Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 21 de maio de 2022

23 de junho de 2021

23/06 – o ato nacional dos professores da Metodista, $84,5 milhões da Descomplica para comprar universidade presencial e transformar em remota, a ‘nota vermelha’ para a EaD, e mais: a privatização da Eletrobras e seus impactos  

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O NEGÓCIO DA EDUCAÇÃO

Com aporte de US$ 84,5 milhões, edtech Descomplica compra centro universitário UniAmérica
Valor Econômico; 22/06
https://glo.bo/3xMlkgQ

Quatro meses após receber um aporte de US$ 84,5 milhões de um grupo estrelado de investidores como o Softbank, o guitarrista The Edge, do U2, e dos Zuckerberg, a plataforma de educação digital Descomplica fechou a aquisição da UniAmérica, centro universitário referência em metodologias de aprendizado por projeto, com cursos baseados em atividades práticas adotadas de acordo com as demandas do mercado.

A UniAmérica, cujo campus fica em Foz do Iguaçu (PR), era desde de 2014 do empresário Ryon Braga, ex-presidente da Hoper, principal consultoria de ensino superior do país, e ex-acionista da Ânima. Braga continuará à frente da instituição de ensino fundada no ano 2000 por um grupo de 100 empresários, sendo a maior parte comerciantes árabes e chineses, que criaram a instituição para suprir a falta de mão de obra na cidade que faz fronteira com Argentina e Paraguai.

O Descomplica tornou-se febre entre alunos desse ciclo escolar graças ao seus vídeos com aulas curtas e extremamente didáticos divulgados no YouTube. Cerca de 5 milhões de alunos acessam esses vídeos, por mês.

“Os cursos de EAD no Brasil ainda são ruins, são assíncronos [aula gravada]. O que quero é reproduzir o nosso modelo de cursos por projeto no formato on-line. O aluno pode estudar a teoria em casa, sozinho, mas nas discussões dos projetos o orientador e os alunos precisam estar juntos de forma síncrona [ao vivo], via plataforma digital”, disse Ryon Braga, que continua como reitor da UniAmérica e atuará também como executivo no negócio de expansão da Descomplica.

 

Positivo Tecnologia cria área de negócios de educação em parceria com startups
Valor Investe; 22/06
https://glo.bo/3d4ZSvF

A Positivo Tecnologia, que tem 90% do faturamento atrelado a venda de computadores, servidores, tablets e celulares, está abrindo uma nova área de negócios no setor de educação. O foco é vender, em parceria com startups, tecnologia de suporte ao ensino a escolas públicas e privadas.

O movimento mostra, de certa forma, o retorno da companhia ao mercado de ensino, que deu origem à Positivo em 1989. Há dois anos a empresa vendeu dois grandes negócios nessa área. Em maio de 2019, o Sistema Positivo de Ensino foi vendido à Arco Educação por R$ 1,65 bilhão e, em dezembro do mesmo ano, a Universidade Positivo foi comprada pela Cruzeiro do Sul, por estimados R$ 500 milhões.

A nova área chamada Positivo Educacional aproveitará o relacionamento que a empresa já possui com o setor público como fornecedora de computadores e dispositivos móveis.

 

VOLTA ÀS AULAS

Sinpro se manifesta sobre nota de entidades patronais na coluna de Monica Bérgamo
SinproSP; 22/06
https://bit.ly/3j2unpP

Os presidentes do Sieeesp, Benjamin Ribeiro da Silva, e da Abepar , Arthur Fonseca Filho, foram destaque na coluna de Mônica Bérgamo do sábado, 19 de junho. Eles comemoravam a liberação irrestrita das aulas presenciais a partir de agosto.

E para dar voz à categoria, o presidente do SinproSP, Luiz Antonio Barbagli, enviou carta à jornalista Mônica Bérgamo, posicionando-se contra a liberação desordenada que está sendo proposta. “A partir de agosto, a desregulamentação que já existe será ainda mais aprofundada (…) A cidade de São Paulo tem mais de 4 mil escolas particulares, com as mais diferentes realidades. O Poder Público pode abrir mão de sua responsabilidade, deixando de criar normas sanitárias para serem cumpridas por todos esses estabelecimentos?”, reclamou Barbagli.

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

O homeschooling é debatido na Câmara, mesmo com baixa adesão
Posta!; 22/06
https://bit.ly/3vPpPWx

“É fato notório que a educação domiciliar priva os mais jovens de um ambiente de convivência e socialização fundamental no processo de amadurecimento do indivíduo”, alerta o professor Celso Napolitano, presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp). Celso lembra a fala do ministro da Educação, Milton Ribeiro, que ao defender o homeschooling, disse que a criança pode socializar na igreja. “Isso afronta o conceito de estado laico ao incentivar a prática religiosa a um dever público. A própria Advocacia-Geral da União (AGU) considera que a escola possibilita um aprendizado muito mais amplo do que os pais podem proporcionar em casa”, aponta.


Em 2020, Índice de Educação a Distância deu ‘nota vermelha’ a estados e municípios, diz estudo
G1; 22/06
https://glo.bo/35JnKRt

O Índice de Educação a Distância, criado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) após análise das ações adotadas entre março e outubro de 2020, apontou deficiências na implantação do ensino remoto nos estados com o fechamento das escolas no país.

Pela análise, estados e municípios fecharam o ano com “nota vermelha” por problemas como atraso na implementação do ensino, ineficiência nas ações, descaso com a forma como o aluno acessaria o conteúdo, o que acabou gerando aumento na desigualdade já existente na educação do país.


Comissão discute nesta quarta orçamento da educação na pandemia
Agência Câmara; 22/06
https://bit.ly/3vRQAtc

A Comissão Externa da Câmara dos Deputados que acompanha as ações do Ministério da Educação (MEC) realiza, nesta quarta-feira (23), uma audiência pública sobre os impactos do orçamento do órgão no período de pandemia.

O deputado Eduardo Bismarck (PDT-CE), um dos sub-relatores da comissão e autor do requerimento para o debate, destaca que houve redução do orçamento autorizado e empenhado do MEC, no ano de 2020, para quase todas as ações orçamentárias da educação básica. Segundo ele, nas ações de apoio a queda foi de 54% (R$ 820,6 milhões) e nas ações de infraestrutura de 34,6% (R$ 584,9 milhões).

 

CORONAVÍRUS

Erros de Bolsonaro, Doria e Covas aceleraram contágio da covid-19 pelo Brasil
Rede Brasil Atual, 21/06
https://bit.ly/3vKBYvO

Estudo chefiado por Miguel Nicolelis (com a participação dos cientistas Rafael Raimundo, Pedro Peixoto e Cecilia Andreazzi e publicado ontem [21] na revista Scientific Reports) mostra que falta de ações dos três governantes fez cidade de São Paulo ser a principal disseminadora da pandemia no país e um lockdown nacional teria evitado o super espalhamento da doença.

“Dados de mobilidade humana revelaram que, durante as primeiras três semanas da epidemia, só a cidade de São Paulo foi responsável pela disseminação de mais de 85% dos casos originais que se espalharam pelo Brasil. Por causa de uma contribuição inicial incrível, e do fato de que (o percentual de casos em relação ao país) nunca caiu para menos de 30% nos três meses seguintes, São Paulo foi a principal cidade super espalhadora da epidemia”, afirmam os pesquisadores.

“Se um bloqueio tivesse sido imposto anteriormente nas capitais espalhadoras, restrições de tráfego rodoviário obrigatórias tivessem sido aplicadas e existisse uma distribuição geográfica mais equitativa de leitos de UTI, o impacto do covid-19 no Brasil seria significativamente menor“, afirmam os pesquisadores. Mais de 500 mil pessoas já morreram de complicações causadas pelo novo coronavírus.

 

 

A aprovação da privatização da Eletrobras e seus impactos

Estadão; 22/06
https://bit.ly/2SknGnV

A Câmara dos Deputados concluiu na segunda-feira (21) a votação da medida provisória que autoriza a privatização da Eletrobras, responsável por cerca de um terço da produção de energia elétrica no país. Os parlamentares incluíram dispositivos no texto com potencial de encarecer o serviço, segundo entidades do setor.

A aprovação ocorre no momento em que o país enfrenta sua maior crise hídrica em nove décadas, com risco para o fornecimento de energia devido ao baixo nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Ela garante também a primeira grande privatização do governo Jair Bolsonaro, que será feita pelo modelo de capitalização.

 

Na Argentina: Alberto Fernández revoga privatizações de empresas de energia e termelétricas realizadas por governo Macri
Opera Mundi; 22/06
https://bit.ly/3xMsQIA

O presidente argentino, Alberto Fernández revogou mediante decreto as privatizações de empresas de energia e centrais térmicas realizadas pelo governo de seu antecessor Mauricio Macri (2015-2019), que possibilitaram, entre outros casos, a cessão de duas centrais térmicas, enquanto pretendiam transferir os ativos do setor energético do Estado e das suas empresas ao setor privado.

O decreto firmado no passado dia 16 por grande parte do gabinete, entre eles os ministros de Relações Exteriores e de Economia, Felipe Solá e Martín Guzmán, anulou vários artigos do decreto firmado por Macri e seu ministro de Energia, Juan José Aranguren  e reverte a ordem de privatização das empresas como Dioxitek, Transener e as centrais termoelétricas Manuel Belgrano e San Martín (Timbúes).

 

Opinião: ‘Bolsonaro e Guedes vieram para destruir o Estado e a dignidade da população’
Rede Brasil Atual; 22/06
https://bit.ly/35KX02L

Por José Ricardo Sasseron, ex-presidente da Associação Nacional de Participantes de Fundos de Pensão e de Beneficiários de Saúde Suplementar de Autogestão (Anapar): “Frases absurdas do ministro da Economia expõem a crueldade de um governo que ataca as políticas públicas criadas para proteger os mais necessitados, os que se aglomeram nas periferias das grandes cidades

Até mesmo o Fundo Monetário Internacional (FMI), organismo criado para garantir a estabilidade do sistema capitalista e a acumulação de riqueza, revisou alguns dogmas. Diante dos efeitos avassaladores da pandemia e da profunda desigualdade de renda imperante no mundo, o FMI recomenda fortalecer o papel do Estado, garantir saúde pública, taxar os mais ricos e redistribuir renda para as famílias menos favorecidas. Desse modo, aos olhos do atual governo, o conservador FMI não passa de um antro de comunistas”.

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