Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 26 de novembro de 2022

11 de agosto de 2020

11/08 – escolares preferem reprovação, professores são mais vulneráveis à covid-19, impactos permanentes da pandemia na educação, aulas na calçada – e mais.

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‘Quem vai se responsabilizar quando morrer o primeiro estudante e o primeiro professor?’ Fernando Cássio, doutor em ciências e professor da Universidade Federal do ABC. A gente sabe que alguns pais vão solicitar que os filhos não voltem.’ Mayra Ivanoff Lora, diretora pedagógica do Colégio Bandeirantes, da rede privada, em São Paulo. ‘As diretrizes não podem se pautar só no ambiente escolar.’ Diego Xavier, epidemiologista do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Leia mais aqui: http://fepesp.org.br/noticia/8949/

 


Coronavírus: Alunos da rede pública planejam reprovar de propósito para ‘aprender de verdade’ em 2021
BBC BraSIL; 10/08
https://bbc.in/2DWgKWM

Repetir de ano nunca foi exatamente algo desejável. Em uma pandemia em que aulas estão sendo ministradas emergencialmente de modo remoto, no entanto, alguns alunos do ensino médio da rede pública brasileira têm decidido fazer exatamente isso. Para eles, a distância tem dificultado tanto o aprendizado, que vale mais refazer todo o ano em 2021 – mesmo sem saber qual será o estado das coisas e das aulas.

“Não é que eu vou fazer de novo, eu só vou fazer, porque esse ano eu não fiz nada”, explica Júlia Almeida, estudante de 17 anos do terceiro ano do Ensino Médio de uma escola estadual em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Ela publicou um vídeo em sua conta de Instagram intitulado “Por que vou reprovar em 2020”. O vídeo teve mais de 120 mil visualizações, e 900 comentários, com a maior parte das pessoas concordando com seus argumentos e dizendo também não estar entendendo muita coisa com o EAD. Muitos admitiram ter tido a mesma ideia de repetir de ano.

 



Professores são mais vulneráveis à Covid-19, diz especialista
Sinpro Campinas; 10/08
https://youtu.be/XjZvogxpW_w

Nessa edição do Sinpro Saúde, do Sinpro Campinas, o médico infectologista, Paulo Abati explica porque a categoria dos professores pode ser mais vulnerável à Covid-19.

O especialista ainda fala sobre os riscos da volta às aulas presenciais sem controle da pandemia e sobre a alta demanda do sistema de saúde brasileiro.

 


Covas rejeita pressão e diz que escolas pública e privada voltam juntas
UOL; 10/08
https://bit.ly/3fJKAe5

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), disse hoje que a data de retorno das escolas públicas e privadas na capital paulista será a mesma. Em entrevista à rádio CBN, Covas afirmou que não atenderá a pressões e só vai liberar aulas presenciais quando tiver o aval da equipe de saúde.

Na última sexta-feira (7), o governo de São Paulo adiou a retomada das aulas para o dia 8 de outubro, mas a prefeitura da capital espera o resultado do inquérito sorológico para apresentar uma decisão sobre o tema.

 


Entidade critica aulas de reforço em SP
Educa2022; 10/08
https://bit.ly/30JhVl4

A Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp), entidade que reúne professores e profissionais da rede privada, criticou a possibilidade de que escolas públicas e particulares ofereçam atividades presenciais de recuperação e reforço a seus alunos, a partir do próximo dia 8 de setembro − antes da volta às aulas em todo o estado, que foi adiada para 7 de outubro, em função da covid-19. De acordo com a Fepesp, a decisão do governo paulista abre uma ‘fresta’ que pode prejudicar o combate ao novo coronavírus.

Em nota, a entidade expressou concordância com o adiamento da retomada das aulas presenciais para outubro, por considerar que o distanciamento social é a forma mais eficaz de impedir a propagação do vírus.

 

 


Pandemia deixará impactos permanentes na educação, aponta pesquisa
Correio Braziliense; 07/08
https://bit.ly/33Q0MIC

O estudo anual elaborado pela Pearson, o Global Learner Survey, revela que quase 80% das pessoas acreditam que os ensinos fundamental, médio e superior mudarão por causa da crise sanitária global. Além disso, quase 90% dizem que a aprendizagem on-line fará parte desses três níveis educacionais. Nessa pesquisa, foram ouvidas 7 mil pessoas de 16 a 70 anos em sete países: Austrália, Brasil, Canadá, China, Estados Unidos, Índia e Reino Unido.

Embora tenha causado controvérsias no início da pandemia, o ensino remoto conquistou o seu espaço e a pesquisa revela que 75% dos entrevistados esperam uma melhoria nesse formato.

E há muito a melhorar: estudantes avaliam que as instituições educacionais são menos eficazes no uso da tecnologia que outros setores, como o de saúde e o bancário.

 

Cuidados na reabertura devem ir além dos protocolos sanitários
Jeduca; 07/08
https://bit.ly/3h093xr

Além da adequação das escolas aos protocolos sanitários, a retomada das aulas presenciais, atualmente em discussão, exige um planejamento capaz de dar conta das demandas pedagógicas e psicológicas de estudantes, professores e demais profissionais da educação.

O processo não é simples, pois vai requerer dos gestores das escolas e das secretarias de educação capacidade de adequar as demandas pedagógicas aos protocolos de higiene e distanciamento social, além de dar conta de necessidades pontuais e específicas, como é o caso da educação infantil e da educação especial.

Esse foi o tema do webinário “Recomendações para a volta das aulas presenciais”, com Beatriz Abuchaim, , gerente de conhecimento aplicado da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Maria Helena Guimarães de Castro, membro do CNE (Conselho Nacional de Educação) e Maria Teresa Mantoan, coordenadora do Leped/Unicamp (Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diferença), ligado  à Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas.

 

Apenas DF e 3 estados têm data prevista para reabertura de escolas
Folha de S. Paulo; 10/08
https://bit.ly/2XQDXAv

Ausência de coordenação do governo federal dificulta planejamento.  Das 27 unidades da federação, apenas 4 definiram uma data de previsão para a reabertura das escolas após a suspensão das atividades presenciais com a pandemia do novo coronavírus. Entre as capitais, só 2 têm data proposta para o retorno.

Levantamento feito pela Folha indica que apenas o Amazonas, Distrito Federal, São Paulo e Paraná já definiram uma data de retorno, ainda que as autoridades afirmem ser apenas uma previsão. Nos três estados, contudo, as redes municipais das capitais não seguiram a definição de data e ainda afirmam estudar o retorno.

Entre as capitais, apenas São Luís (MA) e Belém (PA), anunciaram datas para retornar às aulas. As duas planejam a volta para setembro.

Transmissão da Covid-19 não está diminuindo no Brasil, alerta OMS
Agência Sindical; 11/08
https://bit.ly/2XKgWPR

Nesta segunda (10), os dados sobre o coronavírus no Brasil já informavam que o País tem oficialmente mais de 3 milhões de casos e 101.142 mortes em decorrência da doença. Michael Ryan, diretor da Organização Mundial da Saúde, alerta que a transmissão ainda não foi controlada.

Apesar de o número de casos crescer cerca de 10% por semana, ainda é um número considerado alto. Ryan explica que o número de casos positivos entre as pessoas que realizam os testes é de 20%, o que a Organização considera muito alto.

“Muitos indicadores apontam para transmissão comunitária contínua, pressão contínua no sistema de saúde e um nível muito alto de epidemia. A curva achatou, mas não está diminuindo”, alerta o diretor da OMS.

 

Promotoria pede destituição de direção da FGV por suposta fraude na gestão Cabral
Folha de S. Paulo; 11/08
https://bit.ly/2FesDrC

O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu nesta segunda-feira (10) na Justiça a destituição da diretoria da FGV (Fundação Getulio Vargas) por suposta fraude cometida em contrato com o governo estadual na gestão Sérgio Cabral.

O pedido visa a retirada do presidente da instuição, Carlos Ivan Simonsen Leal, do vice, Sérgio Franklin Quintella, e dos diretores da FGV Projetos, César Cunha Campos, Ricardo Pereira Simonsen, Sidnei Gonzalez dos Santos e Ocário Silva Defaveri.

Todos foram alvos de uma ação civil pública que aponta desvio de finalidade da fundação para obtenção de lucros indevidos por sua atividade.

 


Professora de São Carlos dá aula na calçada para alunos que não têm celular ou internet
G1; 10/08
https://glo.bo/30LIiXF

Fora da sala de aula há quase cinco meses, a pedagoga Marcela Cristina Vicente, de 36 anos, adotou uma nova estratégia para continuar ensinando seus alunos de 7 anos que não têm equipamentos eletrônicos ou internet para acompanhar as aulas online, em São Carlos (SP). Todas às segundas-feiras, ela visita as casas dos estudantes e realiza as atividades de alfabetização na calçada.

O caso de Marcela foi citado na sexta-feira (7) durante o discurso do secretário estadual da Educação de São Paulo, Rossieli Soares, em coletiva de imprensa como um exemplo da dificuldade de acesso ao ensino por todas as crianças durante o período de quarentena.

A suspensão gradual nas aulas de escolas públicas e particulares de São Paulo começou a valer em 16 de março e, desde 23 do mesmo mês, as portas estão fechadas como medida de segurança contra o novo coronavírus. A previsão é que elas retornem em 7 de outubro.

Em São Carlos, até domingo (9), o município havia registrado 1.613 casos, incluindo 27 mortes em decorrência da Covid-19.

Marcela é professora da escola estadual Professor Archimedes Aristeu Mendes de Carvalho, localizada no Parque Residencial Maria Stella Faga, e leciona para o segundo ano do ensino fundamental.

Desde o início da quarentena e fechamento das escolas, a professora tenta se adaptar às mudanças e alfabetizar as crianças a distância, sem perder a qualidade do ensino. No final de maio, Marcela percebeu que alguns alunos continuavam sem participar das aulas por causa da falta de estrutura.

“Eu fiquei me perguntando como eu faria com essas crianças. Então eu perguntei para a minha coordenadora se eu poderia ir até as casas e ela respondeu que era uma decisão minha, por causa dos protocolos, e eu decidi que ia. Então eu perguntei para os responsáveis e eles também deixaram”, contou.

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