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Após assembleia, professores da rede particular entram em greve em MG

27/04/2018

Do G1.

Professores da rede privada entraram em greve a partir desta quarta-feira (25), informou o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas). A decisão foi tomada após uma assembleia feita nesta terça-feira (24) em Belo Horizonte.

De acordo com o Sinpro Minas, cerca de 2 mil professores participaram dessa reunião no hall da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Ainda segundo o sindicato, professores de mais de 60 escolas estiveram no ato.

De acordo com a presidente do Sinpro Minas, Valéria Morato, os educadores estão em campanha salarial desde novembro do ano passado, quando foi feita a pauta de reivindicações – entregue em dezembro. “Queremos manter a convenção como está, sem retirar direitos”, ressaltou a sindicalista.

Valéria explicou que dentre os pedidos estão, por exemplo, a recomposição salarial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e mais 3% de aumento a título de valorização dos professores, aumento do adicional extraclasse e a unificação salarial para a educação base.

Ela rejeitou que direitos sejam retirados como o adicional por tempo de serviço, a perda do intervalo (recreio), a retirada da estabilidade do professor aposentando e a perda significativa do adicional extraclasse.

Nesta quinta-feira (26), uma assembleia será realizada, às 16h, na ALMG, para decidir sobre os rumos da greve.

O que diz o sindicato patronal

O Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG) informou que não reconhece e repudia o anúncio de greve por parte do Sinpro Minas porque as negociações continuam.

Em nota, o Sinep-MG disse que “a Lei de Greve, que assegura o direito à paralisação de qualquer categoria profissional, é clara quando diz que a greve só é legítima quando ‘frustrada a negociação ou verificada a impossibilidade de recursos via arbitral’, o que não é o caso. As negociações estão acontecendo e não há motivos para paralisações”.

Ainda segundo o Sinep-MG, a data-base da categoria termina no dia 30 de abril e as negociações estão sendo feitas. O sindicato informou que 99,4% das escolas em Belo Horizonte e Contagem funcionaram normalmente nesta terça-feira.

A entidade informou que também propôs a prorrogação da data-base para o dia 30 de maio, para que haja mais tempo de negociação entre as partes, mas que o sindicato dos professores rejeitou.

Ainda conforme o Sinep-MG, no ato de terça, seis escolas não funcionaram parcial e/ou totalmente – o que equivalem a 0,6% do total em BH e Contagem. No dia 19, foram 16 escolas – 1,6% das instituições. Não houve registros de paralisações de escolas do ensino técnico, faculdades ou universidades.

 

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