Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 28 de setembro de 2021

15 de setembro de 2021

15/09 – Especial centenário Paulo Freire: série na SescTV, minicurso na USP, como é visto no exterior. E mais – a representação de pessoas negras em artes plásticas na Bienal 2021

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É hora de todas as forças políticas se engajarem e se unirem no objetivo de devolver a normalidade institucional e democrática ao nosso país. 

 

  

CENTENÁRIO DO PATRONO DA EDUCAÇÃO

SescTV exibe série para lembrar o centenário de Paulo Freire
Correio Braziliense; 14/09
https://bit.ly/3nuQsj0

No próximo domingo (19/09), entre 14h e 18h, o SescTV exibe, em seu canal no youtube, os cinco episódios da série Paulo Freire, um homem do mundo.

O documentário é dirigido por Cristiano Burlan, e apresenta alguns momentos que relembram a vida e obra do pedagogo e intelectual brasileiro, que morreu vítima de um infarto em 1997. Paulo Freire era reconhecido por sua influência no movimento Pedagogia Crítica – escola que visa o desenvolvimento da educação por meio da consciência do indivíduo perante sua realidade. Todos os episódios da série também estão disponíveis em sesctv.org.br.

Paulo Freire é o homenageado no
10° Congresso Fepesp, dias 1 e 2 de Outubro.
Saiba mais aqui: https://bit.ly/3j9RWwl  

 

“Paulo Freire é um educador do mundo”, diz professora e pesquisadora
A Tarde; 13/09
https://bit.ly/3ChoyuL

Um dos pensadores mais citados do mundo completaria 100 anos no próximo dia 19. O ano do centenário do pernambucano Paulo Freire, patrono da educação brasileira, é marcado pelo aumento da desigualdade, indicadores educacionais baixos, ataques dos apoiadores do governo Bolsonaro à sua obra e nenhuma ação de comemoração por parte do Ministério da Educação. Felizmente, seu legado é mantido por instituições, educadores, grupos de pesquisa e movimentos sociais. Gilvanice Musial, professora da Faced, estudiosa de Freire e uma das idealizadoras do grupo, fala em entrevista (aqui) sobre a atualidade do pensamento do educador.


Precursor e de contribuição “incomparável”: como acadêmicos estrangeiros enxergam Paulo Freire
Brasil de Fato; 14/09
https://bit.ly/3loUmal

Na Oceania, na Europa e nas Américas, o pensador brasileiro Paulo Freire é reconhecido e estudado. Pesquisadores estrangeiros ouvidos pelo Brasil de Fato reconhecem que o filósofo nascido em Recife em setembro de 1921 é autor de uma obra essencial nas ciências humanas.

De acordo com levantamento de Elliot Green, professor da London School of Economics, o livro “Pedagogia do Oprimido”, publicado por Freire em 1968, é o terceiro livro mais citado das ciências humanas. O ranking feito com dados do Google Scholar coloca o livro do pensador brasileiro à frente de obras de autores como Michel Focault, John Rawls e Pierre Bourdieu.

Freire também foi professor convidado na Universidade de Harvard, ganhou dezenas de títulos de doutor Honoris Causa ao redor do planeta e recebeu honrarias como o Prêmio de Educação para a Paz, da UNESCO.


Nesta quinta, 16: minicurso on-line aborda o centenário de Paulo Freire
Jornal da USP; 13/09
https://bit.ly/3Adu8h7

Nesta quinta-feira, dia 16, às 19 horas, o centenário de Paulo Freire, que nasceu em 19 de setembro de 1921, será o tema do minicurso a ser ministrado pela professora Bernardete Gatti, dentro da programação da  Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica. Ela vai abordar as ideias pedagógico-sociais nas obras de Freire, o conceito de didática, o conceito de “dodiscência” e suas implicações na relação professor-aluno e o sentido social do ensinar/aprender/avaliar, entre outros aspectos da obra e trajetória de Freire.


POLÍTICA EDUCACIONAL

STF é acionado a todo momento para julgar decisões anti-educação do Ministério da Educação
O Globo; 14/09
https://glo.bo/3hA5wbr

Por Miriam Leitão: “O ministério da Educação já teve três titulares no governo Bolsonaro, mas não mudou suas atitudes. Tudo é muito penoso e são tomadas diversas decisões anti-educação.

No caso do Enem, o MEC não havia autorizado a inscrição gratuita a quem faltou ao último exame, de 2020, por causa da pandemia de coronavírus. Houve reação dos secretários de Educação, movimentos sociais, parlamentares, e mesmo assim o ministro, Milton Ribeiro, ficou irredutível. Disse que os estudantes deram de ombro para o Enem. O Supremo derrubou a decisão do ministério. É tudo tão óbvio: numa pandemia, os estudantes não foram fazer a prova porque não puderam. E os mais prejudicados foram os pobres, os negros e os indígenas.

Agora, a Educafro anunciou que vai recorrer da decisão do MEC de reabrir as inscrições apenas a quem faltou à prova em 2020. Como disse o Frei Davi, a isenção deve ser aberta a todos os estudantes que têm direito.

A sociedade tem que brigar a todo momento porque o ministro sempre cria dificuldade. E, com isso, o Supremo tem que ser acionado a todo momento para resolver questões óbvias.

 

Senado chama Milton Ribeiro para explicar declarações sobre inclusão
Agência Senado; 14/09
https://bit.ly/3luzlLq

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) ouvirá o ministro da Educação, Milton Ribeiro, nesta quinta-feira (16), a partir das 9h. Os senadores querem que ele preste esclarecimentos sobre suas declarações acerca do acesso à universidade — que seria limitado — e sobre a inclusão de crianças com deficiência em sala de aula. Em entrevista à TV Brasil, no dia 10 de agosto, Milton Ribeiro afirmou que a “universidade deveria, na verdade, ser para poucos”. Além disso, o ministro da Educação se colocou contra o que chamou de “inclusivismo” no caso de crianças com deficiência. Ele declarou que a criança com tal condição “era colocada dentro de uma sala de alunos sem deficiência. Ela não aprendia, ela ‘atrapalhava’ (…) ela atrapalhava o aprendizado dos outros”.


‘A nova política de educação especial é segregadora e excludente’
Porvir; 14/09
https://bit.ly/3hCvZVw

O decreto que altera a política pública de ensino para crianças com deficiência, ao propor a separação dos alunos em salas e escolas especializadas, tem sido alvo de críticas de especialistas e estudiosos em educação inclusiva. Entre eles, está Claudia Werneck. Fundadora da Escola de Gente – Comunicação em Inclusão, a empreendedora e ativista em direitos humanos ressalta o caráter “segregador e excludente” dessa política.

Claudia é uma das convidadas do evento “Educação e Protagonismo”, promovido pela Fundação Educar. Nesta 16ª edição, que é realizada entre os dias 14 e 15 de setembro, com transmissão online e inscrições gratuitas, além das reflexões sobre inclusão e diversidade nas escolas, o encontro inclui temas como saúde mental e educação híbrida. Fazem parte do rol de palestrantes o educador colombiano Bernardo Toro e a atleta Rebeca Andrade, primeira medalhista olímpica de ouro da ginástica artística brasileira. Toda a programação é acessível, com intérprete de libras, audiodescrição e legenda simultânea.

 

CORONAVÍRUS

Má gestão da pandemia tornou o Brasil ‘celeiro’ de mutações do coronavírus
Rede Brasil Atual; 14/09
https://bit.ly/3hAmPsB

A condução desastrada do combate à pandemia pelo governo de Jair Bolsonaro e o total descontrole do contágio fez com que o Brasil se tornasse um problema para o mundo, já que circulando com total liberdade pelo país, o coronavírus pode desenvolver-se em mutações agressivas, como a gamma. É o que aponta artigo científico publicado no periódico Viruses. O estudo é intitulado “Alta Taxa de Eventos de Mutações no Genoma do Sars-Cov-2 em Regiões Geográficas do Brasil entre Fevereiro de 2020 e Junho de 2021“.

O artigo coloca o Brasil e a África do Sul como principais polos de mutações genéticas do coronavírus no mundo. Desde o início da pandemia, Bolsonaro minimizou o vírus e não articulou medidas sanitárias. Ao contrário, tentou impedir que os estados e municípios as adotassem. Também estimulou e promoveu aglomerações, disseminou mentiras sobre a segurança e eficácia de vacinas e máscaras.


Reino Unido decide vacinar contra Covid crianças de 12 a 15 anos
Folha de S. Paulo; 14/09
https://bit.ly/3Ele7bp

O governo britânico afirmou nesta segunda (13) que vai oferecer vacinas contra Covid para todas as crianças com 12 anos ou mais. A campanha deve começar na próxima semana, nas escolas, e exige o consentimento de pais ou responsáveis.

A decisão segue uma orientação dos diretores médicos da Inglaterra, de Gales, da Escócia e da Irlanda do Norte, tomada na noite de domingo (12). A agência regulatória britânica (MHRA) deu em junho o sinal verde para a aplicação do imunizante da Pfizer em crianças de 12 a 15 anos.

A campanha vai porém na direção contrária da recomendação do Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização (JCVI), que analisou benefícios e riscos para os indivíduos-alvo e recomendou não aplicar as injeções por enquanto em crianças saudáveis.

 

 

Arjan Martins reinventa o modo de representar pessoas negras nas artes plásticas
Folha de S. Paulo; 14/09
https://bit.ly/2XjIVcd

Destaque na edição deste ano da Bienal, artista retrata colonialismo e diáspora africana

“Eu devolvo a pergunta. Por que me vêm esses corpos negros? Eles importam?”, questiona o artista plástico Arjan Martins, de 61 anos, assumindo o lugar que era deste repórter.

Inverter posições não é algo que ele faz só quando dá entrevistas. Destaque na Bienal de São Paulo deste ano, Martins joga luz sobre um grupo posto nas sombras pela arte canônica.

 

“A Europa eurocentrista não nos mostra corpos negros. Enquanto artista, é você que tem que mostrar para ela que esses corpos têm importância e magnitude”, diz ele, autor de telas que retratam negros em posições e lugares variados.

Seus retratados estão ora com o punho em riste, como se demonstrassem resistência, ora com a postura altiva e a expressão impassível. É uma ruptura com o modo como as artes plásticas costumavam retratar esse grupo, com registros que oscilavam entre o servilismo e a invisibilidade.

“Estou fazendo um deslocamento, algo que não é a subserviência. Essa posição não nos interessa. Queremos pessoas ocupando lugares, profissões, oportunidades. Quero que elas sejam agentes da economia e da vida intelectual. Talvez esse seja o meu maior esforço.”

Ao que tudo indica, a empreitada tem rendido bons frutos. Ele já apresentou trabalhos nas bienais de Dacar e de Montevidéu. Em 2017, levou para a Suíça a mostra individual “O Estrangeiro”. Em 2018, venceu o prêmio Pipa e embolsou R$ 130 mil.

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