16 de dezembro de 2017
 
 
Enviar por email
RSS
Imprimir

FMU NO TRIBUNAL: DIA 13 DE JULHO, 11H30, NO TRT

11/07/2017

Está marcada a primeira audiência no Tribunal Regional do Trabalho para botar nos eixos a arbitrariedade da FMU: será nesta quinta-feira, dia 13, às 11h30, em audiência de conciliação no TRT da rua da Consolação, 272, em São Paulo.

Essa audiência é resultado da ação do Sinpro-SP diante da demissão de 220 professores da FMU no fim do semestre, além da tentativa de reduzir a carga curricular em 25%: das quatro aulas diárias programadas, a FMU agora quer dar só três por dia. Na semana passada, dia 3, o Sinpro-SP convocou a direção da FMU para explicar e revogar as demissões e a mudança de carga de aulas. A FMU não se comprometeu a nada. No mesmo dia, os professores da faculdade se reuniram em assembleia no sindicato e decidiram colocar o caso na Justiça e entrar em greve na volta às aulas. Assim, como resultado da decisão da assembleia, o sindicato entrou com pedido de díssidio coletivo contra a FMU, protocolado no dia 07/07, que resultou nesta primeira ação, que é a audiência do dia 13. Estão todos convocados!

Cresce o apoio às ações do Sindicato. Estudantes se articulam. Parlamentares denunciam o caso. Nesta segunda-feira (10/07), uma reunião entre o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), Luiz Antonio Barbagli, presidente do Sinpro-SP, e Celso Napolitano, presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo, articulou o apoio parlamentar às ações. O deputado Orlando Silva, que já havia feito um pronunciamento na Câmara, recebeu um dossiê completo sobre o caso e anunciou que irá agendar uma audiência na Câmara de Educação Superior, do Conselho Nacional de Educação.

“Quando nós contestamos a reestruturação feita pela FMU, que implica na demissão de professores e no prejuízo na formação desses alunos, nós estamos defendendo a educação. A educação deve ser tratada como direito”, disse Orlando Silva.

Luiz Barbagli, presidente do Sinpro-SP ressalta que, além de educacional, trata-se de uma questão trabalhista. “O envolvimento do deputado Orlando Silva na Câmara é de extremo valor, porque não só inibiremos a FMU de fazer tudo isso, como também outras universidades”, diz.

Na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) também se manifestou e fez mais: intimou em ofício a Procuradoria Geral do Estado e o Procurador-Chefe da República no Estado a averiguar as irregularidades da FMU, além de oficiar a Comissão de Educação e Cultura e a Secretaria de Educação de São Paulo a tomar providências sobre o que classificou como ‘estelionato educacional’ da faculdade.

Comentários
0 comentário(s)

Comentar

O conteúdo deste campo é privado não será exibido ao público.
CAPTCHA
Insira os caracteres abaixo