Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 14 de agosto de 2022

19 de novembro de 2021

19/11 – Pressão na base deu certo e Educação Básica vai às assembleias, quebra de sigilo do Enem, grandes grupos atraem mais calouros no presencial, e mais: megaevento no Dia da Consciência Negra

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Assembleias da Educação Básica em todo o Estado, a partir deste sábado, dia 20, vão consagrar um movimento histórico de organização nos locais de trabalho –pressão da base obriga patronal a recuar de sua intransigência, voltar a negociar e tornar a decisão do Tribunal no dissídio em convenção coletiva de trabalho. Celso explica no Minuto Fepesp.

 

Assembleias da educação básica decidem conversão de dissídio em convenções, reajustes e direitos até 2025
Radio Peão Brasil; 18/11
https://bit.ly/3xb8ObG

As assembleias de professoras, professores e de auxiliares de administração escolar convocadas pelos sindicatos integrantes da Fepesp a partir deste sábado, 20/11, tem em pauta a análise e votação de proposta para uma nova convenção coletiva de trabalho a partir de março de 2022, com reajustes e PLR ou abono para dois anos. Essa proposta também conclui o dissídio de 2021, evitando novos recursos, em tribunal superior, contra a sentença julgada em setembro.

Essa é uma condição inédita: se aprovada pelas assembleias, as convenções irão substituir a sentença normativa do dissídio coletivo por convenções coletivas – e preservar as suas cláusulas sociais até o final de fevereiro de 2025, com previsão de reajustes salariais e PLR ou abono para 2021, 2022 e 2023.

VEJA O DIA E HORA DA SUA ASSEMBLEIA:
ABC – 20/11    09h30
Araçatuba – 20/11    10h00
Bauru –  20/11    10h00
Campinas – 20/11    09h00
Franca – 20/11    10H00
Guarulhos – 22/11    18h00
Jacareí – 23/11    18h00
Jaú – 20/11    10h00
Jundiaí – 20/11    10h00
Osasco – 20/11    09h00
Ourinhos – 22/11    09h00
Presidente Prudente –  20/11    09h00
Ribeirão Preto – 20/11    10h00
Rio Preto (sinpro) – 22/11    19h00
Rio Preto (SAAE) – 24/11    18h00
São Carlos – 20/11    09h00
Santos – 20/11    14h00
São Paulo – 20/11    09h00
Sinprovales – 20/11    11h00
Sorocaba – 20/11    10h00
Taubaté – 20/11    10h00
Valinhos – 24/11    18H00

 


ENEM

Inep impõe sigilo a processo que trata de entrada de PF em sala segura do Enem
Folha de S. Paulo; 18/11
https://bit.ly/3qUhWAe

Em ato considerado inédito, policial teve acesso a ambiente reservado onde são elaboradas provas do exame nacional.

A presidência do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) tornou secreto o processo interno sobre o documento no qual há a permissão para a entrada de um policial federal na sala segura do órgão, onde exames como o Enem são elaborados. Servidores ainda denunciam que um documento teria sido apagado.

A entrada do policial no local, cujo acesso é bastante restrito, causou estranheza e preocupação nos funcionários técnicos do instituto. Tanto servidores como ex-dirigentes dizem que o episódio teria sido inédito.

 

Entidades educacionais pedem afastamento imediato de presidente do Inep em ação civil pública
Estadão; 18/11
https://bit.ly/3DKp59G

A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), o Instituto Campanha Nacional pelo Direito à Educação e a Educafro ajuizaram uma ação civil pública que pede afastamento imediato de Danilo Dupas da presidência do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O pedido diz que ações de Dupas, do presidente da República, Jair Bolsonaro, e do ministro da Educação, Milton Ribeiro, colocam a execução do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nos dias 21 e 28 de novembro, em risco.

O pedido de tutela de urgência demanda que, no lugar de Dupas, seja nomeado um servidor de carreira do Inep “pelo período necessário para realização e correção integral dos exames Enem”.


Opinião: ‘Alunos, não desistam do Enem!’
Folha de S. Paulo; 17/11
https://bit.ly/3CJYclj

Por Renato Janine Ribeiro, presidente da SBPC: “Há muitas razões para vermos o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano com apreensão, e falarei delas no final deste artigo. Mas meu maior receio é que estudantes de escolas públicas fiquem desanimados e não prestem o exame por terem tido um ensino remoto emergencial, nestes quase dois anos, com vários defeitos.

Meu apelo aos alunos das instituições públicas: não desistam. Continua em vigor a Lei de Cotas, que reserva metade das vagas no ensino superior federal a quem fez o curso médio inteiro em escolas públicas. Isso significa que, mesmo que vocês tenham aprendido menos do que gostariam e mereceriam, metade dos lugares em qualquer curso —inclusive medicina, engenharia, direito— serão de vocês.

Sua nota talvez não seja tão boa quanto a dos egressos de escolas particulares, que tiveram um bom ensino remoto emergencial, mas a lei é clara: 50% das vagas nas universidades e institutos federais são destinadas a quem cursou escolas públicas.

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

Professora Bebel é barrada ao tentar falar com secretário da Educação de SP
247; 18/11
https://bit.ly/3qR4uNu

A deputada estadual Professora Bebel (PT) foi barrada ao tentar entrar na Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc) nesta quinta-feira (18) para falar com o secretário de Educação, Rossieli Soares. Segundo a assessoria de imprensa, Bebel chegou a ser agredida pelo segurança.

Mais cedo, Bebel, que é presidenta do Sindicato dos Professores e Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), participou de uma reunião na Casa do Professor, em frente à Seduc para discutir a situação dos Centros Estaduais de Jovens e Adultos (Ceejas).

 

Apostila da gestão Doria com erros chama Inglaterra de ‘Ingraterra’
Folha de S. Paulo; 18/11
https://bit.ly/3HFqmBi

A gestão do governador João Doria (PSDB) distribuiu às escolas estaduais de São Paulo material didático com diversos erros ortográficos e de revisão.

O que mais chamou a atenção de professores foi uma tabela que mostra a origem dos navios negreiros na época da escravidão no Brasil, na apostila para os alunos do sétimo ano do ensino fundamental. Nela, a Inglaterra aparece grafada como Ingraterra.

Os materiais integram a coleção Currículo em Ação, elaborada pela própria secretaria, que começou a ser distribuída às escolas neste mês, segundo relatos de professores.

 

O NEGÓCIO DA EDUCAÇÃO

Grandes grupos atraem mais calouros para curso presencial
Valor Econômico; 19/11
https://glo.bo/3cwaLG5

Grandes grupos de educação como Ânima/Laureate, Cruzeiro do Sul, Kroton, Ser Educacional e Yduqs – que representam cerca de 40% do mercado de ensino superior privado – registraram, no vestibular do meio de ano, crescimento de dois dígitos no volume de novos alunos matriculados em cursos presenciais.

 

Essa expansão veio acompanhada de manutenção e, em alguns casos, de uma leve alta no valor médio das mensalidades, ou seja, o crescimento no total de calouros não foi provocado pela concessão de descontos, uma prática comum adotada nos anos anteriores pelos grupos a fim de atrair alunos.

A captação de alunos para cursos presenciais na Ser Educacional, Cruzeiro do Sul e Ydqus foi similar ou mais forte do que no ensino a distância, modalidade que vem puxando o setor (ver quadro).

 

Arco Educação recebe aporte de R$ 830 mi dos fundos Dragoneer e General Atlantic
Valor Econômico; 18/11
https://glo.bo/3qR1ReA

A Arco Educação (COC, Dom Bosco e outras), líder no mercado de sistemas de ensino, recebeu aporte de US$ 150 milhões (equivalente a cerca de R$ 830 milhões, no câmbio de quarta-feira) dos fundos Dragoneer e General Atlantic (GA). Na América do Sul, o Dragoneer tem investimentos no Nubank, Mercado Livre e Log.

Os recursos do novo aporte — que é o maior já recebido pela companhia (excluindo o IPO) — serão usados para expansão da Arco, em especial, para os negócios de ensino complementar como aprendizagem de habilidade socio emocionais, educação financeira, idiomas, entre outros.

A Arco distribui seu material para cerca de 1,9 milhão de alunos de sete mil escolas do país. Entre eles, estão marcas como SAS, Positivo, COC, Dom Bosco, entre outras. A última operação foi a compra dos sistemas de ensino da Pearson por R$ 920 milhões.

 

STF anula decisões que obrigam universidades a dar desconto devido à pandemia
Folha de S. Paulo; 18/11
https://bit.ly/3CJYSXT

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, nesta quinta-feira (18), anular decisões de instâncias inferiores que obrigaram universidades a conceder descontos nas mensalidades devido à pandemia da Covid-19 e à transferência das aulas presenciais para o ambiente online.

Por 9 a 1, a corte decidiu derrubar as ordens judiciais que determinaram descontos lineares com o único fundamento de ter eclodido uma pandemia neste período. Desta forma, por maioria, o STF julgou procedente as ações apresentadas pelo Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub), que representa 130 universidades, centros universitários e faculdades, e pela Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup).

 

Mensalidade escolar pode subir mais de 12% em 2022; entenda regras para reajuste
G1; 18/11
https://glo.bo/325gBMv

Com o fim de ano chegando, as escolas particulares já começam a anunciar os reajustes para 2022. A má notícia é que, diferentemente do ano passado, quando boa parte dos colégios seguraram os preços temendo a evasão de alunos em meio à pandemia, o valor das mensalidades tende agora a acompanhar a disparada da inflação no país, que no acumulado em 12 meses voltou a registrar taxa de dois dígitos.

Levantamento realizado pela consultoria Meira Fernandes, especializada em gestão de instituições de ensino, mostra que 90,9% das escolas particulares pretendem aumentar o valor da mensalidade em 2022 e que, na maioria dos colégios, o reajuste será de pelo menos 7%.

Entre as instituições que irão subir os preços, a maior fatia (53%) fará um reajuste entre 7% e 10%. Uma parcela de 7,6% informou que aplicará uma alta entre 10% a 11% , enquanto 9,1% irão aumentar as mensalidades em 12% ou mais.

 

CORONAVÍRUS

Europa teme que 5ª onda de covid-19 paralise o continente mais uma vez
UOL; 18/11
https://bit.ly/3HNKqSr

A imprensa francesa desta quinta-feira (18), destaca o temor de que uma quinta onda de Covid-19 cause mortes e paralise a Europa novamente. Com 60% dos novos casos mundiais, o Velho Continente voltou a ser o epicentro da doença, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Apenas França, Portugal, Espanha e Itália resistem, “mas até quando?”, pergunta o jornal Libération.

“Covid na Europa, o Leste perde o controle, o Oeste perde a confiança”, diz a manchete do Libé, lembrando que, sem surpresas, os países mais atingidos pela nova onda da doença são os do leste do continente, que têm um número menor de cidadãos vacinados.

 

 

 

Megaevento com shows e debates marca Dia da Consciência Negra em SP
Folha de S. Paulo; 18/11
https://bit.ly/3DyyPE9

Uma experiência de ampliação de conhecimentos, de transformação de valores, de exaltação e reconhecimento da identidade do povo preto. Esses três pontos podem resumir a intenção do megaevento Expo Internacional Dia da Consciência Negra que abre as portas ao público no sábado (20), no Parque Anhembi, em São Paulo.

Esperando cerca de 5.000 visitantes por dia, a celebração vai de discussões avançadas sobre a participação negra nos inventos tecnológicos, passando por apresentações imagéticas e informativas da cultura e da história do negro no Brasil até chegar ao momento de festa, com shows de Xande de Pilares, Leci Brandão, Black Rio, MC Sofia, Sandra de Sá e Dexter.

Ônibus gratuitos sairão de 18 bairros da cidade, a maior parte de regiões periféricas, diretamente para o Anhembi. A entrada do evento também será gratuita. As informações detalhadas estão em https://farolantirracista.sp.gov.br/expo/.

 

É urgente reagir contra ‘apartheid à brasileira’, escreveu Milton Santos em 2000
Folha de S. Paulo; 18/11
https://bit.ly/3HEzm9M

No artigo “Ser Negro no Brasil Hoje”, o geógrafo demonstrava como uma ética enviesada da sociedade brasileira impede o real enfrentamento do racismo no país. Leia o texto, republicado como parte da série Colunas Eternas, que celebra os 100 anos da Folha.

Trecho: “A naturalidade com que os responsáveis encaram tais situações é indecente, mas raramente é adjetivada dessa maneira. Trata-se, na realidade, de uma forma do apartheid à brasileira, contra a qual é urgente reagir se realmente desejamos integrar a sociedade brasileira de modo que, num futuro próximo, ser negro no Brasil seja, também, ser plenamente brasileiro no Brasil”.


‘Se sua escola não ensina antirracismo, veja o que você pode fazer em casa’
Estadão; 18/11
https://bit.ly/3DyzTYF

Por Meena Harris, no jornal The Washington Post: “Ao longo do último ano e meio, enquanto a pandemia de coronavírus desencadeava fechamentos de escolas, tentativas erráticas de aprendizagem virtual e diretrizes de segurança confusas, os pais e mães de crianças em idade escolar foram levados à beira do abismo: tiveram de fazer malabarismos entre o emprego em tempo integral e o compromisso de garantir que seus filhos tivessem uma educação segura e de qualidade.

Para os pais e mães de famílias não brancas, incluindo eu mesma, essa crise de saúde foi agravada por uma crise de justiça racial. Enquanto navegávamos pelas duas crises, parlamentares republicanos em 28 estados tentavam impedir que educadores discutissem racismo, equidade e justiça nas salas de aula.

Felizmente, meu estado natal, a Califórnia, onde minhas filhas estudam, não é um deles. Mas nem mesmo os estados mais azuis conseguem escapar do flagelo do racismo no sistema educacional americano: hoje, Nova York, Illinois e, sim, Califórnia, são os estados mais segregados do país para estudantes negros. É uma realidade que senti na própria pele na Área da Baía de São Francisco, onde somos uma das poucas famílias negras do distrito escolar – que, pelo menos no nível do ensino fundamental, não parece ter planos explícitos para discutir antirracismo com uma população disposta (e ansiosa!) para aprender a respeito.

Tudo para dizer que faz tempo que as escolas públicas fracassam em reconhecer a história e as realidades do racismo. A recente cruzada de direita contra a “teoria crítica da raça” – um termo tão ameaçador que seus oponentes nem ousam aprender o que significa – é a mais recente manifestação dessa tendência profundamente enraizada.

Diante de desafios tão assustadores, o que pais e mães devem fazer? Até e a menos que vejamos uma mudança estrutural para reverter a segregação das escolas de nossos filhos e desfazer a branqueamento do currículo, precisamos preencher as lacunas por conta própria.

Claro, para pais e mães negros e pardos, esta não é exatamente uma ideia revolucionária. Muitos de nós já assumimos a responsabilidade de dar a nossos filhos uma lição de história franca e completa que sabemos que eles precisam ouvir – assim como nossos pais e mães fizeram por nós e seus pais e mães por eles. Mas está na hora de todas as famílias americanas começarem a reservar um tempo em casa para discutir as injustiças que moldaram o passado de nossa nação, o trabalho que ainda precisa ser feito em nosso tempo presente e os valores que devem definir nosso futuro.

Uma maneira de começar é com as estantes de livros dos nossos filhos”.

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