24 de agosto de 2020

24/08 – secretário não quer adiar volta às aulas, simulador coloca só 7% a 20% nas escolas, STF condena de vez Escola sem Partido – e mais.

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MST lança campanha “Volta às aulas na pandemia é Crime”, em defesa da vida e da educação pública. A atividade faz um alerta e denuncia os riscos do retorno às aulas no período de pandemia da COVID-19 no Brasil, para alunos, professores, famílias e as trabalhadoras e trabalhadores da educação
Leia tudo aqui: https://bit.ly/3lc4nH2

 

Reabertura de escolas seria segura apenas com limite de 20% dos alunos, calcula simulador
Estadão; 22/08
https://bit.ly/2CUKZ03

A proporção máxima de estudantes que poderiam voltar às aulas presenciais no Estado de São Paulo com nenhuma infecção ou baixo risco de contágio pelo novo coronavírus está entre 6,86% e 20,27%, considerando o cumprimento dos protocolos sanitários. No cenário em que a minoria segue as recomendações, seria preciso ter de 3,73% a 11% da quantidade de alunos no colégio para uma reabertura  com maior segurança. Isso é o que calculam os pesquisadores dos grupos Ação Covid-19 e Rede Escola Pública e Universidade, que lançaram esta semana uma ferramenta pública de simulação sobre riscos da reabertura das escolas.

 

Secretário de Educação de SP se diz contra adiar volta às aulas para 2021
UOL; 23/08
https://bit.ly/2QhFBHr

O secretário de Educação do estado de São Paulo, Rossieli Soares, disse hoje que é contra adiar, neste momento, a volta às aulas presenciais para o ano que vem. Ele contou, ainda, planos de unificar as notas de 2020 e 2021 e decidir pela aprovação apenas no final do ano que vem.

Rossieli defendeu avaliar a situação da pandemia “semana a semana, mês a mês” e afirmou que “se pudermos voltar um dia [ainda em 2020], fará diferença.

No momento, o governo do estado e a prefeitura da capital paulista já descartaram o retorno às salas de aula em 8 de setembro, data prevista até então. Agora, gestores trabalham com a possibilidade de volta em 7 de outubro, também com possibilidade de reavaliação.

 

Previstas para retornar nesta segunda, aulas do Ensino Fundamental no Amazonas são adiadas
Câmara Municipal SP; 19/08
https://bit.ly/3aRE9on

A Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) afirmou que a retomada ocorrerá somente quando as 107 unidades de ensino estiverem com todos os protocolos de saúde implantados e a testagem em massa nos cinco mil profissionais da educação ter atingido o maior número de servidores possíveis.

Profissionais da educação vão paralisar – O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Amazonas (Sinteam) fará uma paralisação de advertência nas próximas segunda, 24, e terça-feira, 25.

Segundo o Sinteam, das 123 unidades de ensino que retornaram com aulas presenciais, 48 já apresentaram casos confirmados de covid-19 entre professores, pedagogos, merendeiros, secretários e gestores. Os profissionais têm enviado exames, receitas médicas e atestados para comprovar a alegação.

“O governo precisa voltar atrás ou prefere se responsabilizar por uma segunda onda e lotar os hospitais e até os cemitérios?”, afirmou a presidente do sindicato, Ana Cristina Rodrigues, em comunicado à imprensa.

 

STF decide que lei inspirada no Escola sem Partido é inconstitucional
UOL; 21/08
https://bit.ly/32k2uj0

O STF considerou inconstitucional uma lei estadual de Alagoas semelhante ao projeto Escola sem Partido. Foram nove votos contra a lei e somente um a favor. Batizada de “Escola Livre”, a legislação alagoana proíbe a “prática de doutrinação política e ideológica” em sala de aula e afirma ser um direito dos pais que seus filhos recebam uma “educação moral livre de doutrinação política, religiosa ou ideológica.

A lei estava suspensa desde março de 2017 por uma liminar do ministro Luís Roberto Barroso (foto), relator do processo. Após debates, a ação direta de inconstitucionalidade, movida pelo PDT e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino, passou a ser julgada nesta semana pelo plenário do STF.

Relator do processo, Barroso confirmou voto em definitivo pela inconstitucionalidade da lei estadual alagoana. Em seguida, oito ministros votaram pela invalidação da lei. O julgamento foi realizado no plenário virtual, sistema no qual os ministros postam os votos de forma remota e não há debate entre eles durante a votação.

 

Após derrota no STF, fundador do Escola Sem Partido diz que deixa movimento
UOL; 22/08
https://bit.ly/3aVtI3s

O advogado Miguel Nagib, fundador do Escola Sem Partido, anunciou hoje o fim de sua participação no movimento. Segundo Nagib, os canais administrados por ele também terão as atividades encerradas.

“Anuncio com tristeza o fim da minha participação no Movimento Escola sem Partido. Cessa, a partir de hoje, a atividade dos canais do ESP sob minha responsabilidade”, escreveu o advogado em um anúncio publicado nas redes sociais.

O anúncio acontece um dia após o STF (Supremo Tribunal Federal) considerar inconstitucional uma lei estadual de Alagoas inspirada no Escola Sem Partido. Batizada de “Escola Livre”, a legislação alagoana proíbe a “prática de doutrinação política e ideológica” em sala de aula e afirma ser um direito dos pais que seus filhos recebam uma “educação moral livre de doutrinação política, religiosa ou ideológica”.

 

USP, UNESP, UNICAMP e FAPESP Estão Correndo Risco: Trinta Anos de Boas Práticas Ameaçadas de Extinção
Estadão; 21/08
https://bit.ly/3j8M7fP

Novamente as universidades estaduais paulistas sofrem ameaças por parte do Governo Estadual e da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Já é difícil ser internacionalmente competitivo no Brasil, em qualquer setor, e quando se consegue avançar e criar uma trajetória razoavelmente virtuosa parece que nossos políticos observam o sucesso com olhares invejosos e cobiçosos, como aconteceu no ano passado recente com a criação de uma CPI que paralisou parte das universidades com questões oriundas de boatos e que em nada resultou.

Agora, novamente, um projeto de lei com restrição fortíssima à autonomia das universidades paulistas corre o risco de ser associado à crise financeira que obviamente ocorrerá em decorrência da pandemia mas, na verdade, a proposta em análise para votação é pior do que um contingenciamento temporário, uma vez que propõe medidas permanentes que colidem frontalmente com a legislação brasileira e, particularmente, com o decreto de autonomia universitária de 1989, retirando da USP, UNICAMP e UNESP  e também da FAPESP a possibilidade de transferir recursos de uma ano fiscal para o seguinte.

 

 

Negociação dos profissionais do ensino superior não avança
Agência Sindical; 20/08
https://bit.ly/31quVwx

Não avançou a negociação coletiva dos professores e auxiliares no ensino superior privado. O setor patronal manteve a posição e não aceitou contraproposta apresentada pela Federação dos Professores do Estados de SP (Fepesp), quarta, 19.

Durante a reunião, a Fepesp apresentou um cronograma de reposição de perdas salariais, levando em conta a pandemia do coronavírus. “Levamos em conta também que negociamos um acordo de dois anos para a Convenção Coletiva – até o final de fevereiro de 2022 – o que garante previsibilidade e preservação de regras de relações de trabalho para as instituições e garantia de direitos para os educadores”, afirmou Celso Napolitano, presidente da Federação.

Na próxima semana, o patronal irá realizar assembleia com as mantenedoras e decidir por uma nova proposta, que envolva reajuste ou não.

Segundo Celso Napolitano, os trabalhadores aguardam agora o resultado dessa assembleia patronal. “Caso apresentem proposta formal desta fase da negociação, nossos Sindicatos vão convocar novas assembleias pra decidir os rumos da Campanha Salarial”, explica o professor Napolitano.

 

 

Opinião: ‘Ensino remoto emergencial’
Folha de S. Paulo; 23/08
https://bit.ly/3gqOngT

Por Marcelo Knobel, Eliana Martorano Amaral e Nancy Lopes Garcia, respectivamente, reitor, pró-reitora de Graduação e pró-reitora de Pós-Graduação da Unicamp:  “Os últimos acontecimentos nos mostram que é preciso começar a projetar uma universidade renovada para um mundo que será diferente em diversos aspectos. Sairemos dessa crise mais preparados e experientes para pensar nas páginas seguintes da história. Até lá, em cada aula, seminário e defesa de tese, seguiremos confiantes, sempre buscando a excelência e o melhor aproveitamento dos recursos de que dispomos, fiéis à missão que nos foi confiada pela sociedade: criar conhecimento e formar pessoas prontas para os desafios que virão”.

 


Pesquisa: Trabalho docente nas instituições privadas durante a crise do coronavírus
Sinpro Sorocaba; 20/08
https://bit.ly/2CUJu1V

O Sinpro-Sorocaba realizou uma pesquisa levando em conta o trabalho das professoras e dos professores que estão realizando um esforço fora do comum para manter as aulas para seus alunos e consequentemente suas instituições de ensino funcionando.

Professoras e professores transformaram suas casas em salas de aula e seu horário de folga em plantões de dúvidas. Muitos tiveram que alterar seus planos de internet e seus aparelhos, como, celulares e notebooks, para se adequar a nova realidade, e como se não bastasse, muitos tiveram seus salários reduzidos. Veja aqui os resultados da pesquisa:  https://bit.ly/2CUJu1V

 

Identificando a covid-19: estudos listam sintomas mais comuns
Rede Brasil Atual; 22/08
https://bit.ly/31pxvTa

Um estudo realizado pela Universidade Federal de Pelotas identificou os 11 sintomas mais comuns da covid-19 entre os brasileiros. Em primeiro lugar, ficou a dor de cabeça, seguida pela perda ou alteração do olfato e do paladar e da febre. A pesquisa entrevistou 31.869 pessoas em 133 cidades e conseguiu caracterizar o desenvolvimento da doença, o que pode auxiliar no diagnóstico e na busca por atendimento médico. Na sequência, os sintomas mais relatados foram tosse seca, dor no corpo, dor de garganta, diarreia, dificuldade para respirar, tremores, palpitação e vômito.

Outro estudo, realizado pela Universidade do Sul da Califórnia, buscou entender se existe uma sequência para os sintomas da covid-19 aparecerem. Os pesquisadores analisaram 55 mil casos de pacientes conformados e encontraram uma ordem aparentemente prevalente para o aparecimento dos sintomas. A febre apareceu em primeiro lugar, depois o mais comum foi a tosse seca, seguindo-se as dores musculares e náusea ou vômito.

 

 

 

‘História no Paint’ mostra que memes podem ser ferramenta na aprendizagem
Rede Brasil Atual; 23/08
https://bit.ly/2Ql4jXf

Com linguagem simples, página aborda temas históricos que vão desde a Era Vargas até a Guerra Fria

A internet e os memes possibilitaram novas maneiras de comunicação e linguagem. Diante desse cenário, a página História no Paint, possibilita uma maior compreensão sobre períodos e acontecimentos históricos como a Revolução Constitucionalista de 1932, passando pela Era Vergas ou mesmo a Guerra Fria.

O trabalho é realizado pelo estudante de Licenciatura em História Leandro Marin. Ele explica que, ao se deparar com uma prática de ensino mais informal durante o pré-vestibular, encontrou um tipo de abordagem que poderia ser melhor explorado nas redes sociais.

Atualmente, o História no Paint conta 1,3 milhão de seguidores, somando Facebook, Twitter e Instagram. Criada em 2016, a página se tornou referência para professores e até pesquisadores sobre comunicação e metodologia didática.

Ensino ‘descomplicado’ – Por meio de memes com linguagens simples, o História no Paint busca explicar, por exemplo, a relação entre o “milagre econômico” e a inflação, durante a ditadura civil-militar no Brasil. Em outra imagem, mostra como o ex-ministro do Reino Unido Winston Churchill foi um dos responsáveis pela Grande Fome de 1943, em Bengala, região administrada pelo Império Britânico, que resultou na morte de aproximadamente 3,5 milhões de pessoas.

O criador da página acredita que, apesar da linguagem mais simples do meme, é possível expandir o conteúdo que ele carrega, despertando o interesse sobre os mais diversos temas.

“Numa sociedade em que se disputa a atenção dos jovens, contra YouTube e jogos, é uma forma de fisgá-lo. Esse material pode fazer o estudante se inteirar melhor com a matéria porque quebra a barreira entre a sociedade e o conhecimento acadêmico, o que sempre pareceu algo difícil. Facilitar a linguagem da academia possibilita que todos absorvam melhor as ideias”, defende Leandro Marin.

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