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SINPRO-SP MOBILIZA PROFESSORES CONTRA MANOBRA DA FMU

03/07/2017

O Sindicato de Professores de São Paulo convoca assembleia de professores das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) nesta segunda-feira, 3 de julho, às 16h para lutar contra demissões em massa e redução unilateral da grade curricular na instituição.

A FMU, antes uma faculdade local em São Paulo, foi englobada pela gigante educacional Laureate International em 2013. Desde então, passou a 'aperfeiçoar' sua gestão visando melhorar seus resultados financeiros.

Agora, neste final de semestre, a FMU radizalizou seus métodos administrativos: cem professores foram demitidos em um conjunto de 1.200 docentes, com previsão de outras 150 demissões de acordo com agendamento de homologações solicitada pela instituição. Pior: a FMU anunciou alteração drástica de sua grade curricular, reduzindo a carga diária de 4 para 3 aulas.

Essa alteração pode gerar o enxugamento de 25% nas sua folha de salários, em prejuízo de professoras e professores e, naturalmente, dos alunos que pagaram por um curso completo e vão receber apenas 3 das 4 aulas diárias antes contratadas.

O SINPRO-SP está orientando os professores a não assinar qualquer carta de redução de aulas (ver aqui: http://bit.ly/2sp4ozQ). Uma carta com orientação detalhada foi enviada a todos os professores da instituição (aqui: http://bit.ly/2txNNKa). E agora, convoca assembleia para organizar os professores contra essa manobra, com a exigência da suspensão das demissões e do corte na carga curricular (ver convocação aqui: http://bit.ly/2suCCwO).

Essa questão não é local, apenas. A concentração de instituições de ensino superior em grandes conglomerados financeiros tem gerado a tendência de reduzir custos, ensalar alunos, substituir aulas presenciais por aulas à distância e, com isso, gerar lucro e dividendos aos seus controladores e acionistas - com a qualidade de ensino e a compensação aos professores tomando um distante segundo plano.

Nesta semana, essa tendência sofreu um revés com o veto do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) à mega-fusão da Kroton (Anhanguera) com a Estácio. Mas ambas, Anhanguera e Estácio, já declaram estarem no mercado por novas aquisições.

A Federação dos Professores do Estado de São Paulo está atenta a essa movimentação e a mobilização do Sinpro-SP no caso da FMU é exemplar para se evitar a degradação do ensino superior provocada pela busca de resultados financeiros promovendo uma farra pedagógica em prejuízo de estudantes e docentes.

 

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