Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 25 de setembro de 2022

16 de maio de 2022

16/05 – Mobilização no ensino superior, cresce receita da Cogna/Kroton, novas denúncias de professores do Ânima, e mais: nada a comemorar nos 134 anos da Lei Áurea

.

Ensino superior: proposta patronal de reajuste salarial de 4% agora e 2% em janeiro rejeitada em assembleias realizadas em todo o Estado na sexta, 13, e sábado, 14. É hora de ampliar nossa mobilização! Nova rodada de negociações com o patronal será nesta quarta, dia 18.

 

  

POLÍTICA EDUCACIONAL

Oito em cada dez brasileiros demonstram rejeição a ensino domiciliar, diz Datafolha
Folha de S. Paulo; 14/05
https://bit.ly/3whZTGt

Quase oito em cada dez brasileiros demonstram rejeição ao ensino domiciliar, indica pesquisa Datafolha. O tema é uma das bandeiras ideológicas do governo Jair Bolsonaro (PL) na educação e há expectativa de que sua regulamentação seja votada na Câmara nesta semana.

Um total de 78,5% discorda de os pais terem o direito de tirar os filhos da escola para ensiná-los em casa —62,5% totalmente, e 16% em parte.

Críticos defendem que oficializar a opção fere o direito de frequentar a escola, considerada por eles crucial para a educação integral e para a socialização. Essa última visão tem forte adesão na população, mostra o Datafolha. Para 89,9%, as crianças devem ter o direito de frequentar as escolas mesmo que seus pais não queiram.

A pesquisa ouviu 2.090 pessoas a partir de 16 anos em 130 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

 

O NEGÓCIO DA EDUCAÇÃO

Após três anos, receita da Cogna (Kroton) volta a crescer
NeoFeed; 13/05
https://bit.ly/3Lin9s0

Quando Rodrigo Galindo deixou o comando da Cogna no começo do ano, ele entregou a Roberto Valério a missão de dar sequência à estratégia adotada pelo grupo de educação em 2020, de reforçar o digital, avançar no ensino de medicina e, por último, mas não menos importante, retomar o crescimento dos resultados e da rentabilidade do grupo.

Em sua primeira divulgação de resultado como CEO da Cogna, depois de comandar por oito anos a unidade de ensino superior Kroton, Valério trouxe como cartão de visitas ao mercado a entrega de resultados em boa parte dessas linhas.

“Estamos super satisfeitos com os resultados do primeiro trimestre, com indicadores muito positivos em meio a um cenário de desemprego e inflação em alta”, disse Valério, ao NeoFeed. “O período marca a retomada do crescimento com rentabilidade.”

 

Cogna (COGN3): Lucro líquido ajustado dispara 58,7% e chega a R$ 55,3 milhões no 1T22
Money Times; 12/05
https://bit.ly/3lgN7l8

A Cogna (ex-Kroton) reportou lucro líquido ajustado de R$ 55,29 milhões no primeiro trimestre de 2022, alta de 58,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, informou a companhia nesta quinta-feira (12). No relatório, a companhia afirmou que já tinha conseguido melhorar suas margens e que o desempenho do primeiro trimestre marca o início de uma segunda etapa, “onde buscaremos rentabilidade com crescimento, ainda que o contexto econômico brasileiro nos imponha uma série de desafios”.

O Ebitda, que mede o resultado operacional, somou R$ 428,5 milhões, alta de 27,2%. Já o Ebitda recorrente somou R$ 401,6 milhões, alta de 23,9%.

 

Yduqs (Estácio) espera menor evasão de calouros com mudança na campanha comercial
Valor Econômico; 13/05
http://glo.bo/3FMBYlI

Os calouros matriculados em cursos presenciais no começo desse ano tendem a evadir menos devido à adesão a uma campanha comercial menos agressiva, quando comparada ao mesmo período de 2021, segundo Eduardo Parente, presidente da Yduqs.

Neste ano, a campanha de captação da Yduqs reduziu o valor da mensalidade de R$ 650 para R$ 299 nos três primeiros meses do ano. Após esse período, o aluno voltará a pagar a mensalidade cheia, cujo tíquete médio é de R$ 650. No mesmo período do ano passado, a companhia realizou promoções em que os novos alunos pagavam três mensalidades de R$ 49 e parcelavam o restante da mensalidade, cujo tíquete médio era de R$ 692, durante os quatro anos de curso. Com o retorno da mensalidade cheia há mais chances de evasão.

 

Kroton e Yduqs veem volta da demanda por curso presencial
Valor Econômico; 13/05
http://glo.bo/3wp9YAm

Os dois maiores grupos de ensino superior privado, Kroton e Yduqs, tiveram crescimento de dois dígitos no número de novas matrículas na graduação presencial, marcando uma retomada dessa modalidade, que foi duramente afetada nos dois últimos anos de pandemia, quando as aulas migraram para o formato on-line.

 

CAMPANHA SALARIAL 2022

São Paulo: sindicato reúne professores do Ânima, relata ações e recebe mais denúncias
Sinpro SP; 13/05
https://bit.ly/3yBCyRG

O SinproSP reuniu-se no dia 12, via Zoom, com professoras e professores das universidade Anhembi Morumbi e São Judas, que pertencem ao grupo Ânima. Durante a reunião, foram também relatados outros problemas enfrentados pelos professores, especialmente em relação à carga horária, mudança de disciplina e atribuição de aulas, como, por exemplo, redução e indefinição do número de aulas às vésperas do período letivo.

O diretor do SinproSP, Celso Napolitano, apresentou as modificações negociadas com o Ânima no termo aditivo que a Mantenedora havia proposto aos professores no início do ano letivo. Depois de uma análise jurídica criteriosa, o Sindicato orientou pela não assinatura do documento e iniciou negociações com a Mantenedora para suprimir e/ou modificar as cláusulas consideradas abusivas ou prejudiciais aos professores.

 

Minas Gerais: Professores de escolas particulares vão paralisar atividades em BH
O Tempo; /05
https://bit.ly/3FSpFUP

Os professores de escolas particulares de Belo Horizonte e de municípios abrangidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT-MG) decidiram, nesse sábado (14), fazer uma interrupção das atividades no dia 24 deste mês.

De acordo com o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro-MG), o protesto é reflexo da tentativa dos donos de escolas em “retirar direitos históricos” dos educadores. Ainda não há previsão de greve por tempo indeterminado.

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

Mesmo com notas baixíssimas no MEC, faculdades de pedagogia caçam alunos com mensalidades abaixo de R$ 200
G1; 15/05
http://glo.bo/3NeRoSa

“Aproveite! Campanha especial! Faça sua matrícula e garanta mensalidades fixas de R$ 180!”, anunciam as propagandas da Faculdade Álvares de Azevedo (FAATESP), instituição privada de São Paulo que busca alunos para a graduação presencial em pedagogia.

Em 2017, última vez em que o Ministério da Educação (MEC) avaliou esse curso, foi atribuído a ele o conceito 2 de qualidade – considerado insatisfatório.

Também em São Paulo, os estudantes que quiserem se tornar professores de crianças podem prestar pedagogia na Unisan – Centro Universitário.

Em apenas 3 anos, com aulas à distância, é possível obter o diploma e, em mais 6 meses, receber o título de pós-graduado em psicopedagogia. Tudo isso com mensalidades de R$ 98. A avaliação pelo MEC? Conceito Preliminar de Curso (CPC) 2. Insatisfatório, portanto.

 

Brasil tem mais de 200 projetos contra educação de gênero nas escolas
UOL; 14/05
https://bit.ly/3ljG0by

Desde 2014, legisladores — dos estados, municípios e Congresso Nacional — apresentaram mais de 200 propostas legislativas que proíbem a educação sobre gênero e sexualidade nas escolas do Brasil. Os dados são do novo relatório da HRW (Human Rights Watch, ou “Observatório dos Direitos Humanos”, em tradução livre), lançado nesta quinta-feira (12) e intitulado “‘Tenho medo, esse era o objetivo deles’: esforços para proibir a educação sobre gênero e sexualidade no Brasil”.

A pesquisa analisou 217 projetos de lei apresentados e leis aprovadas entre 2014 e 2022 destinados a proibir explicitamente o ensino ou a divulgação de conteúdo sobre gênero e sexualidade, ou banir a chamada “ideologia de gênero” ou “doutrinação”, nas escolas municipais e estaduais. Destes projetos, 21 ainda estão em vigor no Brasil — um no estado do Ceará e os demais são leis municipais.

 

SAÚDE

Vacina contra Gripe já está liberada para profissionais de Educação
SinproSP; 13/05
https://bit.ly/3a4BbAM

Professores e demais trabalhadores  em educação básica ou superior podem dirigir-se a postos de saúde para tomar a vacina contra a gripe. A categoria faz parte do grupo prioritário nessa nova fase da campanha, junto com povos indígenas, pessoas com dficiência ou comorbidades.

Produzida pelo Butantan, a vacina trivalente protege contra os vírus Influenza A (H1N1 e H3N2, do subgrupo Darwin) e Influenza B. Ela está disponível em unidades de saúde (UBS ou AMA), drive-thrus e megapostos. Basta levar um documento com foto e comprovante que ateste a condição de professor.

A imunização pode ser feita nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas, megapostos e drive-thrus da capital.

 

 

 

 

O escritor Laurentino Gomes e corrente para imobilizar cativos encontrada em uma de suas viagens de pesquisa à África, para sua série de livros ‘Escravidão’.

 

Os 134 anos da Lei Áurea: nada a comemorar e muito a ser feito
Rede Brasil Atual; 13/05
https://bit.ly/3FS8NxK

O país com a escravidão mais longa do mundo tem pouco a comemorar na data da abolição. Injustiças, racismo estrutural, desigualdade racial e genocídio da população negra persistem.

Há apenas 134 anos a Lei Áurea era sancionada pela filha de Dom Pedro II, a princesa Isabel. Uma data que tem pouco, ou nada, a ser comemorada. O Brasil foi o país com a escravidão mais longa do mundo, 353 anos. Ou seja, passou mais tempo – quase dois terços de sua história – sob regime de escravidão do que de liberdade racial. Pressionada por questões comerciais, a abolição mal feita e incompleta veio sem políticas reparativas de danos. Por isso, as comunidades de ancestralidade negra hoje pouco ou nada comemoram esse ato administrativo da família real.

O professor e ativista Helio Santos, ao comentar a data, classifica o dia seguinte, o 14 de maio, como o mais longo da história. “Porque nos atinge, hoje, nas ruas, nas esquinas, nas cadeias e nas 6,5 mil favelas que se tem no Brasil. O Brasil não é um país desigual, é o país mais desigual do mundo”, afirma ele,

 

Quem exalta o 13 de maio de 1888 em 13 de maio de 2022
Nexo; 12/05
https://bit.ly/38rciim

Aniversário de sanção da lei que extinguiu a escravidão é marcado por homenagens de grupos conservadores à princesa Isabel e à antiga monarquia. Movimento negro fala em ‘falsa abolição’

A Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil em 13 de maio de 1888, completa 134 anos nesta sexta-feira (13). Sancionado pela princesa Isabel, filha do então imperador dom Pedro 2º, o texto tornou ilegal o regime que por mais de três séculos se apoiou em exploração e violência contra a população negra.

Entendido como um marco nos antigos livros escolares, hoje o dia 13 de maio é alvo de disputas. De um lado, grupos conservadores enaltecem a figura da princesa Isabel por ter assinado a abolição. De outro, setores do movimento negro buscam ressignificar a data, questionando o legado da Lei Áurea e resgatando o papel de abolicionistas negros do século 19.

Deputados conservadores como Luiz Philippe de Orleans Bragança (PL-SP), herdeiro da antiga família real, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carla Zambelli (PL-SP) também defendem o legado do dia 13 de maio. Em 2019, eles e outros deputados protocolaram um projeto de lei na Câmara um projeto de lei que torna a princesa Isabel patrona da abolição da escravatura no Brasil.

Apesar de defenderem a data comemorada nesta sexta (13), essas figuras não têm histórico de aproximação com algumas das principais organizações do movimento negro do país, que se opõem à visão de veneração da princesa Isabel ou do 13 de Maio.

Quais são as contestações à data – Os primeiros questionamentos ao dia 13 de maio surgiram na década de 1970, quando setores do movimento negro passaram a reivindicar o Dia da Consciência Negra como principal data simbólica para a população negra no país.

Grupos como o Palmares, setor importante do movimento negro sediado no Rio Grande do Sul, reivindicavam uma nova data “contra uma narrativa pedagógica do Estado que enfatizava os direitos como doação. Ou seja, contra a narrativa da dádiva da abolição” associada ao dia 13 de maio, disse Matheus Gato, professor de sociologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), em vídeo de 2020 para o Nexo Políticas Públicas.

Para o movimento, a centralização das comemorações da assinatura da Lei Áurea na figura da princesa Isabel apaga da história o papel de abolicionistas negros que pressionaram para que o governo imperial sancionasse a lei de 1888. Entre eles, estão José do Patrocínio, Luiz Gama e André Rebouças.

Deixe seu comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copyright © 2018 FEPESP - Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por: PWI WebStudio