Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 13 de agosto de 2022

5 de maio de 2022

05/05 – Assembleia do Ensino Superior será na sexta-feira, 13; covid faz escolas de SP suspenderem aulas e exigirem máscara novamente; aumenta cotação da Ânima, e mais: geometria é linguagem que só os humanos entendem?

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Atenção, Ensino Superior: nova assembleia convocada –
será na sexta-feira, 13
– para azarar o patronal e dar sorte na nossa mobilização. Veja local ou link no seu sindicato!

 

 

CAMPANHA SALARIAL DO ENSINO SUPERIOR

Sim ou não? Sindicatos insistem em recuperação de perdas da inflação e marcam assembleia do ensino superior
Rádio Peão Brasil; 04/05
https://bit.ly/3kGCvvN

Na rodada de negociação na manhã desta quarta-feira, 04/05, os negociadores dos sindicatos insistiram e obrigaram o patronal a admitir discutir a reposição das perdas da inflação, duração do acordo e outros itens financeiros, na campanha salarial de professores e auxiliares de administração no Ensino Superior privado.

“Queremos que vocês reflitam sobre a situação dos seus trabalhadores”, disse Celso Napolitano, coordenador da comissão de negociação dos sindicatos integrantes da Fepesp – Federação dos Professores do Estado de São Paulo. “Vocês anunciam oferecer a melhor educação possível, mas querem pagar o menor valor possível ao seu professor, ao seu administrativo?”, deu como exemplo Napolitano, quando os representantes das mantenedoras tergiversaram sobre sua oferta de reajuste salarial.

Questionados, e diante da recusa à oferta aos 4% de reajuste salarial apresentada na rodada anterior, os representantes das instituições permaneceram reunidos ao final da rodada para discutir sua abordagem na negociação. “Eles têm que dizer sim ou não, posicionar-se claramente ou admitirem que não querem repor a defasagem salarial e criar um impasse”, disse Celso.

 

Rodada de negociações: professores não chegam a acordo
Agência Sindical; 04/05
https://bit.ly/3MQvULc

No final da reunião, os representantes das instituições permaneceram reunidos pra rever sua proposta financeira. “Eles reclamam da economia, das mensalidades, da arrecadação, mas não permitem acesso às suas contas para que se julgue se estão mesmo em dificuldades ou não”, argumenta Napolitano.

O presidente da Fepesp completa: “Nós queremos que os 10,57% da inflação do período sejam repostos. Não basta reclamar, é preciso mostrar seus balanços. Ou aceitar uma forma de mediação para se resolver o impasse”. A data-base da categoria é 1º de março.

Futuro – Nova rodada de negociação está agendada para o dia 11 de maio, próxima quarta. E na sexta (13), às 17 horas, acontece assembleia do Ensino Superior. Ela será organizada por cada um dos 25 Sindicatos filiados, de forma simultânea em todo o Estado.

 

MG: Professores da rede privada reivindicam 23,4% de correção salarial
Diário do Aço; 04/05
https://bit.ly/3FgJEwi

Os profissionais que atuam na rede privada de ensino no estado reivindicam a correção de perdas que tiveram em seus salários com a inflação acumulada nos anos de 2020, 2021 e 2022.

Reunidos em assembleia no fim da semana que passou, os professores das escolas particulares de Minas Gerais rejeitaram, pela segunda vez, a proposta apresentada pelos donos das instituições de ensino nas negociações da campanha salarial 2022.

Na assembleia realizada sábado (30), os profissionais decidiram realizar um protesto no dia 12, conforme explicou a presidente do sindicato dos professores, Valéria Pires Morato.

Além do protesto, uma nova assembleia foi marcada pelo Sindicato dos Professores da Rede Privada do Estado de Minas Gerais ( Sinpro Minas) para o dia 14, em Belo Horizonte, para debater a possibilidade de greve.

 

SAÚDE

Alta de casos de covid faz escolas de SP suspenderem aulas e exigirem máscara
Estadão; 04/05
https://bit.ly/3LOv1CR

As infecções de covid-19 vinham em queda no Brasil, mas o índice de testes positivos em farmácias e laboratórios dá sinais de uma nova alta da circulação do vírus no País. Segundo a Fiocruz e outros especialistas, há risco de novas ondas, mas a chance de agravamento é menor, por causa das elevadas taxas de vacinação. Em São Paulo, escolas já registram outra vez grupos de alunos contaminados e voltam a exigir máscaras diante do novo cenário.

No Gracinha, que fica no Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo, o diretor Wagner Borja explicou que as atividades chegaram a ser suspensas no ensino médio e a concentração de casos nesta faixa etária parece estar relacionada às festas realizadas aos finais de semana. A direção do Colégio Bandeirantes, na Vila Mariana, zona sul, enviou comunicado em meados de abril para seus alunos reforçando as medidas para evitar o contágio. Já o Colégio Equipe, em Higienópolis, na região central, também precisou suspender alguns grupos por causa de casos de covid. Na Grande São Paulo, o Colégio Stocco, de Santo André, diz oferecer suporte para que docentes e alunos impossibilitados de ir por causa da covid possam ter acesso remoto aos conteúdos e às produções realizadas em sala de aula.

 

‘Não sabemos o que está por vir ‘, alerta OMS, sobre subvariantes da ômicron
Rede Brasil Atual; 04/05
https://bit.ly/3kJKA2M

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta quarta-feira (4) que os novos casos de covid-19 tiveram queda de 17%, em todo o mundo, na última semana. Já as morte pela doença também recuaram 3%. “As mortes semanais relatadas estão no nível mais baixo desde março de 2020. Mas essas tendências, embora bem-vindas, não contam a história completa”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom.

Nesse sentido, ele alertou que, em muitas regiões, os testes e o sequenciamento permanecem “críticos”. “Em muitos países, estamos essencialmente cegos para como o vírus está sofrendo mutações. Não sabemos o que está por vir”, continuou.

 

 

 

O NEGÓCIO DA EDUCAÇÃO

Bons negócios: Fitch Ratings eleva classificação de longo prazo da Ânima Educação
Release; 05/05
https://bit.ly/3ylPcEp
Finance News; 27/04
https://bit.ly/3FmEYF1

A agência de avaliação de investimentos Fitch Ratings elevou o rating nacional de longo prazo da organização de A+(bra) para AA-(bra), da Ânima, controladora de instituições como a Anhembi-Morumbi, FMU, São Judas.

A Fitch destaca que a elevação do rating da Anima reflete a conclusão do aporte de capital de R$ 1 bilhão pela DNA Capital na Inspirali, subsidiária da Anima, equivalente a 25% de participação no capital social desta.

“A capitalização permitiu que o balanço da Anima ficasse melhor posicionado para apoiar sua estratégia de crescimento, beneficiando temporariamente a alavancagem da companhia, uma vez que os recursos deverão ser utilizados para financiar novas aquisições”, afirma a agência.

Principais fundamentos do rating: forte Perfil de Negócios: A aquisição da Laureate Education, Inc. (Laureate) fortaleceu a posição competitiva da Anima no fragmentado setor de ensino superior no Brasil, aumentou substancialmente sua escala de operações e a abrangência geográfica, além de ter contribuído para o forte crescimento nos mais resilientes cursos de medicina.


Dona da Estácio inaugura programa de inovação aberta, o Yduqs Labs
Exame; 03/05
https://bit.ly/3L08LEZ

A Yduqs, segunda maior empresa de educação do Brasil, avaliada em R$ 4,7 bilhões na B3, abre nesta terça-feira, dia 3, um programa de inovação aberta para startups, chamado Yduqs Labs.

A iniciativa, a primeira do tipo na companhia, significa mais um passo em direção à retomada dos investimentos em tecnologia e digitalização depois da tentativa de aquisição por parte da Kroton (hoje Cogna) em 2017. De lá para cá, o percentual do investimento anual dedicado à tecnologia saiu de menos de 10%  para 42% no ano passado. Colocando em cifras, subiu de R$ 10,3 milhões  para R$ 230 milhões.

 

ESCÂNDALO NO MEC

Compras milionárias de kits de robótica com verba do MEC são alvo de investigações
Rede Brasil Atual; 04/05
https://bit.ly/3ycQoK4

A venda milionária de kits de robótica com superfaturamento de 420%, fornecidos por empresa cujo dono tem ligação com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), é alvo de várias investigações pelo país. Há suspeitas de irregularidade na compra desses equipamentos priorizados pelo Ministério da Educação (MEC) do governo de Jair Bolsonaro (PL) que acelerou os repasses para a aquisição.

De acordo com novas informações da Folha, divulgadas nesta quarta (4), o caso tem sido apurado por tribunais de contas e Secretaria da Fazenda de Alagoas. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) também deve ser instalada em uma das cidades com contrato de robótica. Enquanto, em paralelo, governo Bolsonaro tem se esforçado para minimizar o caso.

 

Atual ministro da Educação tentou nomear pastor lobista no governo Bolsonaro
Folha de S. Paulo; 04/05
https://bit.ly/3KLwXuv

O Ministério da Educação trabalhou oficialmente para nomear o pastor Arilton Moura em um cargo comissionado na pasta. O trâmite burocrático ocorreu por iniciativa do atual ministro da Educação, Victor Godoy Veiga, que na época era secretário-executivo no MEC.

Os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos são peças centrais no escândalo do balcão de negócios do ministério. Eles negociavam com prefeitos a liberação de recursos federais mesmo sem ter cargo no governo.

 

Artigo: “Um biombo para ofuscar a ‘joinha’ no MEC”
Estadão; 04/05
https://bit.ly/3OWePBo

Por Vera Rosa, colunista: “A queda de braço entre o presidente Jair Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal é chamada nos bastidores do Planalto de “gambito da rainha”, uma jogada de mestre no xadrez. Além de emparedar o STF, a “rasteira” dada por Bolsonaro na Corte serve como biombo para esconder escândalos de corrupção do governo. E um desses fios desencapados está justamente no Ministério da Educação.

Seis dias depois do indulto presidencial concedido ao deputado Daniel Silveira – que ameaçou bater com um “gato morto” em ministros do STF –, a Comissão de Educação do Senado tentou ouvir Darwin Einstein Lima. Trata-se do engenheiro que atuava como consultor do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), controlado pelo Centrão do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira”.

 

 

A geometria é uma linguagem que só os humanos entendem?
New York Times, via Estadão e Folha de S. Paulo; 04/05
https://bit.ly/3OST2KZ

Estudo tentou comparar como humanos e babuínos percebem formas geométricas

Durante um workshop no outono no Vaticano, Stanislas Dehaene, um neurocientista cognitivo do Collège de France, fez uma apresentação sobre sua pesquisa para entender o que torna os seres humanos tão especiais —para o bem ou para o mal.

Dehaene passou décadas sondando as origens evolucionárias de nosso instinto matemático, que foi o tema de seu livro de 1996, “The Number Sense: How the Mind Creates Mathematics” [O sentido numérico: como a mente cria a matemática]. Ultimamente, ele se concentrou em uma questão relacionada: que tipos de pensamentos, ou computações, são exclusivas do cérebro humano? Parte da resposta, segundo Dehaene, podem ser nossas intuições aparentemente inatas sobre geometria.

Dehaene começou a projeção de slides com uma colagem de fotos mostrando símbolos gravados em rocha — foices, machados, animais, deuses, sóis, estrelas, espirais, zigue-zagues, linhas paralelas, pontos. Algumas das fotos ele tirou durante uma viagem ao Vale das Maravilhas, no sul da França.

Essas gravuras seriam da Idade do Bronze, de aproximadamente 3.300 a.C. a 1.200 a.C.; outras tinham de 70 mil a 540 mil anos. Ele também mostrou uma foto de um implemento de pedra “dupla face” — esférico em uma extremidade, triangular na outra — e comentou que os seres humanos esculpiam ferramentas semelhantes 1,8 milhão de anos atrás.

Para Dehaene, é a inclinação a imaginar — um triângulo, as leis da física, a raiz quadrada de -1 — que capta a essência de ser humano. “O argumento que defendi no Vaticano é que a mesma capacidade está no centro de nossa capacidade para imaginar a religião”, lembrou recentemente.

Ele reconheceu, rindo, que não é um salto pequeno de imaginar um triângulo a inventar a religião. (Sua própria trajetória intelectual incluiu um diploma em matemática e um mestrado em ciência da computação, antes de se tornar neurocientista.) No entanto, disse Dehaene, “é isto o que temos de explicar: de repente houve uma explosão de novas ideias com a espécie humana”.

 

HUMANO OU BABUÍNO? – Na última primavera, Dehaene e seu aluno de doutorado Mathias Sablé-Meyer publicaram, com colaboradores, um estudo que comparou a capacidade dos humanos e dos babuínos de perceber formas geométricas. A equipe se indagou: qual era a tarefa mais simples no campo geométrico — independente de linguagem natural, cultura, educação — que poderia revelar uma diferença de assinatura entre primatas humanos e não humanos? O desafio foi medir não apenas a percepção visual, mas um processo cognitivo mais profundo.

“Os resultados são notáveis, e realmente parece haver uma diferença entre a percepção das formas por humanos e babuínos”, disse em um e-mail Frans de Waal, primatologista na Universidade Emory (EUA).

“Saber se essa diferença de percepção representa uma ‘singularidade’ humana teria de aguardar pesquisa sobre nossos parentes primatas mais próximos, os macacos”, disse De Waal. “Também é possível, como discutem os autores (e rejeitam), que os humanos vivem num ambiente onde os ângulos retos importam, enquanto os babuínos não.”

Investigando mais, os pesquisadores tentaram replicar o desempenho de humanos e babuínos com inteligência artificial, usando modelos de rede neural inspirados em ideias matemáticas básicas do que um neurônio faz e como os neurônios se conectam.

“Nós afirmamos que quando você olha para uma forma geométrica imediatamente tem um programa mental dela”, disse Dehaene. “Você a compreende, desde que tenha um programa para reproduzi-la.” Em termos computacionais, isso se chama indução de programa. “Não é banal”, disse ele. “É um grande problema na inteligência artificial — induzir um programa a fazer certa coisa a partir de seu input e output. Nesse caso, é apenas um output, que é o desenho da forma.”

A linguagem é muitas vezes considerada a qualidade que demarca a singularidade humana, notou Dehaene, mas talvez haja algo mais básico, mais fundamental.

“Estamos propondo que existem linguagens — múltiplas linguagens — e que na verdade a linguagem talvez não tenha começado como um instrumento de comunicação, mas realmente como um dispositivo de representação, a capacidade de representar fatos sobre o mundo exterior”, disse ele. “É isso que queremos descobrir.”

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