7 de setembro de 2020

08/09 – 72% querem escola aberta só com vacina, cidades de SP adiam retorno, insegurança e excesso de trabalho nas escolas privadas – e mais.

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Live da Agência: Ensino a distância ultraja função e arrocha renda de professores
Agência Sindical; 05/09
https://bit.ly/3h6IjKH
No vídeo: https://www.facebook.com/watch/live/?v=625622061662599&ref=watch_permalink&t=5

O ensino a distância (EAD) deu um salto com a pandemia. E os grandes grupos privados da educação fizeram dele um negócio lucrativo, com baixo custo e escala. Tudo isso sob o olhar complacente do CNE – Conselho Nacional da Educação. Segundo Celso Napolitano, os grandes grupos de educação primeiro demitiram em massa. Agora, promovem “aglomeração virtual com até três mil alunos”. Ou seja, em lugar da sala de aula-padrão, se cria uma espécie de assembleia. “Como ensinar e oferecer conteúdo de qualidade a toda essa gente junta?”, questiona o professor.

 

Ibope: 72% acham que escolas só devem reabrir após vacina contra coronavírus
G1; 07/09
https://glo.bo/3hczVcC
No vídeo: https://globoplay.globo.com/v/8836076/

Para 72% dos brasileiros das classes A, B e C, os alunos só devem voltar a ter aulas presenciais depois que uma vacina para o novo coronavírus estiver disponível, segundo pesquisa Ibope divulgada pelo jornal “O Globo” nesta segunda-feira (7).

O levantamento foi feito entre os dias 21 e 31 de agosto, pela internet, com 2.626 pessoas com mais de 18 anos e das classes A, B e C. O nível de confiança é de 95% dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Com as portas fechadas desde meados de março por causa da pandemia de coronavírus, escolas no Brasil enfrentam a indefinição sobre a retomada das aulas. Professores pediram ao governo a suspensão das aulas por causa do aumento de casos de Covid-19 na categoria.  Segundo levantamento do G1 de 30 agosto, cinco estados tinham previsão para retomar as aulas presenciais na rede estadual.


Cidades e escolas de SP adiam retorno apesar de aval para ensino presencial
Folha de S. Paulo; 05/09
https://bit.ly/2Fbrst5

Embora autorizadas pelo governador João Doria (PSDB) para retomar as aulas presenciais a partir da próxima terça (8) após quase seis meses de suspensão, cidades e escolas paulistas decidiram adiar o retorno alegando não considerar seguro reabrir as unidades ou pelo pouco tempo que tiveram para planejar as mudanças necessárias.

A capital paulista e as cidades do ABC foram os primeiros a anunciar que não seguiriam o cronograma. Na última semana, cinco municípios —Itu, Sorocaba, Itapevi, Ribeirão Preto e Cotia— formalizaram a autorização para que escolas particulares retornassem, mas decidiram deixar as instituições públicas fechadas.

Segundo o governo estadual, 128 dos 645 municípios paulistas —menos de 20%—, comunicaram que também iriam autorizar algum tipo de retorno.

Justiça nega pedido de professores por suspensão de volta às aulas
Monica Bergamo; 05/09
https://bit.ly/35hQYrC

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) indeferiu nesta sexta-feira (4) o pedido de quatro sindicatos de professores pela suspensão da volta às atividades presenciais nas escolas do estado, prevista para o dia 8 de setembro.

Em sua decisão, a magistrada Aline Aparecida de Miranda cita os equipamentos de proteção já adquiridos pelo governo, como máscaras, álcool em gel e sabonete líquido, restrições para as atividades presenciais, como o limite diário de até 20% dos alunos matriculados, e a previsão de que profissionais do grupo de risco só participem das atividades mediante assinatura de termo de responsabilidade.


Rio de Janeiro: professores/as mantêm greve pela vida, não às aulas presenciais!
SinproRio; 06/09
https://bit.ly/2Fbrst5

Pela quarta vez neste período de pandemia, a assembleia virtual unificada do Sinpro-Rio, realizada neste sábado, dia 05/09, aprovou, por ampla maioria, a manutenção da Greve em Defesa da Vida. Não ao retorno das atividades presenciais (nenhuma atividade presencial nas escolas) agora. Continuaremos trabalhando com o ensino remoto nos estabelecimentos do setor privado de ensino do Município do Rio de Janeiro, Itaguaí, Paracambi e Seropédica. Retorno somente com garantia das autoridades da Saúde, com base em rígidos protocolos de segurança.

Foi aprovada, ainda, uma nova assembleia para o próximo sábado, dia 12/09, às 14 horas.

 




Live da Agência: Ensino a distância ultraja função e arrocha renda de professores
Agência Sindical; 05/09
https://bit.ly/3h6IjKH
No vídeo: https://www.facebook.com/watch/live/?v=625622061662599&ref=watch_permalink&t=5

O ensino a distância (EAD) deu um salto com a pandemia. E os grandes grupos privados da educação fizeram dele um negócio lucrativo, com baixo custo e escala. Tudo isso sob o olhar complacente do CNE – Conselho Nacional da Educação.

Quem alerta, critica e denuncia é o professor Celso Napolitano, presidente da Federação da categoria no Estado de São Paulo (Fepesp) e também do Diap – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar.

Seus comentários foram feitos na tarde da sexta (4) durante live da Agência Sindical.

Segundo Napolitano, os grandes grupos de educação primeiro demitiram em massa. Agora, promovem “aglomeração virtual com até três mil alunos”. Ou seja, em lugar da sala de aula-padrão, se cria uma espécie de assembleia. “Como ensinar e oferecer conteúdo de qualidade a toda essa gente junta?”, questiona o professor.

Além de precarização do ensino, ocorre a desqualificação do educador. “Há professor-doutor ganhando R$ 414,00 ao mês, em seis parcelas de R$ 69,00”, ele diz. E completa: “Ultrajante é a palavra que define isso”.

 

Pandemia gerou insegurança e excesso de trabalho nas escolas privadas
Contee; 03/09
https://bit.ly/2R68kiS
No vídeo:  https://youtu.be/GIIUpl5lCFo

Foram apresentados, na tarde de sexta-feira, 4, os primeiros resultados da pesquisa Docência nas Escolas Privadas de Educação Básica em Tempos de Pandemia, realizada pelo Grupo de Estudos sobre Política Educacional e Trabalho Docente da Universidade Federal de Minas Gerais – GESTRADO/UFMG, em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino – Contee.

“Uma situação dramática. Professores da rede privada estão adoecidos, estão coisificados, tornados coisas. Isso repercute nos alunos, que tiveram diminuída a intervenção na relação de aprendizado”, afirmou o coordenador-geral licenciado da Contee, Gilson Reis, no debate realizado na rede social, mediado por Deise Rosálio (UFMG).

Professoras e professores viraram youtubers, da noite para o dia, sem que fossem preparados para tal. Aos profissionais dos estabelecimentos privados de ensino não foi dado tempo algum para se preparem. Tiveram que investir, do próprio bolso, em aumento da banda de internet, em equipamentos para garantir as aulas; a casa do professor virou sala de aula. Estão exaustos, inseguros – às vezes têm que gravar 16 vezes uma aula para garantir rigor no conteúdo apresentado”.

 

Com a crise gerada pela pandemia, universidades buscam aperfeiçoar graduação
Estadão; 05/09
https://bit.ly/2R206If

O ensino superior nada em águas agitadas já há algum tempo. As instituições públicas enfrentam contingenciamento de recursos, problemas para repor quadros técnicos e o desafio de conduzir pesquisas diante do cenário nacional de propagações de fake news. Nas particulares, há inadimplência e evasão de alunos. A pandemia do novo coronavírus agitou ainda mais esse mar revolto. Mas, por outro lado, a tempestade tem o potencial de apontar para a urgência de uma reforma ampla e conceitual.

“Este momento abre uma janela de oportunidade para a gente repensar e recriar a universidade. Estamos pensando em criar um estímulo de política educacional, com base em redes de cooperação que rompam barreiras entre as instituições públicas e privadas”, explica Mozart Neves Ramos, professor da Universidade de São Paulo (USP) e presidente de uma comissão recém-criada no Conselho Nacional de Educação (CNE) para essa finalidade.


A 4 meses do fim do ano e com desafios da pandemia à frente, MEC só executou 48% do dinheiro que tem para este ano
G1; 03/09
https://glo.bo/3m2poEo

O Ministério da Educação ainda precisa dar destino a R$ 26,5 bilhões de seu orçamento de 2020. Faltando 4 meses para o fim do ano, só foram pagos R$ 68,7 bilhões (48%) até agosto dos R$ 142,8 bilhões totais aprovados para a área. Outros R$ 47,6 bilhões estão “prometidos” (empenhados) para serem aplicados, mas ainda aguardam execução. A análise é do Thiago Alves, professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) e pesquisador do Laboratório de Dados Educacionais, com dados da Controladoria-Geral da União (CGU).

Execução é o jargão nos gastos públicos para designar quando a verba chega oficialmente a estados e municípios – que a aplicam em suas escolas e programas.

Com a suspensão das aulas presenciais, o ensino a distância ganhou importância para diminuir os prejuízos ao ano letivo. Mas muitas localidades brasileiras enfrentam internet ruim ou nem mesmo têm acesso.


França fecha 22 escolas por casos de covid-19 três dias após volta às aulas
UOL; 05/09
https://bit.ly/35h0dZ8

Vinte e duas escolas já tiveram de fechar as portas por registro de casos de coronavírus, dez delas na ilha da Reunião, território ultramarino francês. O anúncio foi feito na manhã de hoje pelo ministro da Educação, Jean-Michel Blanquer.

O ministro acrescentou que, considerando-se apenas as turmas fechadas, já foram mais de cem classes de alunos que cessaram as aulas por conta de pelo menos um caso de covid-19 em sala de aula. Com mais de três casos confirmados, toda a escola é fechada.

 

 

Bolsonaro aproveita ‘sofrimento coletivo’ para abrir mão da soberania nacional, diz Lula
Rede Brasil Atual; 07/09
https://bit.ly/2R3p7Tz
No vídeo: https://youtu.be/vjlhURZ0ges

Fatores estruturais e uma agenda econômica equivocada tornarão o impacto da crise causada pela pandemia muito O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pronunciamento por meio de suas redes sociais, também transmitido pela TVT e Rádio Brasil Atual, na tarde desta segunda-feira (7). Em sua fala, ele justificou o fato de ter escolhido o dia da Independência pelo fato de avaliar que o governo Bolsonaro “aproveita o sofrimento coletivo para sorrateiramente cometer um crime de lesa-pátria”, o que considera ser “um crime politicamente imprescritível”.

“O maior crime que um governo pode cometer contra o seu país e o seu povo: abrir mão da soberania nacional. Não foi por acaso que escolhi para falar com vocês nesse 7 de Setembro, dia da Independência do Brasil, quando celebramos o nascimento de nosso país como nação soberana. Soberania significa independência, autonomia, liberdade. O contrário disso é dependência, servidão e submissão”, disse Lula.

O ex-presidente relacionou a luta por liberdades como a de imprensa, de opinião, de manifestação, de organização e sindical à soberania do país. “A garantia da soberania nacional não se resume à importantíssima missão de resguardar a segurança de nossas fronteiras terrestres, marítimas e nosso espaço aéreo. Supõe também defender nosso povo, nossas riquezas minerais, nossas florestas, nossos rios, nossa água”, defendeu.

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