Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 26 de novembro de 2022

23 de setembro de 2022

23/09 – Memória em fotos dos 45 anos da invasão da universidade, a lista das 20 melhores universidade da AL tem sete brasileiras (nenhuma escola privada), Datafolha mostra Lula no 1º turno, e mais: nossa diretora no debate do novo Ensino Médio

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Veja a excepcional galeria de fotos de Alice Vergueiro, na cobertura da manifestação pela democracia, contra a brutalidade da ditadura, representada pelo Ato dos 45 anos de invasão da universidade desta quinta-feira. Aqui:  https://bit.ly/3BH0rqX

 

Memória de 45 anos da invasão na PUC-SP reúne advogados, professores e líderes políticos – A noite de 22 de setembro de 1977 ficou marcada na história da universidade. O então secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, coronel Erasmo Dias, ordenou uma invasão no campus. Na fase mais dura da ditadura, comandada por Ernesto Geisel, tropas da Polícia Militar invadiam o local e prenderam estudantes, professores e funcionários. TV Cultura, 22/09   https://bit.ly/3fbooPt

Foto: Alice Vergueiro (veja mais aqui: https://bit.ly/3BH0rqX)

 

Ato instala ‘vigília pela democracia’ até a posse dos eleitos em janeiro Ao relembrar os 45 anos da invasão do campus da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) por forças policiais da ditadura, ato realizado nesta quinta-feira (22) enfatizou as ameaças atuais à democracia, representadas pelo atual presidente. Por isso, no encerramento, foi decretada “vigília permanente” não apenas até as eleições, mas até a posse de todos os eleitos, no início do ano que vem. Manifesto internacional lido durante o evento pelo professor e historiador James Green (leia abaixo), no Tuca, afirma que pela primeira vez desde o fim do período autoritário “há um grande risco de que o sufrágio popular não seja ouvido e respeitado”.

Além disso, o documento diz que nunca um golpe de Estado “foi tão anunciado” como agora. Entre os signatários, estão o ator norte-americano Danny Glover, o cantor inglês Roger Waters, a ativista argentina Estela de Carlotto (Mães de Maio), a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, e o juiz espanhol Baltazar Garzón.. Rede Brasil Atual, 22/09   https://bit.ly/3R899UX

 

O ato foi organizado pela PUC-SP em parceria com o Prerrô (Grupo Prerrogativas) e o Washington Brazil Office

No saguão do Tuca estão expostas fotografias da invasão da PUC-SP de 1977. Não é necessário fazer inscrição para participar. Acesse o instagram @pucsp_pela_democracia para saber mais sobre o evento, assistir a vídeos dos participantes e ficar por dentro da programação. Contee 22/09   https://bit.ly/3DNwUhL

 

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

Brasil tem 9 das 10 universidades com mais pesquisa na América Latina veja lista [nenhuma é privada], veja lista – O Brasil tem nove das dez universidades com maior produção científica da América Latina, segundo a mais recente edição do ranking QS (Quacquarelli Symonds), uma das mais importantes avaliações de educação superior. [No ranking geral, entre as 20 melhores colocadas sete são brasileiras]. A avaliação, divulgada na manhã desta quinta-feira (22), também coloca o Brasil como o país latino-americano mais bem representado no ranking. De todas as 428 instituições de ensino avaliadas em 20 países, 98 são brasileiras. O ranking completo pode ser acessado no site da Quacquarelli Symonds (aqui).

Confira abaixo as instituições classificadas entre as 20 melhores no ranking geral

Posição em 2023        Posição em 2022        Instituição      País
1          1          Pontificia Universidad Católica de Chile (UC)         Chile
2          2          Universidade de São Paulo Brasil
3          3          Universidad de Chile Chile
4          4          Tecnológico de Monterrey    México
5          7          Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)   Brasil
6          5          Universidad de los Andes     Colômbia
7          6          Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM)         México
8          9          Universidade Federal do Rio de Janeiro    Brasil
9          8          Universidade de Buenos Aires (UBA)           Argentina
10        10        Universidad Nacional de Colombia Colômbia
11        12        UNESP Brasil
12        11        Universidad de Concepción  Chile
13        13        Pontificia Universidad Católica del Perú     Peru
14        15        Universidad de Santiago de Chile (USACH) Chile
15        14        Universidad de Antioquia     Colômbia
16        16        Universidade Federal de Minas Gerais      Brasil
17        19        Universidade Federal do Rio Grande do Sul        Brasil
18        18        Pontificia Universidad Javeriana      Colômbia
19        17        Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro        Brasil
20        20        Universidad de Costa Rica    Costa Rica

A publicação considera que as instituições de ensino superior brasileiras têm “alto grau de estabilidade” apesar de terem atravessado um período desafiador, com a queda de orçamento no governo de Jair Bolsonaro (PL) e os desafios da pandemia. Segundo o QS, 23 universidades tiveram melhora de posição, 24 diminuíram e 47 permaneceram estáveis no último ano. Folha de S. Paulo, 22/09  https://bit.ly/3ffYUjR

 


STF decide que poder público deve assegurar creche e pré-escola para crianças de até 5 anos – O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira (22) que a educação básica ( é um direito fundamental e que a oferta de vagas em creches e pré-escolas para crianças de até cinco anos pode ser exigida individualmente ao poder público. Os ministros discutiam um recurso do município de Criciúma (SC) contra decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina que obrigava a administração municipal a assegurar a vaga em creche a uma criança. A decisão foi mantida pelo Supremo.

O caso virou referência para que o tribunal discutisse a respeito do dever estatal, apontado pela Constituição, de assegurar a crianças de 0 a 5 anos o atendimento em creche e pré-escola.. Folha de S. Paulo, 22/09  https://bit.ly/3xIAiqs


Gestão de Milton Ribeiro no MEC teve propina escondida em pneu de caminhonete – O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro autorizou dois pastores evangélicos negociarem, em troca de propina, contratos de obras federais de escolas. O dinheiro do acordo, de R$ 5 milhões, seria escondido na roda de uma caminhonete, segundo relatou um empresário do setor da construção civil ao jornal “O Estado de S. Paulo”. O empresário Ailson Souto da Trindade relatou à publicação que a propina seria levada de Belém (PA) a Goiânia (GO), onde fica a sede da igreja dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura. Valor Econômico, 22/09  http://glo.bo/3LEgf21

Em pedido de prisão de Ribeiro, PF aponta existência de organização criminosa no MEC – “As camadas de atuação são perceptíveis e individualizam perfeitamente as condutas, sendo o ex-ministro da Educação quem conferia o prestígio da administração pública federal à atuação dos pastores Gilmar e Arilton, conferindo aos mesmos honrarias e destaque na atuação pública da pasta”, disse a Policia Federal. Valor, 22/09  http://glo.bo/3SnQTbD

 

O NEGÓCIO DA EDUCAÇÃO

Educação: O pior já passou, diz BTG; veja quais ações comprar agora – Apesar de os resultados das eleições, com novos posicionamentos políticos gerando mudanças no setor de educação, para o BTG Pactual, o pior para o setor provavelmente já passou. Neste cenário, o BTG recomenda compra apenas para o papel da Ânima Educação (ANIM3) e tem recomendação neutra para Yduqs (YDUQ3), Cogna (COGN3) e Ser Educacional (SEER3).Em relatório enviado a clientes, o banco destacou a exposição das empresas e o cenário do setor de educação nos principais programas de incentivo do governo, sendo eles o ProUni e o Fies. O Money Times publica matérias informativas, de caráter jornalístico. Essa publicação não constitui uma recomendação de investimento. Money Times, 22/09  https://bit.ly/3qZEfDl

 

ELEIÇÕES 2022

Datafolha: Lula vai a 47%, abre 14 pontos sobre Bolsonaro e amplia chance de vencer no 1º turno  Faltando dez dias para o primeiro turno das eleições presidenciais, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou dois pontos para cima, atingiu 47% e tem uma dianteira de 14 pontos sobre Jair Bolsonaro (PL), que se manteve em 33%. Cresceu assim a possibilidade de o petista vencer no primeiro turno.

A boa notícia para Lula é que, com a oscilação, ele voltou à casa dos 50% de votos válidos, limiar para uma vitória no primeiro turno. Esse critério, adotado pelo TSE para a contagem da eleição, exclui os brancos e nulos: quem tiver 50% mais um voto está eleito diretamente. Semana passada, estava em 48%. Folha de S. Paulo, 22/09  https://bit.ly/3xNWD5X

 

Datafolha em São Paulo: Haddad tem 34%, Tarcísio vai a 23% e Rodrigo Garcia continua com 19%  Nova pesquisa do instituto Datafolha sobre a disputa ao governo de São Paulo, divulgada na noite desta quinta-feira (22), mostra oscilações dentro da margem de erro. O candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes, Fernando Haddad, continua à frente, com 34% das intenções de voto. Já o ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos) agora tem 23%, enquanto o atual governador, Rodrigo Garcia (PSDB), aparece com 19%. Na última pesquisa do mesmo instituto, divulgada na semana passada, Haddad liderava com 36%. Rede Brasil Atual,  22/09  https://bit.ly/3SeQzfe


Tucanos, nota de FHC e artistas reforçam movimento por voto útil em Lula a 10 dias do 1º turno Uma nota divulgada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), com defesa do voto “pró-democracia” nestas eleições e sem menção à candidata apoiada pelo partido, Simone Tebet (MDB), reforçou o movimento de endosso ao voto útil no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a dez dias do primeiro turno. A campanha de Lula vinha tentando atrair o apoio do tucano para encorpar uma frente ampla contra o presidente Jair Bolsonaro, mas FHC optou por não mencionar nomes em sua nota pública. Estadão, 22/09  https://bit.ly/3dCXnUI

 

A reforma do Ensino Médio em debate
Sinpro MInas, 22/09
https://youtu.be/fga_XSdt5r8

Assista aqui (ou clique na imagem acima) o debate promovido pelo Sinpro Minas sobre a implantação da reforma do Ensino Médio, que contou com a participação de nossa diretora Paola Guidi Oliveira, do Sinpro Campinas.

O novo Ensino Médio já começou a ser implementado neste ano, tendo como ponto de partida o estado de São Paulo. O modelo instituído pela Lei Federal 13.415, de 2017, já aponta graves consequências para a formação das/os estudantes, sobretudo, as/os mais pobres. Ao invés de acessar todas as disciplinas, por exemplo, o novo modelo induz a escolha entre itinerários específicos de conhecimento.

Pesquisadores, movimentos sociais e estudantis já alertavam para a gravidade dessa mudança. Um estudo realizado pela Rede Escola Pública e Universidade, Repu, revela o aprofundamento da desigualdade educacional já identificado em São Paulo: limitação dos itinerários disponíveis, falta de professores, déficit na carga horária, entre outros problemas.

Para aprofundar o debate sobre as mudanças e consequências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) com a reforma do Ensino Médio, o Sinpro Minas realiza, nesta próxima quinta feira (22/09), uma live dedicada ao tema. A apresentação será conduzida pela presidenta interina do Sinpro Minas, Thais D`Afonseca.

Participaram da live:
Thais D’Afonseca –
Presidenta interina do Sinpro Minas, advogada trabalhista e doutoranda em Direito pela PUC Minas.
Paola Guidi Oliveira – Diretora do Sinpro Campinas, e de Assuntos Culturais e Educacionais da Fepesp, Doutoranda em Ensino de Ciências e Matemática pelo PECIM na Unicamp.
Maria Regina Velasquez – Mestre em Educação tecnológica. CEFET/MG (2005). MBA em Gestão Estratégica de Negócios.
Rogério Rosa – Mestre em Engenharia Mecânica pela UFMG e docente da educação básica do CEFET MG.

 

Novo Ensino Médio entrega formação ‘rebaixada e reduzida’ O chamado Novo Ensino Médio, que começou a ser implementado por alguns governos estaduais, entre eles o de São Paulo, tem entre seus objetivos a promessa de uma educação técnica profissionalizante. Mas, na verdade, substitui a formação escolar ampla por “cursos de baixa complexidade que serão ofertados por atores privados, e não mais pela escola pública”. É por conta disso que a proposta ganhou o apelido de “ensino médio nem-nem”, como alerta o professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) Fernando Cássio, integrante da Rede Escola Pública e Universidade (Repu) e do comitê diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

Em entrevista a Glauco Faria, no Jornal Brasil Atual, o pesquisador aponta que se trata de mais um modelo na área de educação que é excludente e que prejudicará principalmente os estudantes de baixa renda da escola pública. “No fim das contas, estamos tirando desses jovens a possibilidade de prosseguir nos estudos. Não estamos ampliando horizontes, estamos reduzindo horizontes para esses jovens, especificamente, os mais pobres”, observa.

O chamado Novo Ensino Médio é uma proposta que surgiu na Base Nacional Curricular Comum (BNCC), ainda durante o governo de Michel Temer (MDB), por meio da Medida Provisória (MP) 746/2016. A reforma acabou sendo aprovada e compartilhada com o governo de Jair Bolsonaro, incluído no debate pelo interesse de secretários estaduais de Educação em implementá-la. Em especial, o do governo de João Doria (PSDB), que tem à frente como chefe da pasta Rossieli Soares, ex-ministro da Educação de Temer e um dos coordenadores da reformulação.

Ensino nem-nem – Todo o debate, contudo, quanto às mudanças no currículo do ensino médio ocorreram à revelia da comunidade escolar. Embora tidos como adversários, tanto o governador de São Paulo João Doria (PSDB) como o presidente Jair Bolsonaro estão alinhados em relação à proposta. Isso porque “comungam de alguns dos valores elementares, que é essa ideia bastante elitista de uma escola que separa ricos e pobres. Ela vai oferecer aos mais pobres um tipo de formação que é rebaixada e reduzida”, segundo Fernando Cássio. “O que ‘novo’ ensino médio faz agora em São Paulo e em outras redes é juntar todas essas partes numa reforma de estrutura da escola brasileira que é sem precedentes”, afirma o educador.

A principal crítica do pesquisador é quanto à suposta oferta de um ensino médio técnico profissionalizante. O governo paulista defende que ela garantirá uma profissão aos alunos após saírem da escola, medida que teria como alvo chamada geração nem-nem, que nem estuda e nem trabalha. Na prática, porém, esse ensino médio divulgado será composto apenas por cursos de carga horária reduzida e que não fornecem diploma de ensino técnico.

Formação rebaixada – Uma “reinvenção”, segundo Fernando Cássio, do ensino profissional e tecnológico oferecido pelos institutos federais e escolas técnicas estaduais de São Paulo vinculadas aos Centro Paula Souza, as Etecs, instituições acessadas apenas por meio de provas de seleção. E que deixam de fora principalmente os estudantes mais pobres para privilegiar aqueles com maiores condições de estudo ao longo dos primeiros anos de vida.

“Ao invés de ampliar a educação profissional e tecnológica para populações que não têm acesso a ela, produzindo de fato a possibilidade desses jovens terem mais escolhas, o que eles fazem é produzir uma nova educação profissionalizante rebaixada, que vai ser destinada a estes jovens que no fim das contas não terão diploma técnico porque a carga horária é muito menor. Então, um jovem que fizer um curso desses na escola regular, terá, se quiser, que passar um ano e meio em uma escola técnica para complementar a formação e pegar seu diploma técnico, a sua habilitação. Mas isso não vai acontecer porque as escolas técnicas regulares públicas não estão sendo ampliadas para atender o aumento da demanda por habilitação técnica”, destaca o educador.

Ele também crítica a substituição da formação escolar generalista por “cursinhos profissionalizantes”. A avaliação é que escolas privadas ofertarão essa modalidade no mesmo turno em que os estudantes deveriam ter o ensino regular. “Os alunos vão passar menos tempo na escola estudando história, geografia, português, física, artes e vão passar mais tempo fazendo esses pequenos cursos nessas escolas. Então estamos falando de redução da formação escolar básica. Sinpro Minas, 01/09  https://bit.ly/3LCACg8

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