Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 13 de agosto de 2022

22 de junho de 2021

22/06 – casos de Covid explodem em SP e Doria quer liberar aulas presenciais em 100%, Bolsonaro bufa e xinga, agência da ONU ataca educação domiciliar, e mais: o vírus e a morte de profissões

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Ensino Superior – abono de 50% do salário tem que ser pago até dia 6 de julho, de uma vez ou em duas parcelas. Fique de olho: https://bit.ly/35HkaXI

 

 

 

Governo reduz distanciamento e desregulamenta de vez aulas na rede privada
SinproSP, 19/06
https://bit.ly/35GbZuU

O rastreamento na rede privada não é confiável, não há exigência de testagem e o protocolo de retorno às aulas presenciais – definido com entidades patronais (Sieeesp, Semesp, Abepar) cria exigências para alunos e professores e nenhuma obrigação para as escolas e o que é mais grave: não prevê nenhum procedimento em caso de contaminação na escola. Cada estabelecimento define as suas próprias regras.

Essa desregulamentação tem sido responsável por inúmeras denúncias contra escolas que jogam com a sorte quando surgem casos de contaminação: não afastam os alunos e professores que tiveram contato com a pessoa infectada, não fazem testagem, demoram para comunicar o problema e ainda pressionam professoras e professores para não falarem sobre o ocorrido.


CORONAVÍRUS

Casos de covid-19 explodem em São Paulo, que volta a passar de 4 mil mortes
Rede Brasil Atual, 21/06
https://bit.ly/3zKnEXt

Número de mortes em São Paulo é o maior desde o final de abril. E 123 mil novos casos registrados na semana é o pior número de toda a pandemia.

Com a continuidade da fase de transição, criada pelo governo João Doria (PSDB) para liberar todo o comércio e os serviços mesmo com a pandemia do novo coronavírus totalmente descontrolada, o estado de São Paulo voltou a registrar mais de 4 mil mortes pela covid-19 em uma semana. Além disso, foram registrados mais de 123 mil novos casos, o maior número para uma semana desde o início da pandemia. A taxa de ocupação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) teve queda, mas mais induzida por um aumento da oferta de leitos do que por uma redução no número de pacientes internados com a doença.


Brasil se aproxima de 18 milhões de casos de covid-19
Rede Brasil Atual, 21/06
https://bit.ly/3zOWe2q
Vídeo: https://youtu.be/w64IAjXR0Co

Nesta segunda feira, 21/06, foram informados 38.903 registros de novos contágios em 24 horas. O total acumulado de casos de covid-19 no Brasil está em 17.966.831. Mas seguramente, dada a baixa notificação de registros em finais de semana – e a já conhecida subnotificação no país –, já terão sido superados os 18 milhões de casos. Oficialmente, essa patamar será ultrapassado amanhã. Em relação às mortes, foram 761 nas últimas 24 horas, totalizando 502.586, segundo o painel consolidado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

 

Em dia de fúria, Bolsonaro tira máscara, manda jornalista calar a boca e xinga Globo
O Povo, 21/06
https://bit.ly/3wMgX5a
Vídeo: https://youtu.be/w64IAjXR0Co

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse lamentar a marca de 500 mil mortes que o País atingiu no último sábado, 19. Ele está em Guaratinguetá, em São Paulo, onde acompanhou cerimônia de formatura da Escola de Especialistas de Aeronáutica. O mandatário chegou ao evento sem máscara e conversou com dois repórteres.

Questionado pela TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo, sobre ter chegado ao evento sem o equipamento, se enraiveceu. Respondeu que chega “como quiser” e “onde quiser”. Ele argumentou que cuida da própria vida.

A fala vai na contramão das diretrizes científicas segundo as quais o uso da máscara é uma prática para o bem coletivo, não individual, como a fala de Bolsonaro parece sugerir. A utilização do equipamento é um dos meios pelos quais a disseminação do vírus é contida, protegendo quem usa e quem está ao redor.

 

 

ENSINO SUPERIOR

Abono do Ensino Superior começa a ser pago em Julho
Agência Sindical; 21/06
https://bit.ly/35HkaXI

Professores e auxiliares administrativos do Ensino Superior privado de São Paulo começam a receber a primeira parcela de abono ou Participação nos Lucros e Resultados (PLR) no próximo dia 7 de julho. O pagamento é uma conquista da Campanha Salarial da categoria, encerrada no inicio do mês de junho, após muita negociação sindical e resistência patronal.

O acordo de dois anos (março de 2020 ao final de fevereiro de 2022) prevê ainda o pagamento de um abono especial de 50% de um salário, pago em duas parcelas. A primeira, até o quinto dia útil de julho e a segunda, até 15 de outubro de 2021.

Segundo Celso Napolitano, presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo, apesar das dificuldades, a insistência e negociação sindical foram responsáveis pela manutenção de todos os direitos da Convenção Coletiva de professores e auxiliares.

“Foi a campanha salarial mais difícil de nossa história. As negociações se iniciaram ao mesmo tempo em que foi detectada a pandemia. A incerteza provocada pelo coronavírus e a choradeira patronal prejudicaram atrasaram a conclusão do acordo”, ele afirma.

“Mas insistimos e conseguimos garantir todos os direitos, além de abono para professores e auxiliares”, completa Napolitano.

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

Agência da ONU ataca a educação domiciliar
Consultor Jurídico; 21/06
https://bit.ly/2STqJ6U

O principal oficial de educação do Unicef no Brasil lançou um ataque injurioso à educação domiciliar, opondo-se a uma proposta de lei que reconheceria a educação domiciliar como uma opção legal para os pais brasileiros.

Ítalo Dutra, o principal oficial de educação do Unicef no Brasil, divulgou recentemente uma declaração oficial chamando a educação domiciliar de um “risco” para os direitos das crianças. O ensino em casa, diz ele, ameaça trazer “prejuízos importantes às crianças e adolescentes… porque a escola é fundamental para garantir o direito à aprendizagem, à socialização e à pluralidade de ideias, além de ser um espaço essencial para a proteção de meninas e meninos contra a violência”.

O ensino doméstico está florescendo no Brasil, na ausência de regulamentação nacional. No entanto, em 2018, a Suprema Corte do Brasil declarou que, embora o ensino doméstico fosse uma prática constitucionalmente aceitável, era necessária uma lei federal em reconhecimento.


RS: Entidades ligadas à educação pedem o veto ao PL do ensino domiciliar
Extra Classe; 21/06
https://bit.ly/3qj8AM7

Representantes de entidades ligadas à educação entregaram, no início da tarde desta segunda-feira, 21, ao chefe de gabinete da Casa Civil do governo do estado do Rio Grande do Sul, Jonatan Brönstrup, e ao subchefe legislativo da pasta, Luiz Gustavo Borges Carnelos, ofício dirigido ao governador Eduardo Leite pedindo o veto do Projeto de Lei 170/2019. Aprovado pela Assembleia Legislativa gaúcha no último dia 8 de junho, o PL dispõe sobre a educação domiciliar no estado (homeschooling).

“Não entendemos como um grupo pequeno de famílias conseguiu articular essa proposta na Assembleia Legislativa”, ponderou a professora Cecília Farias, diretora do Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS). “O ensino domiciliar é um retrocesso imenso na educação do Rio Grande do Sul”.


MEC nomeia novos integrantes do Conselho Superior da Capes
G1; 121/06
https://glo.bo/35JJHzC

O Ministério da Educação (MEC) publicou uma portaria nesta segunda-feira (21) com os nomes dos novos integrantes do conselho que irá assessorar o órgão responsável por avaliar os cursos de pós-graduações do país (mestrado, doutorado e pós-doutorado). O mandato é de três anos.

Pela lista, fazem parte do Conselho Superior da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior): Marcelo Marcos Morales: secretário de Estado de Políticas para Formação e Ações Estratégicas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; Ricardo Hasson Sayeg: diretor do Programa de Pós-Graduação – Mestrado e Doutorado da Universidade Nove de Julho (Uninove); Otavio Luiz Rodrigues Junior: professor associado da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador da Rede de Pesquisa de Direito Civil Contemporâneo; Fernando Bacal: diretor da Unidade Clínica de Transplante Cardíaco do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas, em São Paulo; Abilio Afonso Baeta Neves: ex-secretário de educação superior do MEC e ex-presidente da Capes; Silvia Maria Stortini Gonzalez Velazquez: professora de engenharia da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e adjunta da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros (FEI); Patrícia Rieken Macedo Rocco: ex-coordenadora da graduação e pós graduação do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Márcia Perales Mendes e Silva: ex-reitora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas; Luiz Roberto Liza Curi: conselheiro do Conselho Nacional de Educação (CNE); Carlos Henrique de Carvalho, representante do Fórum Nacional dos Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-GraduaçãoFlávia Calé, representante da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).

 

TRABALHO

PF cumpre novos mandados em operação que investiga fraudes em registros sindicais do antigo Ministério do Trabalho
G1; 22/06
https://glo.bo/3qjujTX

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (22), mais uma fase da Operação Registro Espúrio para apurar um suposto esquema de ocultação de bens obtidos por meio de fraudes em registros sindicais no antigo Ministério do Trabalho (no governo do presidente Jair Bolsonaro a pasta foi incorporada ao Ministério da Economia).

A primeira fase da Operação Registro Espúrio foi deflagrada em maio de 2018. O objetivo é investigar uma suposta organização criminosa integrada por políticos e servidores que teria cometido fraudes na concessão de registros de sindicatos pelo ministério (veja mais abaixo).

Agentes cumprem quatro mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (22). A investigação identificou o desvio de mais de R$ 2,5 milhões do Ministério do Trabalho por um único representante sindical. Segundo, a Polícia Federal ele teria utilizado a própria companheira para ocultar bens e valores.

A TV Globo apurou que o representante sindical se trata de Mauri Viana, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores Celetistas nas Cooperativas do Brasil (Fenatrocop).

 

Decisão sobre revisão de aposentadoria é adiada novamente
Agência Sindical; 21/06
https://bit.ly/35ID1Sl

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu quinta (17) um novo adiamento da decisão sobre a “revisão da vida toda” das aposentadorias. O primeiro pedido de vista foi em 11 de junho. Moraes é o responsável pelo voto de desempate na Corte.

O julgamento se iniciou em 4 de junho, com votos favoráveis do ministro relator, Marco Aurélio Mello, e de Carmem Lúcia, Rosa Weber, Edson Fachin e Ricardo Lewandowski. Os ministros Nunes Marques, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli e Luiz Fux votaram pela inconstitucionalidade do reajuste.

Antes da reforma da Previdência (EC 103), o cálculo da aposentadoria era feito em cima de 80% das maiores contribuições ao INSS a partir de julho de 1994, quando entrou em circulação o Real. Esta norma está definida na Lei 9.876/1999, que dispõe da regra de transição de moeda no País.

 

O NEGÓCIO DA EDUCAÇÃO

Assim como nas universidades, Kroton quer levar o modelo semipresencial aos escritórios
Estadão; 18/06
https://glo.bo/3vLjP0T

Espaços de trabalho que mesclem a cultura física com o digital. Essa é a visão de Roberto Valério, diretor presidente da Kroton, para o futuro dos escritórios. O modelo, chamado por ele de “phygital”, abrange um conceito de espaço pensado para a experiência do funcionário, mas que se adapte ao modo e local de trabalho adequado a cada realidade e produtividade.

 

A Kroton, braço da Cogna que atende o mercado de ensino superior, é dona de instituições como as faculdades Anhanguera, Unopar e Pitágoras. Liderada por Valério, a empresa tem sete marcas espalhadas pelo país, atendendo mais de 920 mil estudantes no Brasil. Com forte presente no ensino à distância, a Kroton já enxerga no “phygital” a oportunidade de retornar aos escritórios da companhia de maneira diferente.

 


Artigo: ‘O vírus acelerou a morte de profissões’
Estadão; 21/06
https://bit.ly/35KEYOm
vídeo: https://youtu.be/6v5uyJsDA88

Por Paulo Silvestre, colunista: “Com o incremento no passo da vacinação, muitas empresas que ainda têm funcionários trabalhando em home office acalentam o sonho de voltar aos escritórios, mesmo sabendo que as coisas não serão como antes. Nesse cenário, o trabalho híbrido ganha espaço e a digitalização de tarefas não deve retroceder. Mas alguns profissionais não voltarão aos seus postos, pois suas funções foram extintas.

Depois de um ano e meio de pandemia, já se sabe que ela atuou como um poderoso catalizador da transformação digital. Mudanças nesse sentido que antes eram esperadas para ser implantas em cinco anos aconteceram em cinco meses. Empresas e profissionais que se deram bem nesse período foram os que conseguiram fazer os movimentos necessários.

A Covid-19 acelerou a derrocada de profissões inteiras. Esse processo, impulsionado pela automação e por mudanças culturais, já vinha de antes da crise sanitária, mas aumentou com ela.

O que puder ser automatizado será! Portanto, aqueles cujas funções forem muito repetitivas e que exijam pouca inovação e criatividade devem mesmo se preocupar.

Precisamos investir em profissões cujas tarefas não possam ser descritas e controladas por algum tipo de programa de computador. E devemos entender que o conhecimento envelhece. Por isso, temos que estar sempre estudando: essa ação é inegociável!

Vivemos em tempos exponenciais, e isso é ótimo para o desenvolvimento de toda a sociedade. Mas eles nos desafiam a fazer de um jeito diferente o que já existe ou criar algo completamente novo.

Não dá mais para se agarrar a fórmulas

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