17 de novembro de 2020

17/11 – Eleições 2020 em gráficos, a proposta dos candidatos para Educação em SP, a fritura do ministro da Educação, e mais.  

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Para quem ainda não recebeu a primeira parcela do 13º Salário, está chegando a hora: o valor deve ser pago até o dia 30/11. O restante tem que ser depositado até o dia 20/12.
Veja aqui:   https://bit.ly/36Gl2w5

 

Só 16% dos professores dizem ter internet com velocidade e alcance adequado nas escolas
Folha de S. Paulo; 17/11
https://bit.ly/2H8t5Jc

Apenas 16% dos professores do país consideram ter internet com velocidade e alcance adequado dentro das escolas públicas em que dão aula. Para 99% deles, é imprescindível ou importante melhorar a conectividade das unidades no próximo ano.

Os dados são de pesquisa feita pelo Datafolha a pedido da Fundação Lemann. Foram entrevistados, por telefone, 1.005 professores de todas as regiões do país entre os dias 22 de setembro e 10 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Especialistas em educação e gestores públicos dizem ser fundamental melhorar a conectividades das escolas para o próximo ano, já que a perspectiva é de que ainda em 2021 seja necessário continuar com parte das atividades de forma remota por causa da pandemia.

Artigo: ‘Escolas reabertas e vazias: a reabertura foi um fiasco’
Carta Capital; 17/11
https://bit.ly/3lFc5cC

Por Fernando Cássio e Hélida Lança: “Se estivesse interessada em reconstruir laços de confiança esgarçados com as comunidades escolares, a Seduc-SP deveria estar trabalhando há muito tempo para: (1) garantir a estudantes e profissionais da educação as mínimas condições para a realização de um trabalho pedagógico em modalidade remota; (2) qualificar um debate público impregnado de desinformação e dominado pelo cinismo (e alimentado, em grande parte, pelos próprios gestores da rede estadual); e (3) produzir as condições objetivas e subjetivas para que possamos vislumbrar um horizonte de escolas reabertas não em 2020, mas em 2021.

Mas o governo de São Paulo, com suas sempre tão ambiciosas metas nas avaliações em larga escala, não está fazendo nada disso, e parece ter aceitado que as escolas da rede estadual só reabrirão em 2022, quando o governador João Doria lançará candidatura ao Planalto e tentará convencer o eleitorado de que a condução da pandemia no estado de São Paulo é um grande exemplo para o Brasil”.

 

Texto do Fundeb não atende o governo e mantém restrições para escolas privadas
Folha de S. Paulo; 17/11
https://bit.ly/3pEvhte

O relatório sobre a regulamentação do Fundeb, apresentado nesta segunda-feira (16) pelo deputado Felipe Rigoni (PSB-ES), não atende o desejo do governo Jair Bolsonaro (sem partido) de estender o escopo de escolas privadas sem fins lucrativas aptas a receber recursos do fundo.

O texto do relator mantém a autorização apenas para a educação infantil (creche e pré-escola) e educação no campo e especial, as quais nem sempre têm oferta de vagas na rede pública. A única novidade é com relação à educação profissional de ensino médio: há previsão de que recursos do fundo possam ser direcionados para unidades privadas sem fins lucrativos que atuem nessa modalidade.



Em busca de apoio, ministro da Educação recompõe ala militar no MEC
O Globo; 17/11
https://outline.com/7cAeUc

Sem base de apoio, o quarto ministro da Educação na gestão de Jair Bolsonaro, o pastor Milton Ribeiro, tenta recompor a ala militar na pasta para obter sustentação no governo. São pelo menos quatro militares em cargos relevantes no ministério. Um deles, Ricardo Augusto Ribeiro de Souza, chegou a pertencer à gestão do ex-ministro Ricardo Vélez Rodriguez, saiu e agora voltou com a nova administração. O movimento é visto internamente como uma aposta do titular para se fortalecer no comando do órgão, uma vez que tem sido visto como um ministro “fraco” na Esplanada, sem traquejo político nem conhecimento da pasta.

Aliados já preveem que Ribeiro não sobreviverá a uma possível reforma ministerial no próximo ano. A visão é de que ele “não aguenta o tranco”, sobretudo quando a pandemia arrefecer e começarem as pressões esperadas, a respeito, por exemplo, de contingenciamentos de recursos. Alguns apostam inclusive que sua permanência se dê no máximo até março.


Ministro da Educação assina acordo de preservação do sábado para alunos judeus e adventistas
R7; 15/11
https://bit.ly/3kFnYOv

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, esteve nesta sexta-feira (13) no Clube Hebraica de São Paulo. Ele anunciou como vai funcionar a nova Política Nacional de Educação Especial. Agora, famílias poderão escolher em que escola matricular as crianças com deficiência: nas regulares ou em instituições especiais criadas para recebê-las. Milton Ribeiro também anunciou o acordo de preservação do sábado como dia de celebração e descanso para adventistas e judeus.

 

Rio de Janeiro: Profissionais da rede municipal de Educação decidem manter a greve
Extra; 17/11
https://glo.bo/3pAlzZ5

Os profissionais da rede municipal de Educação do Rio de Janeiro decidiram manter a greve da categoria. Em assembleia realizada nesta segunda-feira (dia 16), a categoria também agendou um ato simbólico da Greve em Defesa da Vida para a próxima quarta-feira, às 11h, em frente à sede da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova, para cobrar a divulgação da data de pagamento do 13º salário.

Os profissionais da rede municipal de Educação decidiram manter a greve da categoria. Em assembleia realizada nesta segunda-feira (dia 16), a categoria também agendou um ato simbólico da Greve em Defesa da Vida para a próxima quarta-feira, às 11h, em frente à sede da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova, para cobrar a divulgação da data de pagamento do 13º salário.


Bahema Educação fecha acordo para assumir controle da Escola Mais
Money Times; 14/11
https://bit.ly/36Ml71h

A Bahema Educação (Escola da Vila, Balão Vermelho, outras) chegou a um acordo para assumir o controle da Escola Mais, da qual já detém 15%. A operação envolve aportes de capital, bem como a conversão de debêntures emitidas pela Escola Mais. Após todos os passos previstos, a Bahema deterá entre 76,6% e 79,4% do grupo de ensino.

Até junho de 2022, a Bahema aportará um mínimo de R$ 28 milhões e um máximo de R$ 47 milhões na empresa. Em paralelo, a Bahema vai adquirir R$ 14 milhões em debêntures emitidas pela Escola Mais e que se encontram nas mãos de terceiros. Esses papéis serão convertidos pela Bahema em ações da Escola Mais.

A futura controlada começou a operar em 2018 e conta com três unidades em São Paulo. Seu foco é o ensino fundamental (da 6ª à 9ª série) e médio.

 

Covid-19: São Paulo tem mais de mil internações em um dia. Aumento atinge 13 regiões do estado
Rede Brasil Atual; 16/11
https://bit.ly/3lFwrT8

O estado de São Paulo registrou média móvel de mais de mil internações decorrentes da covid-19 neste domingo (15). Na última quarta-feira (11), foram 1.145, o maior registro desde 10 de outubro. São 13 regiões paulistas com aumento de internações, das 17 existentes. Na Grande São Paulo, a média móvel chegou a 627 novas internações ontem. E, na última quinta-feira (12), foram registradas 695 internações em um único dia, o maior número desde 30 de setembro. A situação comprova a piora na pandemia que o governo de João Doria (PSDB) vem negando nos últimos dias.

 

Eleições 2020 em gráficos
Nexo; 16/11
https://bit.ly/2Uwg8Mu

 

 

Segundo turno em São Paulo: a proposta dos candidatos para a Educação
FB; 17/11
https://bit.ly/2UxtlEz

BRUNO COVAS (PSDB)

O programa de governo do atual prefeito e candidato à reeleição, Bruno Covas, não tem uma parte dedicada exclusivamente à educação, mas à infância. O projeto do tucano consiste em criar um “robusto programa de educação e proteção da primeira infância para garantir o futuro de crianças e jovens” da cidade.

 

O texto também fala sobre intensificar e prover a educação para crianças e jovens, mas com ênfase na primeira infância. Sobre o pós-pandemia, Covas propõe recuperar o calendário escolas com “com proposta pedagógica eficaz que garanta o aprendizado de todos e oferte reforço escolar”.

Segundo Covas, todas as mães que fizerem o pré-natal no Programa Mãe Paulistana terão assegurada uma vaga para os filhos nas creches da prefeitura. E as crianças que já estão na fila também serão contempladas, promete o prefeito em caso de reeleição. Os estudantes poderão estudar em escolas filantrópicas e particulares para zerar a fila.

 

O tucano ainda propõe a expansão da Bolsa Primeira Infância, projeto que atende famílias em situação de vulnerabilidade social com crianças até 3 anos de idade que não estejam matriculadas na rede municipal.

Outro tópico abordado é a inclusão digital. O programa de Covas promete comprar 465 mil tablets com internet para os alunos do ensino fundamental da rede municipal.

 

Covas ainda tem no plano de governo um projeto para aumentar a segurança nas escolas, que seriam monitoradas por câmeras.

 

 GUILHERME BOULOS (PSOL)

 A prioridade do programa de Boulos e Erundina em relação à educação é melhorar a qualidade das escolas públicas na cidade de São Paulo. A chapa quer transformar a capital em uma “Cidade Educadora”.

 

Para isso, estão entre as diretrizes do programa universalizar escolas públicas de qualidade, valorizar os profissionais da educação, garantir a gestão democrática da educação e universalizar a educação para todos, incluindo pessoas com deficiência, indígenas e jovens adultos. Parte do investimento seria na formação continuada de professores.

 

O programa ainda cita a Covid-19. Para Boulos, em 2020 não é possível retomar as aulas presenciais e, por isso, é necessário enfrentar as desigualdades educacionais que aumentaram durante a pandemia.

 

Para conseguir chegar ao objetivo, o candidato do PSOL promete investir 31% das receitas arrecadadas da cidade na Manutenção e Desenvolvimento do ensino, além de zerar a fila de creches. Boulos ainda quer reverter o processo de privatização, terceirização e conveniamento da educação.

 

O programa inclui também que todas as escolas públicas da capital tenham número adequado de alunos por turma, salas de leitura, biblioteca, laboratórios de ciências e de informática, quadra poliesportiva, internet banda larga, alimentação nutritiva, transporte escolar digno e recursos para implementar o projeto político-pedagógico com autonomia.

 

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