20 de outubro de 2017
 
 
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UNIMEP: PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS NÃO ACEITAM RESPOSTA E MANTEM GREVE

14/08/2017

Reunidos em assembléia geral na noite desta segunda feira, 14/08 (foto), os professores e funcionários da Unimep - Piracicaba rejeitaram a proposta do Instituto Educacional Piracicabano e decidiram, por unanimidade, dar continuidade à greve.

A assembleia considerou que não houve nenhum avanço na nova proposta enviada pelo IEP, conforme o combinado no Foro Conciliatório, na última sexta, dia 11. Para a secretária geral do Sinpro e docente da Unimep, Conceição Fornasari, a proposta enviada não contemplou nenhuma das reinvindicações feitas pelos professores, alunos e funcionários. “A diretoria geral do IEP pensa efetivamente que a condução de uma greve e a possibilidade de encerramento seja com respostas evasivas, descuidadas e no mínimo desatentas, nós não podemos aceitar”, afirma a professora.

Nova assembléia está marcada para esta quinta feira, dia 17, às 19:30, no campus Taquaral. Até lá haverá mobilizações em que você pode participar. Veja detalhes aqui: http://bit.ly/2i1NrGL

UNIMEP EM GREVE: 
NOTA DE SOLIDARIEDADE E APOIO

A Federação dos Professores do Estado de São Paulo - Fepesp, através dos seus 25 sindicatos integrantes, manifesta completa solidariedade ao movimento de professores e funcionários da Universidade Metodista de Piracicaba - Unimep em greve desde o último dia 8 de agosto. A decisão pela paralização foi unânime e maciça, tem apoio dos estudantes da unidade e foi confirmada em nova assembleia geral, realizada nesta segunda feira, dia 14.

A greve de professores e funcionários da Unimep é legítima e relevante diante do caos instalado pela má administração da universidade. Salários tem sido atrasados, recolhimento de tributos tem sido falho e a implantação atabalhoada de um novo sistema de gestão administrativa à revelia dos funcionários, que já haviam apontado a fragilidade do programa, causa indignação entre alunos, professores e funcionários. Iniciadas as aulas neste novo semestre os alunos não sabiam em quais salas estavam, não conseguiam fazer a inclusão de disciplinas, bolsas de estudo tiveram seu benefício comprometido; professores não conseguem organizar seus cursos; funcionários estavam impossibilitados de prestar assistência; há descumprimento constante da Convenção Coletiva de trabalho de Professores e Auxiliares – um quadro resultante em ambiente de instabilidade e insegurança que afeta a vida acadêmica de forma geral.

Compondo a desordem administrativa, está ainda em xeque a autonomia universitária, ao submeter a gestão da Universidade ao controle desordenado da rede Metodista de ensino, que age com impetuosidade com medidas como a demissão do reitor Marcio de Moraes, que externou críticas ao novo sistema e à forma autoritária como se realizou a sua implementação.

O Sindicato dos Professores de Campinas – Sinpro Campinas, em conjunto com a Associação dos Docentes da Unimep – Adunimep, o Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar – SAAE Piracicaba e a Associação dos Funcionários do Instituto Educacional Piracicabano – Afiep vem conduzindo o movimento de forma responsável e coordenada, contando com significativo com apoio da sociedade.

Este é um movimento de resistência ao descaso com os padrões mínimos necessários a uma educação de qualidade, a tentativas de enfraquecer a organização sindical de professores e funcionários, e de promover reformas acadêmicas e administrativas inspiradas no cenário de desmonte de padrões de relações de trabalho da ‘reforma’ trabalhista promovida pelo governo sem votos. Tem nosso completo apoio.

Federação dos Professores no Estado de São Paulo

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