Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 06 de dezembro de 2021

22 de outubro de 2021

22/10 – Ministro da Educação não gosta de ‘Pedagogia do Oprimido’,  MEC não produziu uma linha sobre o centenário, a desigualdade paulistana durante a pandemia, e mais: o estouro do teto de gastos e as demissões no ministério

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Educação Básica, dissídio, cláusula por cláusula – está disponível no site da Fepesp o julgamento completo do dissídio coletivo 2021 da Educação Básica, para professores e auxiliares, no formato de convenção coletiva. Veja aqui: https://bit.ly/3vySQau

 

 

Ministro da Educação volta a criticar Paulo Freire e seu principal livro
UOL; 20/10
https://bit.ly/3pxeCKR

“Vimos a que pé chegou a educação pública brasileira quando abraçou de olhos fechados algumas pedagogias, que eu reputo, e quero ter essa liberdade como educador de avaliar também, posso estar errado, mas não avalio tão positivamente como o senhor. Respeito a trajetória até do educador, mas as evidências mostram que (…) o modelo proposto nos últimos vinte anos foi um desastre em termos de educação brasileira. Essa é minha avaliação”, respondeu Ribeiro.

O ministro foi, então, interrompido pelo parlamentar: “O senhor está falando do Paulo Freire? Tem dificuldade de falar o nome dele?” questionou Vaz.

“Não convém a gente falar de quem não está presente e não pode se defender. Ele é um grande educador, eu respeito, sempre coloquei isso, mas tenho minha avaliação”, retrucou Ribeiro.

Ele ainda criticou o livro “Pedagogia do Oprimido”, principal obra de Freire. Segundo um estudo de 2016, o livro é a terceira obra acadêmica mais citada em trabalhos de ciências humanas no mundo.

 

MEC não produziu uma linha sobre centenário de Paulo Freire
Metrópoles; 20/10
https://bit.ly/3E9buZk

O Ministério da Educação ignorou completamente o centenário de Paulo Freire, patrono da educação brasileira e referência mundial na pedagogia. A pasta não produziu uma linha sequer sobre uma possível homenagem, e não gastou um centavo para celebrar os cem anos que Freire completou no último dia 19 de setembro.

Um levantamento de London School of Economics apontou que Freire é o terceiro teórico mais citado em artigos na área de humanas no mundo. O pernambucano é reconhecido pelo método de alfabetização que criou para trabalhadores nos anos 1960.

O descaso com o patrono da educação não é coincidência no ministério. Freire já foi ofendido por Jair Bolsonaro e seu séquito diversas vezes. No mês anterior ao centenário do educador, o ministro Milton Ribeiro veio a público defender que a universidade fosse “para poucos”.

 

‘Quartas com Paulo Freire’ aborda a circulação do educador
Abc do ABC; 19/10
https://bit.ly/3ng6yv7

A programação integra a Ocupação Paulo Freire, em cartaz no Itaú Cultural até 5 de dezembro. Com curadoria da educadora e pesquisadora Gleyce Kelly Heitor, a atividade acontece até o dia 1 de dezembro, sempre às quartas-feiras, das 19h às 21h, com conversas realizadas via zoom.

Voltadas ao ato de ler, reler, revisar e reinventar o autor a partir de contextos e posições epistemológicas que atualizem o seu legado, as conversas podem ser vistas de forma integrada ou independente. Reserva de ingresso via Sympla, aqui.

 

BNCC tem que ser revisada: o plano de ações da Fepesp para os próximos quatro anos, deliberado no nosso 10º Congresso, está aqui: https://bit.ly/3moTWBo

 

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

Prefeitura de SP pede ao Ministério da Saúde para iniciar aplicação de dose de reforço contra Covid-19 em profissionais da educação
G1; 21/10
https://glo.bo/2XBdGtf

A Prefeitura de São Paulo pediu ao Ministério da Saúde para antecipar a aplicação das doses de reforço da vacina contra a Covid-19 nos professores, disse nesta quinta-feira (21) o secretário municipal da Saúde.

O pedido da Prefeitura de São Paulo pela antecipação do reforço para os profissionais da educação acontece no momento em que os estados brasileiros retomam as aulas presenciais para todos os alunos, todos os dias, tanto nas escolas públicas, quanto nas particulares.


Opinião: ‘Mais problemas na área da educação’
Estadão; 21/10
https://bit.ly/3pw9l63

A situação financeira da Capes é tão dramática que sua direção já anunciou que os pagamentos relativos ao mês de setembro estão atrasados. Também informou que o órgão, que é vinculado ao Ministério da Educação e administra o sistema brasileiro de pós-graduação, não dispõe de recursos para bancar as despesas com bolsas de iniciação científica, mestrado, doutorado e de formação docente até o fim do ano.

 

CORONAVÍRUS

Desigualdade deve levar pandemia de covid-19 a ‘se arrastar por 2022’
Rede Brasil Atual; 20/10
https://bit.ly/3BabiHn

Em comunicado realizado hoje (21) o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, apontou para a lentidão na vacinação dos profissionais da Saúde no mundo, além de ampla desigualdade. De acordo com levantamento da entidade, apenas dois em cada cinco trabalhadores estão completamente imunizados. O mesmo estudo indica que morreram de 80 mil a 180 mil profissionais desde o início do surto, em março de 2020. A grande margem de erro tem relação com a subnotificação de alguns países, como é o caso do Brasil, que não adotou uma política pública em nível federal de combate ao vírus. Ao contrário, o governo do presidente Jair Bolsonaro desdenhou das mortes e minimizou os vírus, além de ser acusado de diversos crimes na condução da crise.

 

A desigualdade paulistana durante a pandemia
Nexo; 21/10
https://bit.ly/3jroKRe

Publicado nesta quinta-feira (21) pela Rede Nossa São Paulo, o Mapa da Desigualdade 2021 mostra o retrato das disparidades de acesso a serviços de saúde, educação, comunicação, moradia e segurança da capital paulista no primeiro ano da pandemia de covid-19, em 2020.

Elaborado desde 2012, o mapa mostra que a cidade não encarou de frente a questão diante da eclosão da grave crise sanitária. Os indicadores apresentados pela Rede Nossa São Paulo são elaborados a partir de fontes de dados públicos e oficiais.

 

 

Secretários de Guedes pedem para sair após manobra fura-teto
Nexo; 21/10
https://bit.ly/30Vchz7

A mudança para burlar o teto consiste na alteração da forma como é feito o cálculo para a correção anual. A ideia descontentou membros da equipe econômica. Ao menos quatro pediram demissão. Entre eles estão Bruno Funchal, secretário especial de Tesouro e Orçamento, e Jeferson Bittencourt, secretário do Tesouro Nacional. Segundo o Ministério da Economia, eles pediram exoneração “por motivos pessoais”.

A alteração proposta na regra muda como a inflação corrige o valor do teto a cada ano. Atualmente, o limite de gastos é corrigido com base na variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), principal índice de inflação do Brasil, acumulada em 12 meses até junho do ano anterior. Por exemplo, o teto de 2021 foi corrigido pelo IPCA acumulado de julho de 2019 a junho de 2020.

Se aprovada a mudança, o percentual usado para corrigir o teto será a inflação acumulada de janeiro a dezembro do ano anterior. O teto de 2022, portanto, seria equivalente ao limite de gastos de 2021 mais a inflação nos 12 meses desse mesmo ano. O ajuste seria retroativo, o que levaria os limites desde 2017 — quando o teto entrou em vigor — a serem todos recalculados.

 

Entenda o que é teto de gastos, como ele funciona e os possíveis efeitos de um furo nele
Valor Econômico; 21/10
https://glo.bo/2ZeLsVp

A decisão do presidente Jair Bolsonaro de destinar R$ 30 bilhões fora do teto de gastos para ampliar o valor pago no Auxílio Brasil vai ter repercussões em toda a economia. Além de desorganizar as finanças públicas, especialistas apontam para efeitos na inflação, no dólar, nos juros e no emprego, afetando a vida cotidiana dos brasileiros.

O teto de gastos foi criado no governo do ex-presidente Michel Temer e prevê que o país não poderá aumentar as despesas públicas ao limitar a elevação dos gastos do exercício seguinte à inflação do ano anterior. Ou seja, na prática, não há aumento real de despesas. O objetivo da medida era evitar uma piora nas contas públicas.

O Brasil tem uma das mais elevadas dívidas públicas entre países emergentes. E, há sete anos consecutivos, o governo registra déficit primário – ou seja, gasta mais do que arrecada, e isso sem contar as despesas com juros da dívida pública.

Sem as contas em ordem, falta espaço para o governo investir em melhorias na saúde, na educação ou na infraestrutura pública.

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