Federação dos Professores do Estado de São Paulo, 28 de outubro de 2021

2 de setembro de 2021

02/09 – Senado derrota governo na MP1045, pressão sindical bem sucedida, veja a lista dos que votaram contra, e mais: como a ‘Escolinha do Professor Raimundo’ ajudou a moldar a imagem dos docentes

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Valeu a pressão dos sindicatos: a chamada ‘minirreforma trabalhista’ da MP1045 foi rejeitada no Senado por ampla maioria. Vitória dos sindicatos, derrota do governo entreguista!

 

 

Senado impõe derrota ao governo e rejeita MP 1045, que alteraria legislação trabalhista
Valor Econômico; 01/09
https://glo.bo/38AtI8s

Em uma derrota com várias consequências para o governo Jair Bolsonaro, o Senado rejeitou, por 47 votos a 27, a Medida Provisória 1045, que promoveria uma minirreforma na legislação trabalhista.

A derrubada da proposta, que será arquivada, impede uma série de alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), restrições ao acesso à justiça gratuita, extensão da jornada de categorias diferenciadas, como trabalhadores de minas terrestres e a criação por meio da MP de programas de incentivo à inserção de jovens no mercado de trabalho: o Programa Primeira Oportunidade e Reinserção no Emprego (Priore) e o Regime Especial de Trabalho Incentivado, Qualificação e Inclusão Produtiva (Requip), que haviam sido incluídos no texto pela Câmara dos Deputados.

 



Centrais sindicais pressionaram Senadores
DIAP; 01/09
https://bit.ly/3jCCBoo

As lideranças das centrais sindicais, desde que a proposta chegou no Senado, não mediram esforços para obter o resultado desta quarta-feira. “Parabéns ao DIAP e ao Dieese, que tanto nos ajudaram e nos assessoraram nesse debate. Foi uma vitória de todos nós”, destacou o dirigente da CUT, Valeir Ertle.

“Parabéns a todos, a todas as centrais por essa unidade de ação das 10 centrais sindicais, por toda essa articulação, com Dieese, DIAP, a Agenda Legislativa”, comemorou o dirigente da Força Sindical Sérgio Luiz Leite, Serginho.

“Acho que surtiu o primeiro efeito de nosso trabalho. Parabéns para todos nós. Isso mostra que estamos no caminho certo. Vamos aperfeiçoar o nosso trabalho”, acrescentou Serginho.

Principais pontos – A articulação do relator não foi suficiente para convencer os senadores. Entre os principais pontos que precarizariam ainda mais as relações de trabalha na proposta estavam:
• nova modalidade de trabalho, sem direito a férias, 13º salário e FGTS (chamada de serviço social voluntário);
• outra modalidade de trabalho, sem carteira assinada (Requip) e sem direitos trabalhistas e previdenciários; trabalhador recebe uma bolsa e vale-transporte;
• programa de incentivo ao primeiro emprego (Priore) para jovens e de estímulo à contratação de maiores de 55 anos desempregados há mais de 12 meses; empregado recebe bônus no salário, mas o FGTS é menor;
• redução no pagamento de horas extras para algumas categorias profissionais, como bancários, jornalistas e operadores de telemarketing;


47 a 27: veja quem votou contra e a favor da reforma trabalhista no Senado
UOL; 01/09
https://bit.ly/3zH5pS6

Com exceção do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e do relator, Confúcio Moura (MDB-RO), os 30 senadores que discursaram durante o debate da proposta defenderam a rejeição. Para os parlamentares contrários, o projeto precariza relações trabalhistas e é ruim para os jovens.

Veja a lista de senadores que votaram “não” — ou seja, contra a MP1045 da nova reforma trabalhista [dos três senadores por São Paulo, Giordano (MDB) votou com o governo e a favor da MP; José Anibal (PSDB, assumiu no lugar de Serra) e Mara Gabrilli (PSDB) votaram contra a MP]:

Acir Gurgacz (PDT-RO)
Alessandro Vieira (Cidadania-SE)
Alvaro Dias (Podemos-PR)
Carlos Portinho (PL-RJ)
Cid Gomes (PDT-CE)
Daniella Ribeiro (PP-PB)
Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Dário Berger (MDB-SC)
Eduardo Braga (MDB-AM)
Eliziane Gama (Cidadania-MA)
Fabiano Contarato (Rede-ES)
Flávio Arns (Podemos-PR)
Humberto Costa (PT-PE)
Izalci Lucas (PSDB-DF)
Jaques Wagner (PT-BA)
Jean Paul Prates (PT-RN)
Jorge Kajuru (Podemos-GO)
Jorginho Mello (PL-SC)
José Aníbal (PSDB-SP)
Kátia Abreu (PP-TO)
Lasier Martins (Podemos-RS)
Leila Barros (Cidadania-DF)
Lucas Barreto (PSD-AP)
Mara Gabrilli (PSDB-SP)
Marcelo Castro (MDB-PI)
Marcos do Val (Podemos-ES)
Nilda Gondim (MDB-PB)
Omar Aziz (PSD-AM)
Oriovisto Guimarães (Podemos-PR)
Otto Alencar (PSD-BA)
Paulo Paim (PT-RS)
Paulo Rocha (PT-PA)
Plínio Valério (PSDB-AM)
Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
Reguffe (Podemos-DF)
Renan Calheiros (MDB-AL)
Roberto Rocha (PSDB-MA)
Rodrigo Cunha (PSDB-AL)
Rogério Carvalho (PT-SE)
Romário (PL-RJ)
Rose de Freitas (MDB-ES)
Simone Tebet (MDB-MS)
Styvenson Valentim (Podemos-RN)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
Weverton (PDT-MA)
Zenaide Maia (PROS-RN)

 

 

 


O NEGÓCIO DA EDUCAÇÃO

Pandemia e crescimento de ensino online alteram ranking do setor de educação
Estadão; 01/09
https://bit.ly/3zIxed4

Tanto a pandemia como um forte processo de consolidação contribuíram para mexer no tabuleiro do setor de educação. Se antes os grandes grupos fortaleciam sua presença por meio do ensino presencial, a necessidade de isolamento social obrigou a rápida migração para o online, quebrando a resistência a essa modalidade. Com as peças do jogo de xadrez mudando de casa, a disputa pelo primeiro lugar do ranking das maiores empresas do setor caminha para ser ocupada pela companhia que melhor se posicionar diante das recentes mudanças, com fôlego financeiro para seguir no processo de consolidação.

Essas são algumas das conclusões de pesquisa sobre o setor de educação superior privada  no Brasil lançada nesta quarta-feira, 1º, pela consultoria especializada no setor Hoper, com os dados de 2020 e do primeiro semestre deste ano. No ranking das maiores companhias do setor, uma empresa que nasceu dedicada ao ensino online está despontando entre as primeiras colocações, posicionando-se como candidata a ocupar a primeira colocação. A catarinense Vitru, dona da Uniasselvi, fez um dos maiores movimentos do setor ao levar uma das empresas mais cobiçadas no setor de educação há vários anos, a UniCesumar, avaliada em nada menos do que R$ 3,2 bilhões.

Mais detalhes aqui: https://bit.ly/3zIxed4

Especialistas rebatem Milton Ribeiro sobre utilidade do diploma
Estadão; 01/09
https://bit.ly/2YmdLRB

A Vitru, holding que abarca a Uniasselvi e que acabou de comprar a UniCesumar, vai brigar, palmo a palmo, pela primeira posição do setor de ensino no País. Focada em ensino a distância, a Vitru vê chances de crescer seu portfólio com aquisições de edtechs e de mais negócios de educação online, conta Pedro Graça, presidente da companhia. Segundo ele, a busca pela liderança de mercado “será uma consequência” desses movimentos.

 

CORONAVÍRUS

Movimentos lançam 10 medidas para conter a variante delta em São Paulo
Rede Brasil Atual; 01/09
https://bit.ly/3jEDzjY

A Coalizão pela Vida, a Frente São Paulo pela Vida e Plenária de Saúde da Cidade de São Paulo apresentam 10 medidas urgentes para o enfrentamento da covid-19 na capital paulista. Em especial, os mais de 500 movimentos, organizações e acadêmicos reunidos nas três iniciativas, estão preocupados com a disseminação da variante delta, mais transmissível que as demais. Nesse sentido, o documento apresentado nesta quarta-feira (1º) reúne iniciativas essenciais a serem tomadas pelo Poder Público.

As medidas sugeridas vão desde a implementação de campanhas de comunicação para alertar à população para os riscos da variante delta à expansão de programas de segurança alimentar voltados às populações vulneráveis. Passam também pela distribuição de máscaras de alta proteção e o fortalecimento da rede básica de saúde, além de mais transparência nos dados divulgados pela prefeitura.

 

 

 

Podcast: como a Escolinha do Professor Raimundo ajudou a moldar a imagem dos docentes
Folha de S. Paulo; 31/08
https://bit.ly/38zroyx

Neste episódio da sua quarta temporada, o Folha na Sala discute qual papel a mídia tem na formação de uma imagem do docente e da educação brasileira.

Da literatura do começo do século, passando pelos programas radiofônicos das décadas de 1940 e 1950 até o noticiário policial atual, uma narrativa de que as condições de trabalho são precárias e o professor é vítima do desrespeito e desvalorização da profissão foi se construindo.

Segundo a professora Regina Zilberman, do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a fantasia tem conexão com a realidade.

“Dentro da literatura do século 19 nós vamos ter algumas exceções das figuras masculinas do professor, mas em geral é o cara carrancudo mal encarado. Uma imagem que dá vontade de nunca botar os pés em algo parecido com uma sala de aula. E a educação brasileira talvez não fosse muito diferente disso. Não se está inventando, alegorizando, imaginando. Está traduzindo uma experiência”, explica.

Relegado a só aparecer no noticiário em episódios de confusão e violência, o professor se sente silenciado e mal representado. “Acho que o professor tem consciência de que há uma falsa representação dele e isso tem consequências. Uma delas é em relação à sua auto imagem. O professor sente que, progressivamente, foi perdendo aquele lugar social que possuía”.

O programa ainda ouviu o ator Bruno Mazzeo, que interpreta o professor Raimundo no remake da Escolinha do Professor Raimundo, exibido no Canal Viva –e é filho de Chico Anysio, criador do personagem–, e o apresentador Marcelo Tas, que criou o professor Tiburcio, da TV Cultura, na década de 1990.

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