9 de novembro de 2020

09/11 – desigualdade na educação aumenta mesmo antes da pandemia, o ministro decorativo, mais cansaço com o ensino híbrido, e mais:  os impactos da eleição de Biden para o Brasil.

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Ensino Superior, campanha salarial 2020+2021:  professores e auxiliares aprovam abono e manutenção de cláusulas por dois anos mas rejeitam teto de reposição de inflação. Leia aqui:  https://bit.ly/3ewF3sq
  

Desigualdade educacional aumenta em 57,5% dos municípios brasileiros
Folha/UOL; 08/11
https://bit.ly/3lcSRL3

A desigualdade educacional aprofundou em 57,5% dos municípios brasileiros entre 2015 e 2019. Nessas cidades, a diferença de desempenho dos estudantes entre escolas com maior e menor rendimento aumentou mais do que o esperado para o período.

O estudo analisou os dados das escolas das redes municipais nos anos iniciais do ensino fundamental (do 1º ao 6º ano). As prefeituras são responsáveis pela matrícula de 70% dos 15 milhões de estudantes nessa etapa da educação.

Na maior parte das cidades em que a desigualdade aumentou, o que se verificou foi que as escolas que já tinham Ideb mais baixo em 2015 não conseguiram avançar ou atingir a meta estabelecida para 2019, enquanto, as unidades com maior índice conseguiram melhorar ainda mais seus resultados.

 

Vestibulares serão com máscara nos locais de prova e webcam fiscal em casa
Folha de S. Paulo; 08/11
https://bit.ly/38p5Sxz

Para oferecer processos seletivos de forma segura a milhares de candidatos durante a pandemia de Covid-19, as instituições de ensino tiveram que se adaptar.

Contra aglomeração, USP e Unicamp aumentam locais de exame; Mackenzie e ESPM não terão avaliação presencial

Na USP, maior universidade do país, o processo seletivo remoto, solução encontrada por muitas escolas, nunca chegou a ser uma possibilidade, por causa do grande número de inscritos.

Mas o dia de vestibular será bem diferente de outrora. Em primeiro lugar, haverá o dobro de locais para a realização do exame —cerca de 150 contra 75 no ano passado, para reduzir aglomerações.

Máscaras serão obrigatórias a todo momento —à exceção da hora do reconhecimento do candidato—, álcool em gel será distribuído e o distanciamento entre as carteiras será de, no mínimo, 1,5 metro. As salas terão de ser arejadas e o uso de ar-condicionado está proibido.

 


Visto como decorativo, ministro da Educação privilegia viagens e agendas com Bolsonaro
Folha de S. Paulo; 09/11
https://bit.ly/3n7IkBo

Prestes a completar quatro meses no cargo, o ministro da Educação, o pastor Milton Ribeiro, tem privilegiado viagens, agendas com o presidente Jair Bolsonaro sem relação com a área e, até agora, pouco se envolveu nos temas da pasta.

A distância e o desconhecimento do trabalho e os desafios do MEC (Ministério da Educação) têm causado preocupação nos bastidores do governo. Para interlocutores, saíram os ministros ideológicos, entrou o decorativo.

Ribeiro não tem experiência em políticas públicas. Ele foi nomeado para agradar a ala evangélica que apoia o governo e cessar as crises criadas pelos ex-ministros de perfil ideológico Abraham Weintraub e Ricardo Vélez Rodriguez.

A avaliação de integrantes nos corredores do MEC e de outras áreas do governo é que Ribeiro não assumiu liderança nos rumos da política educacional e, mais grave, não entendeu o que é ser ministro. Também no Congresso é essa a impressão.

A postura se reflete na agenda oficial. Desde que assumiu o cargo, em meados de julho, Ribeiro abriu mão das atividades no MEC para participar de 14 cerimônias com Bolsonaro sem qualquer relação com a educação.

 

PGR pede ‘celeridade’ ao STF para marcar depoimento de ministro da Educação
G1; 07/10
https://glo.bo/3kcYMP5

PGR pediu investigação de Milton Ribeiro por suposto crime de homofobia em declarações durante uma entrevista. Relator do pedido, ministro Dias Toffoli já autorizou a PF ouvi-lo.

A autorização para que a Polícia Federal colha o depoimento do ministro foi concedida há um mês pelo relator do pedido de investigação no Supremo, ministro Dias Toffoli. Na ocasião, o ministro determinou que Ribeiro fosse ouvido antes de uma eventual decisão sobre o pedido de abertura de investigação.

 

Ser, Ânima, Cogna ou Yduqs: quem deve se sair bem no terceiro trimestre, segundo o BTG
Money Times; 07/11
https://bit.ly/38ruHZFÂnima: resultados sólidos – Analistas acreditam que os resultados da Ânima (ANIM3) serão mais sólidos que os seus pares, refletindo o ciclo de admissão e as aquisições da empresa.Cogna deve ficar para trás – Já a Cogna (COGN3) deve fazer um caminho inverso da Ânima e apresentar números negativos, puxado pelo ciclo de captação fraco na Kroton e taxas mais baixas nas escolas do Sabre devido a pandemia do coronavírus.Yduqs deverá apresentar resultados mistos – Analistas esperam uma receita líquida de R$ 930 milhões para Yduqs (YDUQ3), alta de 13%, impulsionado pela Adtalem, que foi recentemente adquirida pela a empresa por R$ 1,92 bilhão.

Ser terá resultados suaves – A base de alunos da Ser Educacional (SEER3) deve sofrer uma queda de 4,5% no ano, calculam os analistas. Além disso, a empresa deverá ter um ciclo de entrada desafiador.

 

Pandemia impacta contratos das mensalidades das escolas em 2021
Agência Brasil; 08/11
https://bit.ly/36gzt9T

As escolas privadas de todo o país começam a se preparar para o ano letivo de 2021. Diante das incertezas que permanecem por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19), as instituições preveem um ano de cuidados em um possível ensino presencial e ainda com oferta de ensino remoto de forma parcial ou integral, mesmo que para parte dos estudantes. Todos esses fatores têm impacto nos novos contratos e nos reajustes das mensalidades

 

Porto Alegre:  Com volta às aulas, escolas particulares registram casos isolados de coronavírus
Tribuna Online; 07/11
https://bit.ly/3ld0Dov

Das 521 pessoas que foram testadas, 65,5% deram negativo, 16% não tiveram o resultado ainda, 12,5% se recusaram a testar e 6% tiveram covid-19. A recusa da coleta acontece quando a escola não tem autorização formal dos responsáveis para coleta no ambiente escolar (é possível ir para um posto de saúde fazer o teste) ou se escola ou os pais preferem manter os alunos afastados por 10 dias em vez de realizar o PCR.




Coronavírus: volta às aulas presenciais, professores reclamam de cansaço com ensino hibrido
UOL; 09/11
https://bit.ly/3n8cqoA

Com a reabertura gradual das escolas em diferentes estados do país, professores têm se desdobrado para administrar suas rotinas de trabalho entre o ensino presencial e o online —o chamado ensino híbrido. A modalidade tem sido adotada pelas redes de ensino em meio às adaptações por causa da pandemia do novo coronavírus.

“Como agora é presencial e online, tenho que preparar aulas diferentes”, diz a professora Cleonice Paes de Barros, 59, que dá aulas de geografia na rede estadual de São Paulo. Ela conta que tem prazer em dar aulas, mas afirma que, em meio a essas mudanças, eventualmente acaba ficando mais cansada.

 




Quais os impactos da eleição de Biden para o Brasil
Nexo; 08/11
https://bit.ly/2Ikar1t

Para além da torcida por Trump na disputa eleitoral, que busca realçar a afinidade ideológica com o presidente americano e animar a própria base de apoio no Brasil, existe um tema sobre o qual pesa um risco real de desencontro de Bolsonaro com a agenda do novo governo americano: o meio ambiente.

Amazônia – No primeiro debate presidencial de 2020, em 30 de setembro, Biden disse: “Parem de destruir a floresta. E, se vocês não pararem, vão enfrentar consequências econômicas significativas.”

Em 2019, a então senadora e agora vice-presidente eleita dos EUA, Kamala Harris, defendeu, numa série de postagens na internet, que o governo americano impusesse restrições comerciais ao Brasil como forma de pressionar Bolsonaro a conter a devastação da Amazônia.

Oportunidade para guinada no Itamaraty – O professor de relações internacionais da Faap, Carlos Gustavo Poggio, disse ao Nexo que Biden deve trazer para a linha de frente de seu governo assuntos de política econômica, de política ambiental e de direitos humanos, o que pode provocar atritos com a agenda bolsonarista.

Biden pode condicionar novos acordos – David Magalhães, professor de relações internacionais na PUC de São Paulo crê que as relações comerciais entre Brasil e EUA “não devem mudar substancialmente”.

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