Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 21 de maio de 2022

23 de julho de 2021

23/07 – o parecer do MPT ao dissídio da educação básica, Metodista vende Vergueiro para quitar dívidas, 130 mil órfãos na pandemia oculta, e mais: atletas contra uniformes sensuais em Tóquio 2021

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Dissídio na educação básica: Ministério Público dá parecer favorável e relator é escolhido
Sinpro SP; 22/07
https://bit.ly/3f3dQ2bO procurador regional do Trabalho, Paulo César de Moraes Gomes, rejeitou as alegações das entidades patronais e contestou apenas uma das cláusulas reivindicadas pelos representantes dos trabalhadores (a de “contribuição sindical”, que não se aplica ao SinproSP). Sobre as propostas econômicas, como aumento real, reajuste etc, o Ministério Públicou considerou que deve prevalecer o parâmetro técnico da assessoria econômica do Tribunal.Relator – O desembargador Ricardo Apostólico Silva foi designado relator da ação de dissídio coletivo. Caberá a ele analisar cada uma das reivindicações e sugerir se elas devem ser deferidas ou não. O seu parecer servirá de base para o julgamento que é feito pelo tribunal pleno da Sessão Especializada em Dissídio Coletivo do TRT, constituído por dez desembargadores. Não há prazo definido para o julgamento.
ABC: para pagar dívidas, Metodista põe à venda campus Vergueiro
Sinpro ABC; 21/07
https://bit.ly/3zpCKAA

A Rede Metodista de Educação vai vender o campus Vergueiro, em São Bernardo, no esforço para saldar dívida que chega a R$ 479 milhões. Em grave crise financeira, a instituição de ensino paralisou as atividades presenciais no campus no início da pandemia, em março de 2020, e na retomada, sem data prevista, os 200 alunos remanescentes serão realocados na unidade do Rudge Ramos, também em São Bernardo.

De acordo com Edilene Arjoni, presidente do Sinpro-ABC (Sindicato dos Professores do ABC), o fechamento do campus Vergueiro não era esperado. “As unidades da região nunca tiveram problemas financeiros. O que ocorreu é que tiveram de arcar com a dívida das outras (unidades)”, disse a presidente do Sinpro-ABC, que critica a venda não estar explícita no plano de recuperação judicial, sendo apresentada só no processo de viabilidade econômica.

 

Volta às aulas: nenhuma medida vale para todo o país, dizem conselhos de Educação e Saúde
G1; 22/07
https://glo.bo/3kK7Grf

Depois que o ministro da Educação, Milton Ribeiro, defendeu o retorno às aulas presenciais, na terça-feira (20), os conselhos nacionais de secretários de Educação (Consed) e de Saúde (Conass) avaliaram que a volta deve considerar os indicadores locais da pandemia.

“A posição do Consed é muito clara e já há algum tempo. Essa posição consiste em defender – e esse ponto também é defendido pelo Conass – que a volta às aulas seja uma atribuição dada a cada gestor local – seja de Saúde, seja Educação”, afirmou o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Vitor de Angelo, em vídeo divulgado na terça (clique na imagem ou veja aqui).

Até agora, apenas alguns estados e municípios retomaram as aulas em formato presencial ou híbrido.

“Portanto, nenhuma medida [vale] para todo o país, uma vez que o enfrentamento da pandemia não foi coordenado nacionalmente”, completou Vitor de Angelo, do Consed

Em alguns dias, o segundo semestre letivo começa. Escolas em todo o Brasil reabrirão suas portas com a proposta de ensino presencial em uma escala cada vez maior. Porém, após os 18 meses de isolamento ao qual crianças e adolescentes foram submetidos, este retorno tem se mostrado um tanto desafiador para famílias e escolas. No que tange à saúde mental, alguns pontos merecem atenção.

 

Minuto Fepesp
Fepesp; 23/07

Com o sindicato, todos tem os mesmos direitos. Esses direitos devem ser conquistados e – principalmente – defendidos. É preciso uma estrutura forte para isso, e isso exige *recursos*. Você sabe: os recursos do sindicato vêm da sua *sindicalização* e, também, da *taxa negocial*, uma vez por ano, decidida por todos em assembleia, pela negociação da sua convenção e do seu acordo coletivos.

 

 

TRABALHO

#24J: Centrais convocam contra Bolsonaro
Agência Sindical; 22/07
https://bit.ly/3ztE4Te

Onze Centrais Sindicais unem esforços para o protesto contra o governo Bolsonaro no sábado, dia 24. Em Nota, elas conclamam os trabalhadores à participação em suas cidades e regiões. A participação das Centrais fortalece a pauta sindical unitária e leva as demandas da classe trabalhadora para a linha de frente das manifestações.

 

A decisão de recriar o Ministério do Trabalho no governo Bolsonaro
Nexo; 22/07
https://bit.ly/3eN6iAl

O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta quinta-feira (22) que prepara uma reforma ministerial e que ela vai incluir a recriação do Ministério do Trabalho, que desde 2019 passou a ser uma Secretaria subordinada ao Ministério da Economia de Paulo Guedes. A nova pasta deve ser entregue a Onyx Lorenzoni, atualmente à frente da Secretaria-Geral da Presidência.

 

CORONAVÍRUS

Covid provoca ‘pandemia oculta’ e deixa 130 mil órfãos no Brasil, indica estudo
O Tempo; 22/07
https://bit.ly/36VQTJE

Ao menos 130.363 crianças brasileiras de até 17 anos ficaram órfãs por causa da Covid-19 entre março do ano passado e o final de abril deste ano, número que contradiz a ideia de que os mais novos são menos afetados pelo coronavírus.

“É uma pandemia oculta”, dizem os autores da estimativa, publicada nesta terça (20) na revista científica Lancet. “Essas crianças não identificadas são a consequência trágica esquecida dos milhões de mortos na pandemia.”

O número de menores brasileiros que ficaram órfãos multiplica por 180 os cerca de 1.200 óbitos na faixa etária até 19 anos desde o começo da pandemia, segundo o boletim mais recente do Ministério da Saúde.

Colocado em proporção, ele corresponde a uma taxa de 2,4 órfãos para cada mil brasileiros menores de idade, a quarta maior entre 21 países incluídos no estudo. O Peru tem a situação mais grave, com 10,2 órfãos para cada mil menores.

 

 

 

Tóquio 2021:  Atletas se voltam contra uniformes sensuais e impróprios para prática esportiva
Folha de S. Paulo; 22/07
https://bit.ly/3ruwkNS

Atletas resolveram mudar seus uniformes para competir, no que poderia ser mais um dia qualquer para o esporte —não fosse o fato de serem mulheres a tomar essas decisões.

Na semana passada, o fato de jogadoras terem trocado o tradicional biquíni utilizado no handebol de praia por shorts fez com que a federação norueguesa tomasse uma multa de 1.500 euros, cerca de R$ 9.200. Já a ginasta alemã Sarah Voss abandonou o maiô cavado numa competição europeia neste ano e apareceu com um macacão de corpo inteiro para se posicionar contra a “sexualização na ginástica”, ato seguido por colegas.

As reivindicações em torno das roupas de atletas mulheres não são uma novidade, mas refletem uma tendência que se tornou mais forte nos últimos tempos. Num panorama mais amplo, a discussão sobre uniformes que não erotizem corpos de mulheres é latente no mundo da moda, afirma Dario Caldas, sociólogo e diretor do Observatório de Sinais, escritório especializado em detectar tendências.

“É um debate que remete, sobretudo, a um desejo de autonomia da mulher em relação ao próprio corpo”, diz. Para Caldas, o que está em jogo é justamente desestabilizar o que foi —e ainda é— o olhar predominante, do homem branco e cisgênero, na construção das vestimentas.

Há uma série de casos no esporte que mostra essa visão nas escolhas de uniformes. A tenista Charlotte Cooper, que levou a primeira medalha de ouro feminina numa Olimpíada, jogava com vestidos de saias longas e golas fechadas, de acordo com a maneira como as mulheres eram vistas à época —e em um padrão bem distante dos saiotes curtos que hoje dominam as quadras

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