Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 13 de agosto de 2022

17 de maio de 2021

17/05 – Rede chilena quer comprar cem escolas em São Paulo, já levou dez; lobby do agronegócio quer repetir o ‘escola sem partido’; o MEC ainda mais bolsonarista, e mais: brasileiros pelo mundo comentam a pandemia

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Bom dia – no minuto desta segunda, a morte do prefeito, a campanha salarial e a cavalgada de Bolsonaro – que decretou a volta dos marajás com o aumento de até 70% no salário de ministros, aspones e no dele mesmo, metendo a mão e quebrando a promessa de não estourar o orçamento

 


O NEGÓCIO DA EDUCAÇÃO

Rede chilena compra mais de 10 escolas de educação infantil em SP
Folha de S. Paulo; 14/05
https://bit.ly/3uWpdP0

Em um cenário de dívidas e perda de alunos devido à pandemia, um grupo de origem chilena, o Vitamina, tem feito uma série de compras de escolas de educação infantil em São Paulo.

A falta de clareza sobre a linha pedagógica do Vitamina desperta dúvidas no setor sobre qual será o futuro das unidades adquiridas. A rede, porém, promete manter a linha de atuação de cada uma escolas, algumas com décadas de história.

Desde o segundo semestre de 2020, ao menos 12 escolas com características de bairro foram adquiridas pelo Vitamina, em diferentes áreas da capital paulista, concentradas nas zonas sul e oeste, além de uma unidade em Santo André.

São elas a Escola Alfa, em Alto de Pinheiros; Amor Perfeito, em Perdizes; Blue Sky Morumbi; Building, no Campo Belo; Living School, na Vila Andrade; Jardim Escola Conhecer, na Saúde; Materna, em Santo André; Mundo Melhor, na Pompeia; Primeiro Passo, no Paraíso; Pueri Regnun, no Brooklin; Tio Juca, no Itaim Bibi, e Vila do Aprender, na Vila Olímpia.

O grupo afirma que ainda está conhecendo o setor e não tem uma meta de aquisições. A Folha apurou que um plano de expansão prevê chegar a cem unidades em cinco anos.

 

Lobby do agronegócio se organiza para “fiscalizar” material escolar
De olho nos ruralistas; 06/05
https://bit.ly/3uWBLGd

Apadrinhado por políticos da bancada ruralista, grupo de mães faz campanha no estilo Escola sem Partido, para interferir no currículo das escolas públicas e particulares do país; fundadoras têm apoio dos ministros Tereza Cristina, Milton Ribeiro e Ricardo Salles.

Um grupo de mulheres ligadas ao agronegócio, que se autointitulam “mães do agro”, encabeça uma campanha para interferir no currículo e fiscalizar o conteúdo dos materiais didáticos de escolas públicas e particulares do Brasil, suprimindo as críticas ao setor. O movimento foi batizado de “De Olho No Material Escolar” e, apesar do nome, vai na contramão de tudo o que defende este observatório.

Elas contam com o apoio de ministros do governo Bolsonaro e de políticos da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). A forma de ação se parece ao que ocorre com o “Escola sem Partido”, movimento que diz combater a “doutrinação político-ideológica”, mas que, na prática, busca cercear as discussões sobre gênero, sexualidade e respeito à diversidade em sala de aula. Assim, as integrantes sugerem que os educandos façam vídeos, fotos ou registros dos materiais utilizados, de forma a comprovar os “problemas”.

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

Com menos barulho, Milton Ribeiro deixa MEC mais bolsonarista que Weintraub
UOL; 13/05
https://bit.ly/2RrsyHx

Desde o início do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), o Ministério da Educação (MEC) teve três chefes diferentes. Desde julho do ano passado, quem chefia a pasta é Milton Ribeiro, pastor e professor universitário. Com um perfil mais discreto do que seus antecessores, Ribeiro segue a mesma linha ideológica e a visão conservadora do presidente —e tem provocado mudanças profundas no ministério.

“Não temos mais dúvida que a visão de dentro é a visão do presidente da República, tanto é que as escolhas de ministros estão alinhadas. As decisões são influenciadas e aprovadas por ele”, disse um servidor do MEC, que preferiu não se identificar.

 

Artigo: ‘Voucher não é solução para o ensino’
Estadão; 13/05
https://bit.ly/33PuADP

Por Rodrigo Zeidan,  Professor da New York University Shanghai (China): “ Seria bom se o Ministério da Economia tivesse um plano de privatizar tudo e entregar o Brasil ao capital internacional. Pelo menos assim saberíamos qual o plano para tirar o país do caos em que se encontra.

Mas o ministro e seus assessores não estão lá a mando de ninguém. Eles realmente acreditam nas suas ideias mal formuladas. No mais recente ataque à educação pública, Guedes tentou vender a ideia de vouchers como solução para o país.

Mas vouchers são a cloroquina para a educação no Brasil, um remédio que serve para outros contextos, mas não para o que o governo quer. A ideia é até atraente: entregar na mão dos pais um vale de um certo valor para que as famílias matriculem seus filhos na escola que quiserem.

Em teoria, teria como esses vales darem certo? Sim, mas isso dependeria de trabalho sério, regulação bem-feita e monitoramento de qualidade. E esse governo sabe disso. Mas prefere jogar para a plateia. Sem competência técnica, resta repetir bordão sem conteúdo”.

 

CORONAVÍRUS

Após 15 dias de queda, média diária de mortes por covid volta a subir
Estadão; 16/05
https://bit.ly/3hDZQxA

Após 15 dias de queda, a média diária de mortes por covid-19 voltou a subir. A média semanal de mortes, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, ficou em 1.915 neste domingo, 16. Este é o sexto dia consecutivo que o índice ficou abaixo de 2 mil.

Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 971 novas mortes pela covid-19. O número de novas infecções notificadas foi de 15.625.218. No total, o País chegou a 435.823 óbitos pela doença desde o início da pandemia.

 

Visões da Covid: Brasileiros pelo mundo comentam a pandemia
Rede Brasil Atual; 16/05
https://bit.ly/3hAcaiu

O Brasil passou a ser visto como pária no mundo. Celeiro de novas mutações do vírus que circula livre. Um “risco sanitário” para a humanidade, nas palavras da Organização Mundial da Saúde (OMS). Diante deste cenário, a RBA conversou com brasileiros residentes em países que tratam a pandemia de outra forma. Muitos deles começam a superar o fantasma da pandemia. Em pauta nestas conversas, como esses países reagiram à pandemia; como o vírus afetou suas vidas; como foram as ações dos governos; entre outros temas urgentes.

 

Inglaterra – Gabriel Meloni mora na Inglaterra, um dos países europeus mais atingidos pela covid-19. Após um início confuso da gestão do primeiro-ministro Boris Johnson, a terra da rainha encontrou na ciência a solução dos problemas. Através de intensas medidas de isolamento social, os casos recuaram. Agora, com mais de 50% da população já vacinada com uma primeira dose, as mortes despencaram e o governo local pediu, na última semana, para que os ingleses “resgatassem os abraços”.

Holanda – De Amsterdã, Marina destaca as ações de informação do governo holandês, como parte de um processo de combate à covid-19. O país soma pouco mais de 4 mil mortos. “Desde o começo tudo foi muito organizado pelo governo com medidas muito claras de regras coesas do que a população poderia fazer ou não. Tivemos ainda outro agora mais restrito. Restaurantes e bares fechados, academias fechadas. Tudo, na medida do possível, respeitado. Existem multas seríssimas se isso não acontecer. Desde outubro do ano passado ficamos em lockdown, até a semana passada”, explica.

https://youtu.be/Ee4vXd5-1T0

Nova Zelância – Caio Papa Zeitune já voltou para o Brasil, mas viveu períodos de lockdown na Nova Zelândia. A ilha na Oceania é um dos melhores exemplos de controle do vírus. Desde o início da pandemia, em março de 2020, o país registrou 26 mortes. A receita do sucesso é conhecida: medidas intensivas de isolamento social, uso de máscaras, higiene pessoal e testagem em massa da população.

Veja outros depoimentos aqui:  https://bit.ly/3hAcaiu

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