16 de novembro de 2020

16/11 – Eleições 2020, o atraso na apuração, nova investigação na Laureate, tendências em acordos coletivos,  e mais, para sua aula: história e linguagens.

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Ação civil em SP pede que MEC investigue Laureate.  Documentos trazem nova denúncia e indícios de fraude em reconhecimento de curso de graduação. Fepesp e Sinpro SP já alertaram professores, Alesp e Câmara Federal.
Veja aqui:    https://bit.ly/2IErKKR
 

 


Eleições 2020: painel geral da votação


Quadro geral –
Na manhã de hoje, com 95% das urnas apuradas, 5.245 dos 5.568 municípios com eleição já tinham escolhido prefeitos, sendo 754 do MDB, partido com mais vitórias. Mulheres representam 12,2% das candidaturas eleitas.
https://bit.ly/3lB5UWN

Presidente em baixa – Dos seis nomes que receberam apoio explícito do presidente em capitais, somente Capitão Wagner, em Fortaleza, e Marcelo Crivella, no Rio, seguem na disputa de segundo turno.
https://glo.bo/38R2tI7

Balanço geral – Neste texto, o Nexo traz duas análises de cientistas políticos sobre as derrotas, as vitórias e as possibilidades que saem das urnas no primeiro turno das eleições municipais. https://bit.ly/3lCgpcv

Falhas e atrasos – Eleitores apontaram falhas no uso do aplicativo que, entre outras funções, foi desenvolvido para justificar ausências. A divulgação da apuração dos votos sofreu atrasos. Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso descartou que o problema tenha aberto brechas para fraudes.
https://bit.ly/2IEWtYk

Ataque hacker – O atraso na divulgação dos resultados gerou uma onda de questionamentos nas redes sociais. Militantes bolsonaristas passaram a noite espalhando notícias falsas e denunciando fraudes no processo eleitoral. Investigação aponta que o TSE foi alvo de ataques hackers coordenados que, no entanto, não interferiram na apuração.
https://bit.ly/2Uxsl3u

 

Sindicalistas fazem chamamento ao voto e à participação das categorias
Mundo Sindical; 14/11
https://bit.ly/2H4OpPK

O pleito é municipal, mas seus efeitos podem ser nacionais. Portanto, as eleições de domingo, 15, ampliam seu raio de alcance. O sindicalismo está atento. Dirigentes gravam vídeos e chamam as categorias para um forte comparecimento às urnas.

Celso Napolitano, presidente da Federação dos Professores do Estado de SP e do Diap, gravou vídeo em que diz: “A democracia está em jogo. Precisamos votar em candidatos comprometidos com o regime democrático e a defesa do trabalho. E que não tenham rabo preso com as grandes corporações”. Assista aqui.

 

Para não perder matrículas, escolas tentam limitar reajuste e dão desconto
Estadão; 16/11
https://bit.ly/32Qdrtz

Em meio à pandemia, escolas particulares de São Paulo tentam limitar o reajuste de suas mensalidades à inflação e dão descontos para reter estudantes. As unidades dizem ter registrado alta nos custos de operação, para adequações sanitárias e tecnológicas, mas temem que aumentos elevados no preço das parcelas afastem os estudantes.


Campinas, volta às aulas: ‘É melhor esperar’.
G1; 14/11
https://bit.ly/32Qdrtz

O Sindicato dos Professores (Sinpro) de Campinas e Região, que representa a categoria na rede privada de ensino em oito cidades (Americana, Amparo, Araras, Campinas, Limeira, Mogi Mirim, Piracicaba e Santa Bárbara), é contra a volta às aulas presenciais neste momento da pandemia de Covid-19 mas, mesmo em disputa jurídica, tem orientado os professores (obrigados a retornar) a exigirem os protocolos de prevenção ao coronavírus, além de aconselhar que tentem o diálogo com as escolas. De acordo com o presidente, Carlos Virgílio Borges, mais conhecido como Chileno, a maioria dos professores defende que as aulas on-line se estendam e somente no próximo ano eles possam retornar às salas de aula. “Poderíamos aguardar, temos menos de dois meses para encerrar as aulas. Não há necessidade de expor os professores e toda a rede escolar formada por funcionários e os próprios alunos”, diz o professor.

 

Espírito Santo: Um mês após volta às aulas presenciais, escolas somam 300 profissionais com Covid-19
G1; 14/11
https://glo.bo/2Uyd4iI

Somados aos casos confirmados em escolas particulares e no ensino superior, o total de contaminados chega a 648, entre alunos e funcionários. Três escolas estaduais já foram fechadas. No ensino superior, são 87 estudantes e 39 profissionais com resultado positivo para a doença. No caso das escolas particulares, são 70 estudantes e 126 profissionais contaminados.


Crise afeta negociação salarial e quase um terço dos reajustes fica abaixo da inflação
O Globo; 14/11
https://outline.com/cmvv5X

A crise decorrente da pandemia do novo coronavírus reduziu a quantidade de acordos coletivos entre empresas e sindicatos dos trabalhadores e restringiu as negociações salariais. Segundo um levantamento do Dieese, entre janeiro e outubro deste ano, foram registrados 20.812 acordos, sendo que só 7.572 trataram de salário.

Em quase um terço deles (2.084), o reajuste acertado ficou abaixo da inflação, sendo que em 676 as partes concordaram que não haveria qualquer aumento. Em todo o ano passado, foram fechados apenas 39 acordos nesses termos.

Já outros 2.382 acordos salariais conseguiram a reposição da inflação, e 3.106 tiveram ganhos reais. Entre as categorias que conseguiram superar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) — que atingiu 4,77% no acumulado dos últimos 12 meses até outubro — estão as do ramo de informática.

Segundo o Dieese, professores da rede privada e trabalhadores da área de seguros, por exemplo, estão no grupo que fechou acordo sem aumento de salário.

 

Após alta de internações por Covid em hospitais privados, rede municipal de SP mostra mesma tendência
Folha de S. Paulo; 15/11
https://bit.ly/2IGvwDB

A tendência de aumento de internações por Covid 19 já registrada em alguns hospitais privados de São Paulo começou a ser observada também na rede pública municipal nesta última semana.

Segundo a Info Tracker, uma ferramenta desenvolvida por pesquisadores da Unesp e da USP que monitora o avanço da pandemia no estado, entre 7 e 13 de novembro, hospitais municipais de São Paulo tiveram alta de 9% nas internações (de 556 para 604).

Na Baixada Santista, o aumento foi de 23% (de 180 para 222), e na região norte da Grande SP, de 37% (19 para 26).

Segundo os pesquisadores, além do aumento das internações, observa-se também uma alta de 50% de casos suspeitos e da taxa de aceleração do contágio do coronavírus.

 

 

 

Estudo aponta parentesco entre textos da Antiguidade e linguagem de crianças e loucos
Folha de S. Paulo; 15/11
https://bit.ly/3pyN1q4

Ao alfabetizar-se, criança refaz caminho da espécie até a forma contemporânea de consciência, conclui estudo com hipóteses formuladas pelo neurocientista Sidarta Ribeiro e equipe multidisciplinar.

Análise de 734 textos e transcrições abrangendo 4.500 anos revela que repetições frequentes caracterizam oralidade de crianças e ameríndios. Elas recuam com a aquisição da escrita, mas persistem na literatura mais antiga e irrompem na fala de psicóticos. Percurso paralelo da humanidade e dos indivíduos letrados até a complexidade reforça papel da leitura como antídoto para a exclusão e a puerilidade das redes sociais.

O que pode haver de parentesco entre os primeiros textos da Antiguidade e a fala de crianças, loucos e ameríndios? A estrutura repetitiva, um fóssil da linguagem oral que a educação plena torna obsoleta e que ressurge como assombração quando a pessoa perde a capacidade de organizar os próprios pensamentos.

Como foram as descobertas
das línguas da antiguidade? Veja aqui.

Não foi fácil chegar a essa cápsula de conclusões após ler um dos artigos mais ambiciosos e intrigantes com que topei em quatro décadas de jornalismo científico. O trabalho sairá em dezembro no periódico Trends in Neuroscience and Education, mas está disponível na página da publicação (aqui).

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