial, pela valorização permanente de docentes que atuam com projetos antirracistas.

Maria da Glória lembra que alguns deles já estiveram em documentos como as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (Resolução 001/04) e no Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, porém devem ser reforçados ou retomados.

A professora também é psicóloga e pesquisadora no campo da educação. Ela estuda as relações étnico-raciais na escola, inclusive com a participação no grupo de pesquisa “Raça, gênero, etnomatemática e culturas afro-brasileiras – relações étnico-raciais e diversidade de gênero na construção de uma epistemologia afro-brasileira e feminista nas escolas públicas de São Paulo”, da USP, e no grupo de estudos e pesquisas “Educação e Afroperspectivas” (CNPq), de natureza interinstitucional.

E entre alguns mecanismos que garantam a aplicação da lei 10.639/03, a educadora sugere, entre outras iniciativas, a criação de grupos de trabalho específicos em secretarias municipais e estaduais de Educação. “Nesse espaço, faz-se necessário ter metas mensuráveis de implementação, formas de monitoramento e fiscalização, além de participação deliberativa da sociedade civil, com universidades, movimentos sociais e associações educacionais”, recomenda.

Ela também destaca a importância da realização de formações específicas com gestores escolares e com os diferentes educadores dentro do ambiente escolar sobre a educação antirracista. Com isso, estará garantida a coordenação adequada e embasada das ações para a educação para as relações étnico-raciais. “Outro ponto importante é a obrigatoriedade da realização de ações contínuas e coletivas no projeto político pedagógico durante o ano letivo”, diz a educadora.

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