28 de setembro de 2020

28/09 – 75% contra volta às aulas, inquérito contra ministro da Educação,  como está a pandemia em outros países – e mais.  

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“Todos os argumentos a favor da volta apressada às aulas presenciais obedecem a interesses políticos e financeiros. Na verdade, as escolas estão ansiosas por garantir rematrículas e os prefeitos estão de olho nas eleições. Um e outro, com pretensas razões pedagógicas e emocionais, procuram escamotear a questão mais importante – a única questão, em se tratando desta pandemia de um vírus letal e contra o qual ainda não há cura ou vacina – que é a saúde, a preservação da vida”. Folha de S. Paulo propõe debate, e damos nossa resposta – veja aqui: https://bit.ly/2S6tf5W

 

75% dos eleitores na cidade de São Paulo são contra volta às aulas, segundo Datafolha
Folha de S. Paulo; 27/09
https://bit.ly/2GfTHam

Três em cada quatro eleitores da capital paulista (75%) acham que as escolas deveriam permanecer fechadas nos próximos dois meses, de acordo com o Datafolha. Outros 24% afirmam que elas deveriam ser reabertas, e 1% não opinou. A margem de erro para essa pergunta é de 3 a 6 pontos percentuais, para mais e para menos.

De acordo com a renda familiar mensal há, contudo, diferenças na opinião quanto a reabrir ou não as escolas.

Entre as que ganham até dois salários mínimos (R$2.090), 77% afirmam que as escolas deveriam permanecer fechadas nos próximos dois meses. Entre os que têm renda mensal de mais de 10 salários mínimos (R$ 10.450) esse índice cai para 56%.

Entre os que têm em casa estudantes matriculados na rede privada e os que têm na rede pública, no entanto, o apoio à manutenção das escolas fechadas é semelhante.


Líder do professorado diz na Folha por que voltar às aulas é um perigo
Agência Sindical; 26/09
https://bit.ly/2HCO8Ue

A seção “Tendências/Debates” da Folha de S. Paulo, deste sábado, 26, publica artigo do professor Celso Napolitano no qual ele explica por que voltar às aulas, neste momento, é perigoso. Ele preside a Federação Fepesp.

Escreve o professor: “Até agora, não há sequer um epidemiologista respeitável que garanta com confiável margem de certeza que o convívio de crianças, jovens e adultos, no ambiente escolar, não causará uma nova onda de contaminações”. A volta às aulas, diz, deve ser sem açodamento.


Prefeitura de SP prevê teste de Covid para 777 mil, entre alunos e profissionais da educação
Folha de S. Paulo; 24/09
https://bit.ly/336QzGT

O prefeito de São Paulo Bruno Covas (PSDB) anunciou na última sexta-feira (25) que pretende realizar um censo sorológico em todos os professores e alunos da rede municipal de educação acima de 4 anos antes do retorno às aulas presenciais.

A primeira etapa do censo deve ser iniciada no próximo dia 1˚ de outubro, com 181 mil participantes. Ao todo, serão testadas 777 mil pessoas.

 

PGR pede ao STF abertura de inquérito contra ministro da Educação por homofobia
Estadão; 27/09
https://bit.ly/33WpLIt

O vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) abertura de um inquérito contra o ministro da Educação, Milton Ribeiro, por homofobia, após declarações dadas em entrevista ao Estadão, em que ele atribui a homossexualidade de jovens a “famílias desajustadas”. O ministro Dias Toffoli será o relator.

No parecer, o vice-procurador-geral reputou duas declarações do ministro como “manifestações depreciativas a pessoas com orientação sexual homoafetiva” e disse que Milton Ribeiro fez “afirmações ofensivas à dignidade do apontado grupo social”.

 

Ministro da Educação se desculpa por fala sobre homossexuais
Catraca Livre; 26/09
https://bit.ly/2Gk8JMw

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, divulgou nota neste sábado, 26, dizendo que teve uma fala “interpretada de modo descontextualizado” em matéria veiculada no jornal O Estado de São Paulo, na última semana. A nota de esclarecimento foi divulgada após a Procuradoria Geral da República (PGR) pedir, na sexta-feira , 25, que o Supremo Tribunal Federal (STF) apure se o ministro cometeu crime de homofobia.

 

1 em cada 10 escolas privadas de SP não tem nenhum professor negro
Folha de S. Paulo; 27/09
https://bit.ly/2S80khA

O movimento de empresas brasileiras para aumentar a contratação de negros também tem ecoado nas escolas particulares do país, capitaneado, no entanto, pelos próprios pais, que dizem notar pouca diversidade racial em um dos principais ambientes onde seus filhos circulam.

Levantamento feito pela Folha nos dados do Censo Escolar de 2019 revela que, pelo menos em São Paulo, os dados confirmam a percepção dessas famílias. Uma em cada dez escolas privadas da capital paulistana (10% do total) informou ao Ministério da Educação não contar com um único professor negro.

A média de docentes negros nesses colégios é de 20%. A estimativa da prefeitura aponta que 37% dos moradores da cidade tenham essa cor da pele.


Educação antirracista
Renata Cafardo, Estadão; 23/09
https://bit.ly/30eric0

Um movimento tem chamado a atenção nos grupos de WhatsApp de mães e pais das chamadas escolas particulares de elite de São Paulo. E não para discutir a volta às aulas, assunto de nove entre dez debates entre quem tem filhos em idade escolar. O grupo fala em transformar escolas conhecidas por sua excelência em antirracistas.

Aí pode vir a pergunta: mas, quem disse que somos racistas só porque a escola não tem negros? O problema é complexo e cheio de facetas, aqui e também nos Estados Unidos, que enfrentou protestos gigantescos depois da morte de George Floyd este ano. No Brasil, na semana passada, o Magazine Luiza recebeu críticas por lançar um programa de trainee apenas para candidatos negros. Houve quem considerasse inconstitucional – mas muitos aplaudiram de pé.

 

Rede Metodista fecha escola no Rio e faz promessas em Porto Alegre
Extra Classe; 24/09
https://bit.ly/30ejsPw

Durante o Dia do Basta, no último dia 22, enquanto professores da Rede Metodista de cinco estados protestaram por valorização e salários, gestores anunciaram fechamento no Rio e ampliação em Porto Alegre.

Na última terça-feira, 22, dia escolhido pelos professores da Rede Metodista de Educação de de cinco estados para protestar no Dia do Basta (veja box) contra atrasos salariais e descumprimentos de direitos trabalhistas, dois fatos diametralmente opostos chamaram a atenção.

No Rio de Janeiro, a mais tradicional escola, e tida como referência, o Colégio Metodista Bennett anunciou seu fechamento.

Já, em Porto Alegre, a 1.568 quilômetros de distância da escola carioca, a mantenedora convocou uma reunião com os pais do Colégio Americano, na qual informou que tempos maior prosperidade se anunciam. Na ocasião, foi dito pelos gestores que, com a conclusão da venda de um terreno, as pendências salariais com os professores seriam saldadas “imediatamente” e que a partir do próximo ano a escola se tornaria referência nacional na rede.

Como foi o Dia do Basta
Extra Classe; 24/09
https://bit.ly/30ejsPw

Durante a live, os representantes denunciaram a falta de diálogo com a direção Metodista e o desmonte de instituições centenárias, que estão sendo fechadas por má administração em diversos estados do país. “Acompanho este movimento há muito tempo, tudo o que vem acontecendo com os trabalhadores das instituições metodistas que, apesar de terem seus direitos desrespeitados, nunca deixaram de executar seu trabalho com o mesmo empenho”, destacou o presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp), Celso Napolitano.

O que foi decidido – Entre as medidas aprovadas pelo coletivo estão a realização de um estudo jurídico sobre a possibilidade de ação nacional contra as instituições metodistas e a solicitação, via Confederação (Contee), de uma reunião com o Ministério Público Federal. Também foram feitas propostas de exigência de datas fixas de pagamento de salários atrasados e de estabilidade de emprego enquanto não houver comprovação financeira para o pagamento das verbas rescisórias conforme legislação vigente.

Além disso, serão feitos estudos e ações jurídicas e políticas que permitam interferência nas determinações do próximo Concílio da Igreja Metodista em 2021, com a retomada da autonomia das Instituições Metodistas de Educação.

 

Brasil ultrapassa marca de 140 mil mortos. Desigualdade é fatal
Rede Brasil Atual; 25/09
https://bit.ly/344DmO6

Os números são passíveis de ampla subnotificação. O Brasil é um dos países que menos testa no mundo, cerca de 8,5% da população. Contudo, é o segundo país mais afetado pela covid-19 no mundo em relação ao número de mortos, atrás apenas dos Estados Unidos, que testa até 100 vezes mais. Já em relação ao número de casos, o posto de epicentro da pandemia está, nas últimas semanas, com a Índia, país com 6,5 vezes mais pessoas que o Brasil.

 



Escolas fechadas e lockdown de volta: como está a pandemia em outros países
UOL; 24/09
https://bit.ly/3cDSUw1

Países que pareciam ter controlado a expansão do vírus registram picos diários maiores do que no auge da pandemia até então —entre março e maio. Os números preocupam a OMS (Organização Mundial de Saúde).

Para segurar este crescimento, alguns governos têm adotado novas medidas restritivas. Outros países do mundo também estão em alerta — como Israel, que declarou lockdown.

Veja a seguir como está a pandemia em diferentes lugares do mundo:

Reino Unido – Com 4 mil novos casos diários nos últimos dias —número semelhante a abril e maio—, o Reino Unido voltou a anunciar medidas mais rígidas para conter o avanço do vírus.

Espanha – O país ibérico registrou 239 mortes por covid-19 no último dia 17, maior número diário desde o final de abril, com explosão também no número de novos casos (mais de 14 mil na última sexta-feira, dia 19). Para conter o avanço, o governo da capital, Madri, tomou uma decisão polêmica: impôs restrições de entrada e saída a oito bairros, principalmente os mais pobres e com imigrantes.

A França também vê o avanço do vírus nos últimos dias. Na última sexta, o país registrou quase 14 mil novos casos – um recorde em toda a pandemia. Apesar das mortes não crescerem como na Espanha, 13 das 18 regiões do país estão na “zona vermelha”, de maior risco de circulação do vírus.

Alemanha – O país de Angela Merkel voltou a ver mil novos casos diários em agosto. O número de mortes, por sua vez, segue inferior a dez e o cotidiano está sendo reestabelecido de forma gradual. Até os grandes eventos estão voltando. Nesta semana, os organizadores do Grande Prêmio de Eifel de Fórmula 1, em Nürburgring, no oeste do país, autorizaram a venda de até 20 mil ingressos para a corrida.

Israel, que praticamente passou ilesa no auge da pandemia entre os países próximos, entre março e maio, vê agora seus números dispararem, com mais de 10 mil novos casos na última sexta. Até o início de setembro, nunca havia passado de 3 mil.

Coreia do Sul – A Coreia do Sul também apresenta um quadro mais animador em relação à pandemia. Depois de aumento de casos em agosto, a capital Seul voltou a apresentar redução nos números e decidiu reabrir as escolas desde ontem. O procedimento é gradual e limitado a uma capacidade máxima de ocupação de dois terços no ensino médio e um terço nas outras etapas.

Estados Unidos – Epicentro mundial da pandemia desde abril, os Estados Unidos registram, como o Brasil, uma diminuição gradual em novos casos e mortes diários, mas os números continuam alto: mais de 41 mil novas confirmações e quase mil mortes no último domingo.

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