24 de setembro de 2020

24/09 – a negociação no Ensino Superior, ministro quer MEC fora de volta às aulas, um dicionário de brasileiros excluídos da História – e mais.

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Cláusulas sociais garantidas por dois anos quer dizer que uma importante parte da compensação do professor e do auxiliar está garantida. A questão agora é grana. Leia tudo aqui:  https://bit.ly/32U8C2M ou aqui https://bit.ly/3kOkutv , no portal Rádio Peão Brasil.

 

Sem controle da pandemia, escolas devem permanecer fechadas e preparar volta segura, dizem especialistas de saúde e educação
CNDE; 23/09
https://bit.ly/3635Bz7

Em cenário de descontrole da pandemia de COVID-19, ainda sem redução sustentada do número de casos e óbitos na maioria dos estados brasileiros, especialistas da saúde e da educação afirmam que, neste momento, não é possível um retorno seguro às aulas.

“Há uma demanda crescente por políticas de proteção social de nossas crianças e adolescentes, já que muitas estão em situação de vulnerabilidade e expostas a violências de diversas naturezas, que se agravaram nestes 200 dias depois do decreto de pandemia. Assim, a pressão pela reabertura das escolas acontece também por preocupações com a falta de atendimento assistencial a essa população. Não podemos, no entanto, com o intuito de solucionar estes problemas, voltar às atividades presenciais, porque estaremos criando outro problema, de novas ondas de contaminações e mortes”, analisa Andressa Pellanda, coordenadora-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que trouxe a questão em live da Campanha nesta segunda-feira (21).

Assista à live neste link: https://www.youtube.com/watch?v=k7TvuSDFcEU&ab_channel=CampanhaNacionalPeloDireito%C3%A0Educa%C3%A7%C3%A3o

 

Prefeitura de SP estuda censo na rede escolar para saber quem já foi infectado pela Covid-19
Monica Bergamo; 24/09
https://bit.ly/2RXiGC1

A Prefeitura de SP estuda fazer um censo sorológico com os 120 mil professores e funcionários da rede escolar municipal para saber quem já foi infectado pelo novo coronavírus.

Com isso, a administração poderia decidir quem volta para a sala de aula —priorizando o retorno de quem já tem imunidade à Covid-19. O censo poderá ser feito caso o inquérito sorológico, por amostragem, revele grande prevalência do novo coronavírus entre os professores, indicando que muitos já foram infectados.

Se o percentual for pequeno, a aplicação de um censo amplo perde o sentido, já que a alternativa de se reabrir as salas com professores que já tiveram a doença se mostraria inviável —eles seriam poucos.




Não está nem aí: Volta às aulas no País e acesso à web não são temas do MEC, diz ministro
Estadão; 24/09
https://bit.ly/2FNrvfm

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, reconhece que a pandemia do novo coronavírus acentuou a desigualdade educacional no País. “Não é um problema do MEC, mas um problema do Brasil”, afirmou em entrevista ao Estadão. Ribeiro acredita que não faz parte das atribuições do ministério resolver a falta de acesso à internet de alunos que não conseguem acompanhar aulas online ou se envolver na reabertura de escolas.

 

Retorno de atividades presenciais nas escolas particulares da Baixada Santista divide opiniões
G1; 22/09
https://glo.bo/34aP6yL

Por sua vez, o Sindicato dos Professores de Santos e Região continua defendendo o retorno seguro apenas em 2021. O presidente da entidade, Walter Alves, reforça que os profissionais nunca deixaram de trabalhar e, mesmo com muitas dificuldades e desafios, conseguiram se adaptar e assumiram todos os custos do trabalho remoto.

“As atividades de reforço são aulas, e com contato de risco para professores, trabalhadores, alunos e familiares. Os estudantes têm a opção de não irem para a escola, mas e o professor? Tem essa opção? Também temos família, andamos de transporte público e temos medo de perder nossos empregos. Nunca fomos chamados para discutir nossas angústias, medos e preocupações”, conclui.

 

Fepesp; 23/09
https://bit.ly/3j0ODFt

‘Ensalamento’ de estudantes, oportunismo de IES na pandemia – denúncia do Sinpro é exposta em site investigativo e repercute na imprensa internacional.

Na sua edição de quarta-feira, 23 de setembro, o jornal ‘El País’ estampou a denúncia do sindicato dos professores: as universidades privadas, mesmo reclamando de todas as dificuldades impostas pela pandemia, aproveitam a situação para turbinar seus lucros com o aumento do número de alunos por aula virtual e corte de professores. O site de jornalismo investigativo Agência Pública detalhou essa manobra, que reproduzimos aqui.


Demissões na Unicsul: Justiça marca nova audiência para esta quinta, 24
Sinpro SP; 23/09
https://bit.ly/3iYKodz

O processo movido pelo SinproSP contra a Universidade Cruzeiro do Sul terá uma segunda audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho na próxima quinta-feira, 24 de setembro. A sessão foi convocada pelo relator do processo, desembargador Paulo Kim Barbosa.

O SinproSP ingressou com a ação no dia 1º de julho, depois de a Unicsul ter demitido 35% do corpo docente no último dia de aula. O Sindicato pede a reintegração dos professores. Uma primeira audiência de conciliação foi realizada no dia 30 de julho, mas terminou sem acordo e o Tribunal deu prosseguimento ao processo. Foi, então, sorteado o relator, desembargador Paulo Kim, que decidiu convocar nova audiência.

A sessão será virtual, às 13h.O SinproSP divulgará os resultados da audiência assim que ela for encerrada.

 

Rio Preto: oito em cada dez professores trabalham mais na pandemia
Diário da Região; 23/09
https://bit.ly/33TNpFD

Oito em cada dez professores de Rio Preto dizem estar trabalhando mais durante a pandemia do novo coronavírus. É o que mostra uma pesquisa feita pelo Sindicato dos Professores de Rio Preto (Sinpro), com educadores da rede particular da cidade. A pesquisa também mostrou que 86,3% dos educadores são contra a volta às aulas presenciais neste ano, enquanto 13,7% dos profissionais são favoráveis. O medo de ser infectado e a saúde dos familiares são os principais fatores elencados pelos profissionais da educação pela contrariedade sobre o retorno.

 

 

Anvisa dá aval a ampliar estudos de vacina da Sinovac de 9 mil para 13 mil voluntários
Folha de S. Paulo; 23/09
https://bit.ly/2EuSkUT

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou nesta quarta-feira (23) um aumento no número de voluntários que devem participar de estudos da vacina em desenvolvimento pela empresa chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo.

Segundo a agência, até então, a previsão era que 9.000 pessoas participassem dos estudos clínicos da vacina no Brasil. Com o aval, o número deve chegar agora a 13.060 voluntários.

Os testes também devem passar a incluir os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, informou em nota.

Chamada de CoronaVac, a vacina se mostrou segura em seu teste da chamada fase 3 em 50 mil voluntários na China, segundo dados adiantados pela Folha e apresentados nesta quarta (23) pelo governador João Doria (PSDB), o diretor do Butantan, Dimas Covas, e um representantes da farmacêutica chinesa.

 


Estudantes criam dicionário biográfico com mais de 2 mil brasileiros excluídos da história oficial do país
Site Saiba Mais; 23/09
https://bit.ly/3j2Xrun

Historiadores e estudiosos da área dizem que a História é escrita pelos vencedores. Talvez por isso, alguns personagens que atuaram na construção coletiva do mundo no qual vivemos foram, simplesmente, esquecidos ou ignorados.

Para ter acesso ao Dicionário de Excluídos da História clique aqui

O tema serviu de mote para 6.753 alunos do país inteiro que participaram da quinta fase da Olimpíada Nacional em História do Brasil do ano passado, organizada pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Eles construíram juntos o Dicionário Biográfico dos Excluídos da História. Nele, é possível encontrar informações sobre 2.251 figuras que, dificilmente, estarão disponíveis nos livros tradicionais. A ideia nasceu após o enredo campeão “História pra Ninar Gente Grande”, da Estação Primeira de Mangueira, em 2019, que contou a história de personagens “esquecidos” e “silenciados” pela história oficial.

Falar sobre feminismo hoje talvez seja mais fácil, mas em 1930, quando a mulher sequer tinha direito ao voto, Alzira Soriano (foto acima) se tornou a primeira prefeita eleita do Brasil e da América Latina. Ela foi a escolhida para chefiar a cidade de Lajes com 60% dos votos masculinos.

A história é apenas uma dentre as 312 que os estudantes levantaram somente sobre o Rio Grande do Norte. Os personagens vão de “A” a “Z” e passam por figuras folclóricas como a viúva Machado, que ganhou má fama e foi discriminada depois de assumir o posto de chefia após a morte do marido, a figura de Maria Boa, que teve uma conhecida casa de prostituição durante a passagem dos norte-americanos por Natal, além de alguns simplesmente ignorados como o cordelista Xexéu e o ex-combatente da Segunda Guerra, Zé Sena.

“Os estudantes construíram uma espécie de outra história do Brasil, alguns trabalharam com figuras do século passado, outros trouxeram pessoas ainda vivas, são professores que tiveram atuação durante a Ditadura Militar, líderes locais. Nós percebemos que eles, mesmo jovens, têm uma percepção do que é um personagem histórico muito ampla, muito mais interessante do que o que você vê na televisão”, explica Cristina Meneguello, Coordenadora do Departamento de História da Unicamp.

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